Mais de 47,5 mil pessoas ainda não se vacinaram contra gripe no Acre

Campanha foi prorrogada pela segunda vez para o dia 22 de junho por não ter cumprido a meta. Até esta terça-feira (19), cobertura do estado era de 73,53%.

Mais de 47,5 mil pessoas ainda não procuraram uma unidade de saúde para se vacinar contra a gripe no estado do Acre, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Conforme o levantamento, até esta terça-feira (19), a cobertura vacinal do estado era de 73,53%.

Ao todo, 132.101 pessoas foram imunizadas contra a doença no Acre. Por não ter cumprido a meta, a campanha foi prorrogada pela segunda vez em todo o país e vai até o próximo dia 22 de junho.

De acordo com a Saúde, a vacina está disponível em todas as unidades de saúde do estado. As pessoas que fazem parte do público-alvo e que ainda não tomaram a vacina, podem comparecer a um posto de saúde portando a carteira de vacina.

Caso a pessoa tenha perdido a carteira, não tem problema. Segundo a gerente de Imunização do Acre, Dora Holanda, é possível tomar a vacina contra a gripe mesmo assim e uma nova carteira é entregue.

Com relação ao público-alvo, o que menos vacinou até o momento foi o de crianças de seis meses a menores de cinco anos, com cobertura de 61,39%, seguido de gestantes, com 76,37%, e idosos, 85,74% de cobertura.

A enfermeira do setor de Imunização do estado, Renata Aparecida Rossato, comentou como a vacina age no organismo da pessoa e falou sobre a importância da imunização.

“A vacina Influenza ativa o sistema imunológico da pessoa para que o próprio organismo consiga fabricar células de memória para se defender da doença. Todo calendário vacinal do Brasil é trabalhado de acordo com a importância epidemiológica, ou seja, quando o número de casos são notificados em grande quantidade. Nessa época do ano, muito se notifica a respeito tanto internações como óbitos por Influenza”, afirma a enfermeira.

A capital acreana, Rio Branco, teve uma cobertura de 59,66% até o momento, com 42.570 doses aplicadas. A segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul, foi a única que fechou a meta de vacinação e apresentou uma cobertura de 100%, com 17.580 doses aplicadas.

As cidades que aparecem com pior cobertura são Acrelândia, com 54,34%, seguida de Sena Madureira, que teve cobertura de 58,35%, com 4.741 doses aplicadas.

 

Do G1 Acre

Vídeo: Cirurgiã pediátrica do Acre receberá prêmio internacional

Trabalho da médica realizado no Acre ganha reconhecimento internacional 

Por Fhaidy Acosta 

Fernanda Lage durante atendimento no Hospital da Criança (Foto: Júnior Aguiar)

Dedicação e amor ao seu trabalho. Estas duas palavras definem bem o comportamento profissional da médica Fernanda Lage Lima Dantas.

Vinda do Rio de Janeiro após concluir suas especializações, há 13 anos ela trabalha no Acre como cirurgiã pediátrica no Hospital da Criança e também no Hospital das Clínicas e atua, principalmente, no cuidado a crianças nascidas com malformações congênitas.

E este ano, o trabalho de Fernanda Lage ganha reconhecimento internacional, sendo premiada pelo Colégio Americano dos Cirurgiões (ACS) dos Estados Unidos, por conta da alta qualidade técnica da cirurgia pediátrica que é desenvolvida no Acre e também associada ao comprometimento e dedicação ao ensino da cirurgia, ou seja, a multiplicação do conhecimento.

Competindo com médicos cirurgiões do mundo todo, ela foi escolhida pelo Comitê de Relações Internacionais para receber o prêmio de “Cirurgião da Comunidade 2018” – Baxiram S. and Kankuben B. Gelot Community Surgeons Travel Award for the year 2018.

“Fiquei muito feliz. Quando me inscrevi não esperava ganhar, pois são analisados os trabalhos de cirurgiões do mundo todo e geralmente os médicos selecionados são de outros continentes como a Ásia”, enfatiza a médica.

O prêmio de “Cirurgião da Comunidade” é dado em reconhecimento ao comprometimento com a prática de cirurgia de alta qualidade e dedicação na melhoria do acesso ao tratamento cirúrgico para a população.

A cerimônia de premiação será realizada durante o Congresso Clínico do Colégio Americano dos Cirurgiões, no mês de outubro, em Boston (estado de Massachusetts), nos EUA.

Reconhecimento

Como parte da premiação, Fernanda Lage foi convidada para conhecer o Hospital das Crianças de Boston, um dos melhores dos Estados Unidos, que é associado à Universidade de Harvard, onde fará um estágio de três semanas acompanhando o serviço de cirurgia pediátrica.

O hospital das Crianças de Boston é um dos berços das cirurgias pediátricas no mundo e foi onde começou o tratamento das crianças com malformações congênitas.

