Ex-prefeito de Tarauacá é condenado pelo TCE a devolva quase 4 milhões

Os conselheiros decidiram pelo envio de cópias do processo a Câmara de Tarauacá.

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Com tantas irregularidades, o ex-prefeito foi condenado à devolução de R$ 2.568.381,35 pela falta de demonstração de saldo não comprovado.

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) consideraram irregular a prestação de contas da prefeitura de Tarauacá, referente a 2009, e condenaram o ex-prefeito Erisvando Torquato do Nascimento a multas e devoluções que somaram R$ 2.839.449,48 por não apresentar extratos bancários, na sessão realizada na manhã desta quinta-feira (20).

No processo, os técnicos do Tribunal ainda verificaram o acúmulo indevido de cargo por parte do secretário Municipal de Finanças, Ulineide Benigno Gomes, que em 2009 prestou o serviço de assessor técnico contábil, por isso foi decidido pela de tomadas de contas especial para apurar a conduta do ex-gestor.

No levantamento das irregularidades, os conselheiros ainda constataram a existência de informações desencontradas sobre o saldo de 2008 deixado para 2009, dívidas deixadas para 2010 sem recursos para a quitação e omissão no fornecimento dos extratos das arrecadações de tributos.

O processo ainda constatou a falta de inventário analítico dos bens móveis e imóveis, o desencontro de informações sobre o material permanente comprado no exercício, a abertura de créditos adicionais por excesso de arrecadação sem a devida demonstração, não comprovação da realização de licitação para aquisição de bens e serviços, como o aluguel de veículos e transporte aéreo.

Com tantas irregularidades, o ex-prefeito foi condenado à devolução de R$ 2.568.381,35 pela falta de demonstração de saldo não comprovado, além da aplicação de multa de 10% do valor a ser devolvido, o que dará R$ 256.838,13 e uma multa de R$ 14.280 pelas demais irregularidades encontradas.

Fred Antunes da Continet

Justiça Condena Aldemir Lopes a Pagar R$ 20.000,00 Por Prejuízo Ao Município de Brasileia

JUSTIÇA ACREANA CONDENA ALDEMIR LOPES POR CRIME DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LOPES ALDEMIR.12 O ex-prefeito do PMDB Aldemir Lopes  da Silva foi condenado em primeira instância pela prática de crime de improbidade administrativa. Decisão da Justiça de Brasiléia  publicada no dia 12/07/2012 afirma que na época em que Aldemir Lopes foi prefeito,  favoreceu a empresa  Nativa Construções Comércio e Representações Ltda, repassando para esta o valor de R$ 180.104,37. Valor destinado pelo Governo Federal por meio do convênio n. 084/2000 firmado com o Município de Brasiléia para asfaltar as Ruas Rubi, Rita Salvatierra e Alberto Kairala.

Infelizmente as obras nunca foram concluídas, tendo sido as obras abandonadas, pois do total previsto foram executados apenas 16,40%.

Por tal motivo o ex-prefeito Aldemir Lopes foi condenado a pagar R$ 20.000,00 (vinte mil reais), por ter causado prejuízo ao Município de Brasiléia, e a empresa Nativa foi condenada a devolver 100.613,67.

Oriundo de um convênio firmado entre o Município de Brasiléia e o  Governo  Federal.

Maiores detalhes podem ser obtidos no endereço eletrônico do Tribunal de Justiça do Acre, http://www.tjac.jus.br/, processo n.0000077-31.2002.8.01.0003.

Secretária De Obras De Brasiléia São Flagrados Fazendo Limpeza no Diretório Do PMDB

Funcionários Da Secretária De Obras De Brasiléia São Flagrados Fazendo Limpeza no Diretório Do PMDB Local

Alemão Monteiro com Chiquinho Chaves

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Quem anda pelas ruas de Brasileia pode constatar o verdadeiro abandono em que se encontram as mesmas, com inúmeras crateras, lixo e entulhos espalhado e acumulado a espera de coleta há mais de um ano, e o mato tomando de conta das calçadas, onde tem calçadas.

A redação do nosso site recebeu de um internauta imagens que podem causar ainda mais revolta na população que não entende como é possível os funcionários da Prefeitura de Brasileia deixarem de fazer a limpeza da cidade e fazerem os serviços de limpeza em áreas particulares.