“Vou para esse intercâmbio com a intenção de fazer parcerias internacionais. Nosso objetivo é receber aqui no Acre cirurgiões que moram em outros lugares do mundo. Então a ideia é não só trazer conhecimento, mas também trazer esses profissionais”, explica Fernanda.

No Acre

A malformação congênita a princípio acomete um em cada cinco mil nascidos vivos. No Acre, os casos são mais frequentes que em os outros lugares – média de três casos para cada cinco mil nascidos vivos.

“Temos no Acre uma quantidade de malformações muito elevada em comparação proporcional a outros lugares do mundo, e mesmo com esses números, conseguimos realizar todas as cirurgias, desenvolvendo um trabalho de qualidade com excelentes resultados;. O prêmio vem em reconhecimento a esse trabalho”, destaca a cirurgiã.

O Acre oferece tratamento de cirurgia de alta complexidade em cirurgia neonatal e tratamento completo para as principais malformações existentes. Ao longo dos últimos anos mais de 500 crianças foram beneficiadas. Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) é realizado o acompanhamento dessas crianças desde o seu nascimento na Maternidade Barbara Heliodora até o tratamento no ambulatório do Hospital das Clínicas, incluindo cirurgias e consultas.

Gracilene Souza dos Santos é mãe da pequena Isabelle, que logo ao nascer foi diagnosticada com a necessidade de procedimento cirúrgico. Vinda de Sena Madureira, Gracilene permaneceu internada com a filha para que pudesse fazer a cirurgia e receber o acompanhamento necessário.

E sobre o atendimento prestado por Fernanda, a mãe destaca: “Essa doutora é um anjo, não tenho palavras para agradecer o que ela fez. Só em ela estar cuidado bem da minha filha, fico até sem palavras”, conta Gracilene.

As crianças, mesmo após feita a cirurgia, recebem acompanhamento periódico de acordo com a necessidade de cada uma, inclusive durante vida adulta.

Fernanda Lage também atua na formação de novos médicos e novos cirurgiões para atuarem no Estado, tanto como professora no curso de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) como na especialização em residência médica de cirurgia geral.

3 de Julho Entrevistas 5ª Edição

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Atendimento do Saúde Itinerante salva a vida de bebê em Epitaciolândia

A data marcava apenas mais uma edição do projeto do governo do Acre, o Saúde Itinerante em Epitaciolândia. Mas o que a equipe não sabia é que esse dia ficaria marcado para sempre na vida do pequeno Sebastião Kenedy de Souza Monteiro e de toda sua família.

Esta é uma daquelas incríveis histórias que fazem lembrar o verdadeiro sentido de amor ao próximo, de empatia, competência e compromisso com a missão que é salvar vidas. Dia 16 de fevereiro de 2018. A data marcava apenas mais uma edição do projeto do governo do Acre, o Saúde Itinerante em Epitaciolândia. Mas o que a equipe não sabia é que esse dia ficaria marcado para sempre na vida do pequeno Sebastião Kenedy de Souza Monteiro e de toda sua família.

A criança, na época com 40 dias de vida, pesava apenas dois quilos quando foi atendida pela médica Milena de Sá do Vale, residente em pediatria, que acompanhava o Saúde Itinerante daquele dia. Fraco e visivelmente desnutrido, o bebê já não conseguia reagir aos estímulos, e a profissional sabia que algo muito grave estava acontecendo com Sebastião, que desde os primeiros dias de vida apresentava um quadro severo de diarreia, mesmo sendo alimentando exclusivamente com o leite materno.

“Ele chegou carregado nos braços da mãe, enrolado em muitos panos. De tão pequeno que era pensei que se tratava de uma criança prematura. Sem conseguir conter as lágrimas, a mãe me contou que já havia procurado atendimento médico na sua cidade, e que por diversas ocasiões davam os mais variáveis diagnósticos e liberavam o bebê. Logo avultei a hipótese de uma doença disabsortiva (dificuldades no organismo para absorver nutrientes durante a digestão), um provável erro inato do metabolismo, mas que precisava internar com urgência para tratar a desnutrição e confirmar a hipótese diagnosticada”, relato da médica.

Correndo contra o tempo

A pediatra não estava errada. Já na capital, a equipe médica se mobilizou em uma luta contra o tempo para descobrir o que estava acontecendo com o pequeno Sebastião, que não teve nenhuma intercorrência ao nascimento, mas que começou a apresentar diarreia e vômitos severos logo após as primeiras mamadas.

Com o histórico familiar em mãos e sabendo que a mãe do bebê já havia perdido uma filha aos 44 dias de nascida – com as mesmas características, anos atrás -, além do coeficiente de consanguinidade dos pais da criança (primos em terceiro grau), a geneticista Bethânia Ribeiro entra em cena e inicia contatos com o maior laboratório que investiga erro inato no metabolismo, em São Paulo. A especialista não teve dúvidas que se tratava de uma mutação genética herdada pelos pais e que a rapidez no diagnóstico seria crucial para salvar a vida do garoto.