As imagens são recentes, de pouco mais de uma semana, daquele período em que Everaldo estava em Brasília e outra pessoa se encarregou de fazer várias mudanças no secretariado, e mostram um fato ainda mais grave, os funcionários da prefeitura de Brasileia  fardados em horário de expediente, que prestam serviços na Secretaria de Obras, fazendo capina e roçagem de uma residencia que segundo se sabe é o DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PMDB.

A dita residencia fica no encontro das ruas Rui Lino e final da Rolando Moreira, em frente ao Costelão Nelore (do Curió).

Nos foi informado que assim que perceberam que estavam sendo fotografados os funcionários, que certamente não foram lá por conta própria e sim receberam ordens da pessoa que ficou no lugar de Everaldo sem nomeação nenhuma na atual administração, saíram imediatamente.

Não é possível afirmar se no local ainda funciona o Diretório do PMDB, mas independente disso, não se justifica as ruas em tomadas por mato e a prefeitura optando por fazer os benefícios básicos em áreas particulares.

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A Comunidade do Icuriã em Assis Brasil pede socorro.

Festa do Icuriã fazia parte do calendário de eventos do município.
(Jerry Correia)
Assis Brasil pede socorro
Uma das comunidades mais tradicional do Acre está completamente abandonada pelo poder público. É isso o que dizem centenas de moradores do Seringal Icuriã, distante 75 km da sede do município de Assis Brasil.
 
A comunidade está completamente isolada por falta de manutenção no ramal que dá acesso a localidade. Com isso, os moradores precisam caminhar durante dias para chegarem à cidade em busca de atendimento médico e outras necessidades.
 
fdEm 2013, a Prefeitura de Assis Brasil, responsável pela manutenção do ramal, não enviou nenhuma máquina para localidade, mesmo com o apoio do Programa Ramais do Povo que destinou combustível e maquinário para tal fim.
 
Na área da saúde a situação ainda é pior. O posto de saúde da comunidade está fechado e abandonado desde o início de 2013, quando o “Doutor” Betinho assumiu a Prefeitura do município. Segundo os moradores, não existe nenhum tipo de medicamento no local e a única profissional da área de saúde que atendia os moradores foi demitida. 
Um dos moradores mais antigo da comunidade do Icuriã é o Sr. João Doca. Ele lembra com saudades os dias felizes que viveu no que ele chama de “paraíso”. “Sempre que falo do Icuriã fico muito emocionado porque ali já foi o melhor lugar pra se viver. Fiquei no Icuriã até não ter mais condições por conta de minha idade e saúde que requer cuidados. Como posso morar em um lugar isolado? Onde o único posto de saúde não funciona e o pode público não existe?”, questiona.
 
Dona Maria Araújo ainda mora na comunidade do Icuriã, mas diz não saber até quando vai suportar tanto sofrimento e descaso das autoridades. “Eu e minha família sempre vivemos aqui no Icuriã, fico triste só em pensar que podemos ser obrigados a deixar esse lugar por falta de condições para sobreviver. Não é justo, só estamos pedindo o mínimo de atenção por parte do senhor prefeito que nunca nos visitou para ver de perto nossa situação”, desabafa.
ÍndiceOs moradores do Icuriã relembram com saudades os tempos de alegria, quando eram realizados eventos esportivos, festas e os moradores tinham maior contato com o povo da cidade. “Aqui no Icuriã tínhamos uma grande festa realizada pela comunidade com apoio da Prefeitura, eram três dias de atividades esportivas, corrida de cavalos e festa dançante com música ao vivo. Vinha muita gente da cidade e os moradores lucravam com as vendas de comida e produtos regionais”, relembra a moradora Jocelina Araújo.
Os moradores agora perguntam qual o futuro do Icuriã. Será que todas as famílias vão ter que abandonar o lugar onde nasceram e se criaram? Como suportar o isolamento, a falta de médico e remédios? São perguntas que só o tempo irá responder.

Educadores Decretam Greve Por Tempo Indeterminado.

A sindicalista expõe que a administração do prefeito do PSDB em Epitaciolândia não apresenta nenhuma proposta.

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Na manhã desta terçã-feira 18, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), do município de Epitaciolândia anunciou que a classe decidiu parar por tempo indeterminado por não haver resultado positivo em conversa com a prefeitura do município.