As suspeitas indicavam uma diarreia congênita por alteração de receptor intestinal em decorrência de uma má absorção de glicose-galactose, uma síndrome rara que se manifesta dentro das primeiras semanas de vida do bebê.

“Quando a gente vai à literatura e lê o que é essa diarreia, é algo tão raro que cada um tem um tratamento, sendo que alguns deram certos e outros não. O Sebastião respondeu bem ao tratamento que excluiu totalmente o carboidrato, sendo que o único que ficou mantido na dieta foi o da frutose. Ele evolui muito bem”, destaca Bethânia.

A geneticista explica que quando a criança ingeria o leite materno, que tem muita glicose e galactose, ela entrava em um quadro de diarreia que não deixava ganhar peso. Então, a primeira conduta que os profissionais tiveram foi mudar a dieta do bebê e repensar uma nova alimentação que substituísse as fórmulas infantis, já que o organismo do menininho não conseguia realizar uma absorção adequada de gorduras, proteínas e vitaminas encontradas no leite, necessárias para o seu desenvolvimento.

Síndrome rara será estudada

Com a primeira suspeita de diagnóstico levantado pelo Laboratório da Apae-SP, credenciado como Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Ministério da Saúde, o caso do bebê acreano foi incluído em uma segunda fase de investigação pela raridade do caso, quando foi descoberta a doença do bebê: Diarreia Congênita Perdedora de Proteína, secundária da mutação genética DGAT1.

Voltando para casa

Edinalva de Souza Alves, mãe de Sebastião, estava de malas prontas quando a reportagem foi ao seu encontro no Hospital da Criança. Depois de três meses internada junto com o filho na unidade, o pequeno guerreiro recebeu alta, e estava regressando para casa, com quatro meses de idade, pesando mais de 4 quilos e cheio de vida.

“Depois de três meses estamos voltando para casa, e graças a Deus, com ele bem. Se ele não tivesse tido essa consulta não estaria mais vivo. Nunca me esquecerei o que ela [pediatra Milena] e o que todos fizeram para salvar a vida do meu filho. Só tenho a agradecer. O hospital, em especial o atendimento da médica do Saúde Itinerante, que não saberia dizer se foi nós que fomos ao seu encontro ou se foi ela quem nos achou”, lembra, emocionada.

Agora, ganhando peso e se alimentando bem, Sebastião Kenedy e sua mãe já estão em Epitaciolândia, com os familiares. A vida do pequeno é sem dúvidas um milagre. Mas milagres não se realizam sozinhos. O menininho, cujos olhos expressivos pediam o tempo inteiro para viver, vai sem duvidas ter muita história para ouvir e contar quando crescer.

Do Acre para o mundo

O caso do bebê acreano (Diarreia Congênita Perdedora de Proteína, secundária da mutação genética DGAT1) será publicado no meio científico devido os poucos relatos existentes no mundo como forma de ajudar outros países a diagnosticar a doença e, consequentemente, salvar vidas.

“Vamos fazer um estudo de caso, mas primeiro acompanhar a evolução do bebê, e tentar publicar no meio científico para que outros países tenham conhecimento dessa alteração que a gente fez o diagnóstico, fez o tratamento e deu certo. A gente precisa levar o caso do Sebastião para reconhecimento para ajudar outras crianças. Existem poucos relatos no mundo, mas quantas crianças já não podem ter morrido sem receber o diagnóstico?”, instiga a geneticista Bethânia Ribeiro.

Importância do Saúde Itinerante

A história de Sebastião demonstra também a importância do Saúde Itinerante. Idealizado pelo então senador e médico infectologista Tião Viana, 18 anos atrás. Hoje, o programa já atendeu mais de 500 mil pessoas em todos os municípios do Acre, levando atenção e serviços públicos essenciais, principalmente, em comunidades de difícil acesso.

Graças à sua importância, o programa se tornou política pública de Estado no Acre, por meio da aprovação de um Projeto de Lei pela Assembleia Legislativa, em 2017.

O Saúde Itinerante se referenciou como uma importante ferramenta que possibilita o atendimento para a população rural e ribeirinha em seu local de residência. O programa leva especialistas e toda a estrutura para atendimento e realização de exames de média complexidade garantindo os serviços de saúde para essas pessoas.

Somente este ano o programa já realizou mais de 11,3 mil atendimentos, entre consultas médicas, terapia individual e em grupo, exames realizados com a finalidade diagnóstica e exames laboratoriais.