A presidente do Sinteac, professora Graça Rocha comenta que  a greve tem como parâmetro vários pontos que não avançaram em nenhum momento com a atual gestão.”Estamos querendo aumento salarial; Aprovação da lei de gestão; que os profissionais sejam lotados nas escolas mais próximas de suas residencias, além de outras coisas mais, porem essas são as mais importantes”,disse.

Graça Rocha argumenta que não houve negociação com André Hassem desde 2013, e que o prefeito só enganou e ludibriou a classe. “Em 2013 enviamos documentação ao prefeito comunicando que se não houvesse aumento em janeiro de 2014, os profissionais paralisariam seus serviços a partir do primeiro dia de aula. Pedimos inclusive que os pais não mandem seus filhos para a escola, quando acontecer uma resposta positiva nós comunicaremos”, pontuou.

A sindicalista expõe que a administração do prefeito do PSDB em Epitaciolândia não apresenta nenhuma proposta.”Esse é um prefeito zerado em todas as negociações, mas só vamos voltar com uma vitória!”,comunicou.

Para a  secretária de educação de Epitaciolândia Eunice Gondim, a reivindicação da categoria foge da realidade do orçamento municipal. “O sinteac quer um aumento de 30% referente ao ano de 2012, 20% sobre o ano de 2013 e  10% referente a 2014, o financeiro da prefeitura jé explicou que dessa forma a receita do município não abrange o que ela quer para a classe educadora”, comunicou.

Eunice finaliza dizendo a paralisação compromete ainda mais o ano letivo haja vista que, paralelo ao calendário escolar que é de 200 dias letivos, ainda terá pela frente uma Copa do Mundo com vários dias de aulas perdidos em virtude dos jogos do Brasil.

O sinteac reforça que a classe briga por um direito constitucional e que enquanto não houver consenso, a greve persistirá. 

Chiquinho Chaves/Almir Andrade

“A Campanha Do Tostão Contra O Milhão”

Filha de seringueiro e caçula de uma família de 15 filhos, Perpétua Almeida, ao decidir trocar a vida religiosa pela política

Filha de seringueiro e caçula de uma família de 15 filhos, Perpétua Almeida, ao decidir trocar a vida religiosa pela política

Ao se preparar para o desafio de ser candidata ao Senado pela FPA, Perpétua Almeida sabe que vai enfrentar o milionário Gladson Cameli e reacender a luta histórica da filha do seringueiro contra o filho do dono do barracão

Comodidades da vida urbana como energia elétrica, TV e banho de chuveiro ela só veio conhecer aos 14 anos de idade, quando se mudou do Seringal Cruzeiro do Vale, onde hoje se localiza a cidade de Porto Walter, para o convento das Irmãs Dominicanas, em Cruzeiro do Sul. Estava certa de que seria freira. Anos depois, já saindo da adolescência e faltando 15 dias para receber o hábito que lhe cobriria todo o corpo, como convém a uma religiosa de vida completamente entregue a Deus, entrou em dúvida quanto a real vocação e acabou deixando o noviciado, casou, teve dois filhos e abraçou a política como causa de vida. Se a religião perdeu uma discípula, a política ganhou uma militante apaixonada.

Filha de seringueiro e caçula de uma família de 15 filhos, Perpétua Almeida, ao decidir trocar a vida religiosa pela política, participou ativamente, no Juruá, da fundação de entidades dos movimentos sociais, como as pastorais da juventude, ligadas à Igreja Católica, e de associações de moradores. Ainda em Cruzeiro do Sul, ajudou a fundar o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e participou da criação do Sindicato dos Bancários do Acre, do qual depois se tornou presidente, já em Rio Branco. Foi na luta sindical que conheceria o marido, o atual secretário de Indústria e Desenvolvimento, Edvaldo Magalhães, então um combativo sindicalista. Foi amor à primeira greve. Foi professora e bancária.  É filiada ao PCdoB desde 1987.

Em 2000, foi eleita a vereadora mais votada da Frente Popular na capital Rio Branco. Está no terceiro mandato de deputada federal e, por duas vezes, foi a mais votada do Acre. Na última segunda-feira, foi anunciada pelos partidos da Frente Popular do Acre (FPA), coligação encabeçada pelo PT, como sua candidata ao Senado da República, com a retirada da candidatura à reeleição do atual senador Aníbal Diniz, num dos gestos mais contundentes da história política da agremiação, que completa 16 anos de poder no Estado.