Este ano, o Saúde Itinerante foi a Xapuri, Epitaciolândia, Sena Madureira e Tarauacá e os próximos atendimentos estão programados para Manoel Urbano, Senador Guiomard (Bonal), Porto Acre (Caquetá), Feijó, Porto Walter, Brasileia, Cruzeiro do Sul (Bairro Miritizal), Mâncio Lima, Sena Madureira (Comunidade Pracaúba), Marechal Thaumaturgo, Jordão e Santa Rosa do Purus.

Telejornal 3 de Julho 13ª Edição

Veja nesta edição as principais noticias da semana: Entre elas, Prefeito Tião Flores tenta distorcer a verdadeira imagem do município de Epitaciolândia, no Centro tudo limpo e iluminado, já nos Bairros a realidade é outra, o homicídio ocorrido em Epitaciolândia e também na cidade de Cobija, Curta a nossa página do Facebook e se inscreva no nosso canal do YouTube e lembre-se de ativar as notificações clicando no sininho.

3 de Julho Entrevistas 5ª Edição

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Agência Notícias do Acre

Cooperação vai viabilizar cirurgias de laqueadura no Alto Acre

A implantação das cirurgias de laqueadura e vasectomia requer profissionais qualificados. Técnicas da divisão da mulher na Sesacre revisam o termo de cooperação.

Por Fhaidy Acosta 

Para que os procedimentos de cirurgias de vasectomia e laqueadura sejam realizados no Hospital Raimundo Chaar, de Brasileia, atendendo toda a população da região do Alto Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), assina nesta quinta-feira, 8, um termo de cooperação técnica com Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri, para viabilizar os procedimentos.

“A assinatura do acordo de cooperação técnica entre os quatro municípios e a Sesacre. Esse acordo vale a realização de laqueadura e vasectomia no Hospital Raimundo Chaar”, explica a coordenadora estadual da Rede Cegonha, Elizama Lima.

Antes da assinatura, a Sesacre elaborou o termo no qual foi encaminhado para as secretarias municipais de saúde, que deram suas contribuições, passando pela assessoria jurídica, até chegar ao acordo final de cooperação.

Qualificação dos profissionais

A implantação das cirurgias de laqueadura e vasectomia requer profissionais qualificados. Pensando nisso, uma equipe da Sesacre realiza nesta quarta-feira, 6, uma reunião de planejamento para definir a data da capacitação.

“Vamos nos reunir, primeiramente, com representantes de Brasileia e trabalhar o processo de capacitação e planejamento reprodutivo a ser implantado no Hospital Raimundo Chaar, que será a unidade de saúde no Alto Acre, onde serão realizadas essas cirurgias”, conta Elizama.

Após o planejamento, a equipe multiprofissional que irá realizar as cirurgias será capacitada na Policlínica do Tucumã, unidade referência no Acre quando se trata de planejamento reprodutivo.

Outra decisão das reuniões é a escolha das unidades em cada município que irão oferecer o serviço de implantação do método contraceptivo conhecido como, Dispositivo Intrauterino (DIU).

Quais os critérios para a realização das cirurgias?

As leis estabelecidas determinam que o homem ou a mulher tenham acima de 25 anos e mais de dois filhos vivos. Para marcar o procedimento, é preciso se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que irá encaminhar o paciente à unidade responsável pela oferta das cirurgias de laqueadura e vasectomia.

3 de Julho Entrevistas 4ª Edição

Atenção: Você que paga seu IPTU e ISS você precisa assistir esta entrevista, saiba para onde está indo os tributos do municípios e para os servidores da Prefeitura, nesta entrevista á uma grande novidade sobre o benefício do 13º salário; curta a nossa página do Facebook e se inscreva no nosso canal do YouTube, lembre-se de ativar as notificações clicando no sininho, assim você terá mais facilidade para acessar nossos conteúdos.

Acre zera fila de espera por exame de cateterismo pelo SUS

O Acre é um dos poucos estados do país que conseguiu zerar a fila de espera por procedimentos de cateterismo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Isso foi possível devido ao trabalho que vem sendo feito na Central de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que vem garantindo maior agilidade no agendamento para a realização do serviço.

O paciente que necessita passar por um cateterismo hoje, conforme solicitação médica, leva em média uma semana para realizar o procedimento, considerado invasivo e utilizado na cardiologia para diagnosticar e analisar a gravidade de doenças no coração.

A gerente-geral do Complexo de Regulação/TFD da Sesacre, Andreia Santos, explica que desde 2017 foi adotada uma nova metodologia para regular esses procedimentos via Sistema de Regulação, como forma de agilizar e facilitar a vida do paciente, que não precisa mais se deslocar de uma unidade para outra a fim de agendar o exame.

“O paciente é inserido nesse sistema e a solicitação é avaliada por um especialista, no caso a médica da regulação. De acordo com a necessidade, seguindo o fluxo prioritário, é autorizado o procedimento. Em 2017, quando nós começamos a regular de fato o serviço, existia uma demanda reprimida, um tempo longo de espera, que deixou de existir, pois, à medida que a solicitação vai chegando, a gente vai efetivando os agendamentos para no máximo em dez dias o paciente realizar o exame”, destaca.