É sobre o desafio de vir a ser a segunda mulher eleita senadora da República pelo Acre e perfilar-se ao lado de um fenômeno político chamado Marina Silva, cujas origens são extremamente parecidas, que Perpétua Almeida fala na entrevista [com direito à pausa para lágrimas, quando compelida a falar da origem humilde.Os principais trechos são reproduzidos a seguir:

Há quem diga que essa sua candidatura ao Senado chega com quatro anos de atraso. A senhora concorda com isso?

Perpétua Almeida – Não, acho que tudo tem seu tempo. Minha vez é agora.

Há quatro anos, seu marido [Edvaldo Magalhães] seu marido perdeu a eleição. A senhora não teme que isso venha a se repetir? Afinal são candidaturas muito parecidas, da mesma família… O que a senhora vai fazer para não ser o Edvaldo Magalhães da vez?

Penso que, naquele momento, o povo tinha uma opinião. Não queria dar tudo à Frente Popular, que concorria com três candidaturas majoritárias. Foi um momento de muitas dificuldades e de pouca política para a Frente Popular. Hoje, nas ruas, as pessoas dizem algo interessante para o Edvaldo: olha, se eu te conhecesse direito, como hoje, teria votado em você para senador. Na verdade, o Edvaldo não tinha o que tem hoje, que é essa relação próxima com as pessoas. Ele foi um líder de governo eficiente, depois presidente da Assembleia, mas nunca teve uma ação de massa com o povo, com inserção popular. Aquele era um momento em que a população nos cobrava mais aproximação. Mas agora os tempos são outros. Na Frente Popular, nós estamos aprendendo com o tempo que não devemos apenas dizer em quem o povo tem que votar. Nós temos que nos apresentar como alternativa e dizer das nossas qualidades e do que podemos oferecer de bom às pessoas pela prática da política responsável e saudável. Nós temos mudado de postura e temos, por exemplo, um mandato inserido e bem aceito pela população, e a Frente Popular, com o governo do Tião Viana, aprofunda-se cada vez mais nos problemas da população. O Tião faz um governo que mais parece uma lançadeira, indo de um ponto ao outro do Estado, levando os mais diversos benefícios. Então, acho que as coisas são bem diferentes de 2010. Há um sentimento na sociedade de que precisamos recuperar essa cadeira das mulheres no Senado. O gesto do Aníbal Diniz ao abrir mão de concorrer, dizendo que o fazia por mais espaço para as mulheres na política, foi algo muito bonito.

Então a senhora quer seguir os passos da ex-senadora Marina Silva?

Não, não só dela, como de outras mulheres que chegaram ao Senado pelo Acre. A primeira foi a médica Laélia Alcântara, que foi suplente do senador Adalberto Sena e acabou assumindo. Depois, a professora Iris Célia Cabanelas, outra suplente que também assumiu. A primeira senadora eleita pelo Acre foi a Marina e eu quero ser a segunda, em mais de 50 anos da presença do Acre no cenário da República, do Congresso brasileiro, para assegurar esse espaço da mulher acreana na vida política do Estado e do país. Acho que há esse sentimento na sociedade.

A senhora diria que estão saradas as possíveis fissuras entre o PC do B e do PT, que andaram se arranhando nos bastidores antes da definição pelo seu nome? Vão unidos PT e PC do B para a campanha? Ainda falando em 2010, em alguns momentos, gente do PT não abraçou completamente a campanha de Edvaldo Magalhães. A senhora não teme sofrer o mesmo processo?

A política não é feita por robôs. É feita por homens e mulheres que têm sentimentos, que têm suas mágoas, ciúmes e tristezas. Isso a gente também tem que levar em consideração. Isso é natural. O que houve entre a gente foi algo normal. Até nas famílias têm interesses, disputas. Historicamente, o PT e o PC do B sempre disputaram espaços, desde o movimento estudantil às associações de bairros e sindicatos. Só que nós crescemos e descobrimos que essa unidade da Frente Popular é um patrimônio do povo acreano. A Frente Popular, hoje, não é mais dos partidos que a integram. É do povo acreano. Faz parte da história acreana. Isso obriga que todos façamos nossas renúncias para que o projeto continue a avançar.

A senhora é natural da região do Juruá, de onde vem uma candidatura de oposição ao Senado reconhecida de força. A senhora tem “tutano” para enfrentar a candidatura de um rapaz endinheirado e sedento de poder, como é o caso do deputado Gladson Cameli, que está em campanha para o Senado desde muito tempo?