Fruto de parceria público-privada, os pacientes não necessitam mais do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para realizar cateterismo no Acre desde 2011. Com a parceria entre o Centro Hemodinâmico e Cardiológico de Rio Branco (Hemocardio) e o governo do Estado, que custeia os procedimentos aos pacientes, em 2017 quase 800 pacientes passaram pelo procedimento no estado. O cateterismo é realizado na própria clínica e as cirurgias, no Hospital Santa Juliana.

Com o serviço normalizado, os pacientes estão sendo chamados por critério de gravidade, como foi o caso do vendedor Klebson José da Silva, que passou por procedimento de cateterismo na última quinta-feira, 31. Aos 40 anos, e com histórico de infarto do miocárdio na família, ele foi submetido ao exame após a suspeita de obstrução dos vasos sanguíneos do coração (artérias e veias).

“Vez ou outra estava no pronto-socorro passando mal por conta da pressão alta. Conversando com o médico falei que minha mãe havia falecido aos 48 anos de idade após um infarto fulminante. Ele logo pediu uma bateria de exames. Depois de diagnosticar algumas veias entupidas ele solicitou o cateterismo de urgência. Logo que dei entrada fui chamado para fazer o exame. Tudo muito rápido e com excelentes profissionais. Como já estava tomando a medicação, não foi necessária a colocação de stent, pois a taxa de gordura estava baixa. Agora é me cuidar e ter uma vida mais saudável”, diz o paciente.

Klebson faz parte dos 257 pacientes que realizaram cateterismo de janeiro a abril deste ano, no Hemocardio. A unidade é a única do Acre que realiza procedimentos de alta complexidade cardíaca, que além de cateterismo, com custo de mais de R$ 2 mil, também oferta, por meio de contrato com a Sesacre, exames de angiografia cerebral e arteriografia digital a pacientes do SUS. Por meio dessa parceria com a clínica, o Estado custeia até 85 cateterismos ao mês, mas sem demanda reprimida na saúde pública são realizados 60 procedimentos mensais em média.

Sobre o cateterismo

O cateterismo cardíaco é considerado um procedimento invasivo e utiliza uma sonda ou cateter para identificar doenças obstrutivas, bem como obter detalhes anatômicos das cavidades ou das válvulas do coração.

Na maioria das vezes, é combinado a uma técnica chamada angiografia coronária, que consiste no ato de injetar um produto de contraste no órgão. O procedimento é solicitado aos pacientes com suspeita de aterosclerose (formação de placas de gordura nas artérias coronárias ou nas válvulas), mas pode ser aplicado emergencialmente em casos de infarto agudo no miocárdio.

O exame também possibilita o reconhecimento de defeitos congênitos em recém-nascidos e crianças.

3 de Julho Entrevistas 3ª Edição

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Mutirão vai realizar 600 cirurgias eletivas em dois meses

Lançamento do mutirão foi no Hospital Ary Rodrigues, em Senador Guiomard.

Sofrendo de fortes dores há quase dez anos, e recentemente diagnosticada com pedra na vesícula, a aposentada Erotildes da Silva Costa, de 57 anos, foi uma das primeiras a chegar no Hospital Dr. Ary Rodrigues, em Senador Guiomard, na manhã da última sexta-feira, 1.

Sua ida e de outras centenas de pessoas que marcaram presença no local para a realização de agendamentos cirúrgicos faz parte de uma das ações estratégicas do governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre), que é reduzir o tempo de espera para a realização de cirurgias eletivas de média complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Foi anos sofrendo de dores intensas, muito mal-estar e impossibilitada de fazer certas atividades. Chegava a desmaiar de tanta dor. Tem dois meses que fiz um exame e a médica disse que era pedra na vesícula. Me ligaram esses dias falando do mutirão e dizendo para eu vir hoje aqui já agendar. Graças a Deus por essa iniciativa, que com certeza veio em boa hora”, diz a aposentada.

O lançamento do Mutirão de Cirurgias Eletivas, em Senador Guiomard, que tem como meta zerar a demanda reprimida de cirurgias de Hérnia e Colecistectomia (vesícula) de pacientes que residem nos municípios do Baixo Acre, contemplados nessa primeira etapa do programa, contou com a presença de várias autoridades, entre elas o secretário de Estado de Saúde, Rui Arruda.

“A intenção do governo é a de reduzir o tempo de espera e zerar a demanda reprimida. Os mutirões já são feitos exatamente com foco na redução dessas filas. Temos a primeira etapa agora, que se encerra no fim de julho, a qual prestamos conta com o Ministério da Saúde e depois seguimos dando continuidade ao programa até dezembro, com o propósito que foi colocado pelo governador de não ter filas de espera com relação a cirurgias”, destaca Arruda.