[rindo, visivelmente nervosa…] Me parece que vai ser a campanha do tostão contra o milhão. Quando cheguei pela primeira vez ao Congresso nacional… [interrompe, começa a chorar, encobrindo os olhos tentando esconder as lágrimas; depois de alguns minutos e de ingerir um copo d´agua, recompõe-se]. Meu pai, lá em Porto Walter, logo após minha eleição, foi falar com alguns amigos dele dizendo mais ou menos o seguinte: “Vocês estão vendo? Diziam que meus filhos, só porque eram filhos de pobre, não iriam ser nada? Pois está aí…”. Eu me lembro de que lavava os sapatos das filhas dos seringalistas locais para conseguir algum dinheiro para ajudar em casa. Por isso, quando entrei na política, sempre tive muito orgulho de onde eu vim, de quem eu sou, de quem eu era. Eu sempre soube que nunca tinha dinheiro para enfrentar campanhas milionárias, de quem tem muito dinheiro, como é o caso do deputado Glason Cameli. Mas eu tenho muita confiança no nosso povo. Eu já o enfrentei acho que duas ou três vezes, e ele nunca teve mais votos do que eu. Então estou pronta: com meu trabalho e a força da nossa gente. O Acre ainda é pequeno e todo mundo conhece todo mundo. Sabe quem se dedica e trabalha no dia a dia e quem está na política por ideal e não apenas por capricho e por ter dinheiro para bancar grandes estruturas de campanha e que vem agora, de última hora, tentar aparecer para ter um espaço maior na política para defender seus interesses e das empresas as quais é ligado. O que eu tenho para oferecer às pessoas é meu trabalho. Nas eleições que já disputamos, o senhor Gladson fazia apostas dizendo que teria mais votos do que eu e nunca conseguiu. A sociedade tem percebido que o Senado não é um troféu nem um brinquedinho e que a política é algo muito sério. Não é um espaço ou brinquedo de riquinhos.

Qual a avaliação que a senhora faz do mandato do senador Petecão, que ganhou a eleição de seu marido?

O mandato de senador é algo muito forte. Um senador tem muitas forças nos ministérios, quando liga para um ministro, para a presidente da República. Acho que o senador Petecão não sabe usar o mandato a favor do Acre.

Como é sua relação com a presidenta Dilma Rousseff? Ao que parece, nesta decisão local, de escolha de seu nome para o Senado, ela teve muito peso, não foi?

A presidente Dilma, há muitos anos, torce para que eu seja candidato ao Senado. A primeira vez em que a gente viajou junta – ela ainda era ministra – foi para o Maranhão, defender nossos candidatos. No Maranhão, eu defendia o camarada Flávio Dino, e ela, os candidatos do PT. Nessa vez ela conheceu minha história, de uma pessoa que saíra do seringal, e, ao saber disso, disse: “Menina, você tem que ser é candidata majoritária no Acre”. Na época eu disse: “Um dia vou disputar uma cadeira do Senado” .Ela parece que ficou com isso na cabeça, porque, mesmo depois de ter sido eleita presidente, sempre que a gente se encontrava, ela sempre me perguntava: “E aí, já resolveu o problema lá do Acre?”. Aliás, ela havia cobrado isso do próprio Ruy Falcão [presidente nacional do PT] para que houvesse entendimento aqui em torno do meu nome. Ela estava na torcida. Numa atividade de mulheres no Palácio do Planalto, ao falar meu nome, ela disse: “A deputada Perpétua Almeida e sua florzinha…”.

E essa história da flor vermelha nos cabelos? Foi um marketing que a senhora adotou?

Essa história da florzinha nasceu na campanha passada. Eu já estava com meus cartazes prontos, com fotografias sem a flor. Um dia, na campanha, eu andando na rua, alguém me entregou uma flor, de plástico, recortada, e pôs nos meus cabelos. E nas fotos todo mundo gostou – eu também gostei. E ficou. Hoje, já nem consigo tirá-la – acho que já faz parte de mim, me sinto meio nua quando saio na rua sem a flor.

E então quem imitou quem: a ex-chacrete Márcia [vivida pela atriz Elizabeth Savalla, na recente novela Amor à Vida] ou a senhora?