Ansiosa pelo agendamento, apesar do receio natural de fazer a cirurgia, a fiscal de ônibus Antônia Rodrigues, de 37 anos, conta que havia um ano aguardava pelo procedimento. “Ligaram dizendo que já era para eu vir marcar o dia da cirurgia de vesícula. Fiquei muito feliz, mas também bastante nervosa. Apesar do medo, sei que vou estar nas mãos de bons profissionais. Esse mutirão vai facilitar a vida de quem não tem recursos para ficar indo de um lado para outro em busca de atendimento”, relata.

600 cirurgias em 60 dias

Para os 60 dias do mutirão em Senador Guiomard, a contar desta segunda-feira, 4, quando têm início os procedimentos cirúrgicos, foi estabelecida uma meta de realização de 600 cirurgias de média complexidade, com atendimento diário de segunda a sábado, distribuído conforme a demanda levantada pela Central de Agendamento de Cirurgia (CAC), da Sesacre.

“Pensamos em uma estratégia que envolvesse uma equipe grande, para que esse usuário que tem indicação de cirurgia diminuísse esse sofrimento de peregrinar pela rede. E o resultado é esse. Um dia de muita alegria e nós estamos aqui, para servir o usuário, uma política de governo do estado, que não precisa de atravessadores e de ninguém para conseguir a cirurgia, que é um direito do cidadão. E o governador, como médico da pasta também, entende muito bem isso”, ressalta a coordenadora da Rede de Urgência e da Central de Regulação de Leitos da Sesacre, Lúcia Carlos Paiva.

O mutirão de cirurgias é um investimento de R$ 678 mil do governo do Acre e conta com mais de 30 profissionais, entre médicos, enfermeiros e anestesistas, além da equipe de apoio do hospital de Senador Guiomard.

Redução da fila de espera e comodidade de se recuperar próximo de casa sem precisar de encaminhamento via Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Esta é a proposta do Mutirão de Cirurgias, integrado à Central de Regulação do Hospital das Clínicas (HC), que faz parte do Plano de Cirurgias Eletivas da Secretaria de Estado de Saúde. Os municípios que fazem parte da primeira etapa do mutirão são Senador Guiomard, Capixaba, Acrelândia, Plácido de Castro, Bujari, Porto Acre e Rio Branco.

3 de Julho Entrevistas 3ª Edição

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Saúde reforça medidas para alcançar meta de vacinação

Tecnologia permite monitorar campanha de vacina nos municípios.

Por Jorge de Oliveira

Representantes das secretarias de Saúde de treze municípios acreanos, juntamente com coordenadores de sala de vacina e de vigilância epidemiológica e atenção básica, participaram na tarde desta segunda-feira, 21, de uma webconferência para tratar sobre a Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza 2018.

A webconferência teve como objetivo definir estratégias para alcançar a meta de vacinação contra a influenza para este ano, que é de imunizar, até 1º de junho próximo, 195,6 mil pessoas, uma cobertura dos grupos prioritários de 90% em todo o Acre.

De acordo com dados parciais apresentados, já foram aplicadas 70,2 mil doses da vacina. Entre os municípios com maior índice de cobertura, estão Brasileia (58,78%), Cruzeiro do Sul (57,66%) e Assis Brasil (50,69%).

“Acredito que se todos os municípios juntarem esforços para alcançar o público alvo, será, sim, possível alcançar essa meta”, prevê Moisés Viana, diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Entre os grupos prioritários que devem ser imunizados, estão idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Vale lembrar aos interessados em vacinar que estão dentro dos grupos prioritários que basta se dirigir à unidade de saúde mais próxima portando a carteira de vacinação.

Participaram, ainda, da webconferência o secretário Adjunto de Atenção à Saúde, Ráicri Barros, e o secretário de Estado de Saúde, Rui Arruda.

Telejornal 3 de Julho 11ª Edição

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Profissionais do Huerb participam de capacitação em emergência

Alunos e instrutores receberam a visita do secretário de Saúde no último dia da capacitação. Profissionais fazem simulação de reanimação em “paciente” com emergência cardiológica.

Por Leônidas Badaró

O fim de semana foi de intenso estudo para 22 profissionais que prestam serviços no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Durante o sábado, 19, e o domingo, 20, treze enfermeiros e nove médicos participaram do Curso Suporte Avançado de Vida em Cardiologia.

A capacitação foi ministrada por profissionais do Hospital Agamenon Magalhães, de Recife (PE), que é credenciado pelo Ministério da Saúde como Centro de Referência de Alta Complexidade em Cardiologia.

“Esse é um curso muito importante para quem está na área de saúde. A vida é um bem que ninguém pode tirar da gente, então a gente luta em prol de ter vida com qualidade. O curso é bem intenso, agregando muita prática a teoria. Os profissionais saem mais preparados para poder atender um paciente vítima de uma parada cardíaca”, destaca Liliane Lima, médica do hospital recifense e uma das instrutoras do curso.

Além das aulas práticas, os profissionais passam por provas que avaliam a absorção do conteúdo e determinam a aprovação do médico ou enfermeiro.

De benefício para a população, a capacitação significa um atendimento em casos de emergências cardiológicas mais preciso. Para se ter uma ideia do que isso significa, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto por ano no Brasil.

“Este curso é de grande importância para um melhor atendimento ao paciente, principalmente àquele em condições críticas, mais graves, com risco iminente de morte. Com essa capacitação, conseguimos oferecer um atendimento mais adequado dentro do hospital ou fora, em um caso de emergência”, afirma Thiago da Costa, médico do Huerb.

O secretário de Estado de Saúde, Rui Arruda, acompanhado do diretor-geral do Huerb, Fabrício Lemos, acompanhou o último dia da capacitação.

“Esta é uma oportunidade única para os nossos médicos e enfermeiros, já que o custo de um curso destes é altíssimo, e nós estamos proporcionando isso aos nossos profissionais. Aqui estão instrutores altamente qualificados e reconhecimentos nacionalmente”, destaca Arruda.

Em dois anos, é a terceira vez que o curso é oferecido no Huerb. Ao todo, cerca de 40 profissionais da unidade já passaram pela qualificação.

Telejornal 3 de Julho 11ª Edição

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Paciente é indenizada por ineficácia de tratamento odontológico

Procedimento cirúrgico para implante dentário gerou sequelas e não teve sucesso. A sentença já transitou em julgado.

O Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco determinou que um odontologista e uma clínica odontológica devem ressarcir os danos materiais de uma paciente, no valor de R$ 1 mil, e indenizá-la por danos morais, com o valor de R$ 5 mil. A reclamante comprovou a negligência dos réus na adoção de protocolos cirúrgicos.

A juíza de Direito Zenice Cardozo, titular da Unidade Judiciária, ratificou que cumpre ao profissional acautelar-se e exigir, ao menos, exames que possam reduzir os riscos cirúrgicos e pós-cirúrgicos, o que não ocorreu no caso em tela, determinando a configuração de imprudência e negligência dos réus.

“Acrescente-se, ainda, que o profissional de odontologia assume obrigação de resultado, e não de meio, de modo que a ineficácia do tratamento consiste em inadimplemento obrigacional”, prolatou. A decisão foi publicada na edição n° 6.088 do Diário da Justiça Eletrônico (fl. 27).

Entenda o caso

A autora do Processo n° 0017647-84.2012.8.01.0001 se submeteu a tratamento para por implantes dentários. Depois do procedimento, passou a sentir ânsia de vômito, dores de cabeça e dormência na boca. Retornou ao consultório e alegou que o profissional disse que o mal-estar era “frescurite” e prescreveu medicamentos.

Na reclamação, a requerente narrou que, dias depois, um dos pinos implantados se desprendeu, por isso tentou agendar atendimento, mas não obteve êxito.

O odontólogo apresentou contestação e dispôs que solicitou raio x prévio e este não foi feito pela reclamante. O procedimento consistiu em duas extrações com implantes e retorno em 10 dias para retirada de pontos, e, segundo este, foi prestado atendimento adequado quando foi constatada a dormência e dor, pois foi prescrita medicação.

Sobre o desprendimento do pino, afirmou que a integração óssea não depende de sua expertise, logo não haveria nexo causal entre o dano e sua conduta profissional, já que esse tipo de intercorrência é comum. Por sua vez, a clínica discorreu a mesma tese do réu e pleiteou sua ilegitimidade passiva.

Decisão

Preliminarmente, a juíza de Direito confirmou que a clínica figurou como fornecedora na relação de consumo, por isso é responsável, de forma solidária, pelos atos praticados em seu interior. “Quem se compromete a prestar um serviço na área médica, por meio dos profissionais que indica, é responsável pelos serviços que estes prestam”, explicou.

A análise técnica confirmou que o protocolo de implantes dentários dispõe que os exames intraorais devem ser planejados pelo especialista com critério, com a finalidade de prever a estética final do trabalho; descobrir se há osso suficiente para a realização do implante; planejar os locais para inserção dos implantes, bem como seu tamanho, diâmetro quantidade e inclinação; verificar quais os materiais mais indicados para finalizar o trabalho.

Quando foi invertido o ônus da prova, o reclamado não trouxe aos autos os prontuários da paciente ou quaisquer documentações que comprovassem suas alegações, o que fez foi apresentar análise clínica de outra paciente, “que em nada comprova a adequação aos padrões técnicos exigidos para o procedimento cirúrgico realizado”, escreveu a titular da unidade judiciária na decisão.

A magistrada salientou que o réu deixou claro que mesmo a paciente não tendo trazido ao consultório o raio x, supostamente pedido, mesmo assim, resolveu proceder as extrações e implantes para não perder a consulta. “Assumindo mais uma vez, a possibilidade de resultados adversos decorrentes do procedimento, sem adoção do protocolo técnico”, asseverou.

O profissional admitiu, em seu depoimento, que não tinha conhecimento que a autora era alérgica a um dos remédios prescritos. Anotou que a paciente sofria de hipertensão arterial. Segundo a literatura técnica, normalmente, a hipertensão descompensada é um dos casos em que o implante cirúrgico não é recomendado. Idealmente, o paciente deverá gozar de boa saúde para poder ser submetido a uma cirurgia de instalação de implantes.

Os sintomas relatados pela reclamante após o procedimento estão relacionados a distúrbio causado a uma lesão do nervo do dente. Assim, a juíza ressaltou que a opção mais segura para se evitar lesões dessa natureza baseia-se na utilização de meios de diagnóstico por imagem que determinem, de forma exata e segura, o correto posicionamento tridimensional do implante em relação aos ramos nervosos, o que não ocorreu.

Por fim, acerca da rejeição do implante, novamente, foi demonstrado o nexo causal entre as sequelas e a imprudência, negligência do cirurgião dentista no atendimento e da clínica, consequentemente, já que também está relacionado à possibilidade de diagnóstico incorreto sobre a falta de osso na região e mau planejamento da cirurgia.

Telejornal 3 de Julho 10ª Edição

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Segurança do paciente deve ser prioridade na gestão hospitalar

A ocorrência de condições adquiridas em razão de falhas na assistência hospitalar foi estudada em 2017.

Lorena Oliva Ramos 

Os eventos adversos em hospitais podem configurar a segunda causa de morte mais comum no Brasil, segundo o primeiro Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Ou seja, se erros ligados à assistência hospitalar fossem uma causa de óbito, teríamos de 120.514 a 302.610 mortes, todas pelo mesmo motivo.

A ocorrência de condições adquiridas em razão de falhas na assistência hospitalar foi estudada em 2017 e divulgada no relatório “Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil”. A pesquisa aponta que 19.128.382 cidadãos foram internados em 2016 e, desses, 1.377.243 foram vítimas de ao menos uma condição adquirida durante sua internação – em 71,7% dos casos com algum dano ao paciente, aumentando o tempo de internamento. Os dados mostram que as principais vítimas dessas ocorrências são pacientes clínicos, idosos, recém-nascidos e homens.  

Ao analisar o relatório, o Conselho Federal de Medicina corrobora que a assistência hospitalar no Brasil apresenta deficiências na infraestrutura física, falhas administrativas e falta de controle interno nos estabelecimentos. Isso compromete os processos de atendimento e dificulta a atuação de todas as categorias da saúde envolvidas nos cuidados aos pacientes, inclusive dos médicos. O CFM aponta ainda a necessidade da “adoção de um conjunto de ações, da capacitação das equipes de assistência, da qualificação da rede assistencial pública e privada, do aumento dos investimentos, da valorização dos profissionais, do aperfeiçoamento da gestão e da criação de mecanismos eficazes de avaliação, monitoramento e controle”.

Essas condições adquiridas, erros e eventos adversos que afetam diretamente a saúde do paciente e sua experiência no cuidado hospitalar, podem causar mortes, sequelas definitivas e transitórias, sofrimento psíquico, além de elevar o custo assistencial, com repercussões nos sistemas de saúde de todo o mundo.

De acordo com o Relatório da Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde 2016, realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e publicado em 2017, é necessário priorizar as ações de segurança do paciente pelos serviços de saúde brasileiros e aumentar a participação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

A Gestão Hospitalar tem alguns critérios de qualidade importantes como a integração de processos e informações, a segurança como prioridade do sistema, a transparência e a coordenação do cuidado, que deve ser alcançada pela cooperação ativa (integração de processos e informações) entre médicos e instituições. O gestor hospitalar é ponto chave para o desenvolvimento da segurança do paciente e, por isso, precisa ser um profissional especializado que faça a gerência dos processos de trabalho, a coordenação do planejamento estratégico das instituições de saúde, a gerência da qualidade dos serviços e os indicadores de desempenho.

As instituições hospitalares devem avançar na profissionalização dos gestores, buscando o fortalecimento da cultura de segurança do paciente, com planejamento, organização, direção e avaliação da estrutura e dos processos focados na prevenção das falhas na assistência hospitalar.

Autores: Profª Drª Ivana Maria Saes Busato, Coordenadora do Curso Superior Tecnológico de Gestão Hospitalar do Centro Universitário Internacional Uninter; e Prof. Dr. Rodrigo Berté, diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades da Uninter.

Telejornal 3 de Julho 8ª Edição

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