A novela me imitou e fez uma boa campanha para meu nome. As pessoas me ligavam e diziam, quando a novela estava no ar: “Olha, a Márcia está copiando seu estilo e sua flor”. Recebi centenas de mensagens do Brasil e do Acre das pessoas me aconselhando a cobrar direitos autorais da Globo por causa do uso da flor. E, no último capítulo da novela, quando a rival dela chega e diz: “Tem alguma coisa estranha com você… Deve ser esta flor que você usa, que lhe dá poder”, aí a Márcia tira a flor e coloca no cabelo do outro, numa cena linda. Recebi centenas de mensagens de mulheres me pedindo uma flor igual porque queriam ter também sorte no amor…

E a senhora teve de fato sorte no amor?      

Tive, sim, muita sorte. Meu casamento já dura mais de 25 anos e eu tenho dois filhos maravilhosos fruto desse casamento.

No caso, quem tem sorte é a senhora ou o secretário Edvaldo?

Eu diria que nós dois. A gente se gosta muito, somos parceiros, amigos e aliados nas mesmas causas, nos mesmos sonhos. Nós dois tivemos muita sorte ao nos encontrarmos. Às vezes a política atrapalha a relação, com esse negócio de vivermos em cidades diferentes, correndo para um canto e outro, longe dos filhos. Mas, por outro lado, há a vantagem de, nos encontros, renovarmos tudo o que sentimos, recuperando todo o tempo e todas as distâncias.

A senhora sempre foi uma pessoa muito próxima, até pelas histórias parecidas, da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva. Como vai ser para a senhora agora ter que enfrentá-la, já que, ao que parece, ela não estará no palanque da Frente Popular?

Na verdade, estaremos em campos opostos pela segunda vez. Mas eu continuo a ter muito carinho pela Marina. Na verdade, eu acho que a política não pode interferir nas relações pessoais. Temos que fazer nossas disputas no campo das ideias e das propostas. Para mim, a Marina é uma referência importante de política, e espero que ela venha a apoiar, no Acre, a Frente Popular. Ela faz parte desse movimento.

Mas há um problema aparente: a ex-ministra é evangélica e a senhora, em tese, uma comunista. Como a senhora vai fazer, com a pecha de comunista e em tese atéia, para atrair o voto evangélico?

Eu sou de uma família muito religiosa. Metade católica e a outra metade evangélica. A minha mãe comandava a parte evangélica da família. O pai, a parte católica. E eu fiquei cinco anos em colégio de freiras para ser religiosa, porque, naquele momento, acreditava que naquela forma de seguir a Deus eu também estava ajudando a sociedade. Depois eu percebi que também poderia ajudar fora da religião. O fato é que não consigo dar um passo, quando vou dormir ou me levantar, sem pedir a proteção e agradecer a Deus por tudo. Um pastor amigo, que não vou dizer o nome, me dizia outro dia que, no passado, os crentes tinham medo do PMDB porque diziam que eram comunistas; depois, veio o PT e diziam a mesma coisa. Quando surgiu o PC do B, a mesma coisa. Mas esse pastor me disse: “Você é vermelha, é do PC do B, mas não tem cara de quem come criancinha…”. Quando entrei para o PC do B, já foi com essa carga forte de religiosidade, recém-saída do convento. Pouco antes eu tinha pavor dos comunistas. Fiquei um tempo intrigada com dois amigos meus – um deles hoje é o meu marido, por causa disso. Fiquei um bom tempo sem falar com o Edvaldo e com o Moisés Diniz porque me disseram que eles haviam fundado o Partido Comunista em Cruzeiro do Sul. Eu não queria nem ouvir falar disso. Mas depois percebi que em todas as lutas em que eu estava, nas associações, nas manifestações, nas reivindicações, eles estavam juntos, sempre solidários. Foi aí que percebi que ser comunista não era coisa do outro mundo. Então, em todas as minhas campanhas, eu sempre tive gente do meio evangélico me ajudando. Acho que agora não será diferente.

Estou satisfeito com sua entrevista. A senhora quer fazer alguma declaração final?

Quero, sim. Quero chamar as mulheres, em especial, para essa luta. Essa minha nova candidatura significa em especial a luta das mulheres por espaço na política. Poucos estados brasileiros têm uma senadora entre os três senadores a que cada Estado tem direito no cenário nacional. Alguns nunca tiveram uma senadora. Imagine ter as três senadoras pelo Estado. O Acre se destaca por ser um dos pioneiros nessa luta, e creio que é chegada a hora de avançarmos mais. Minha candidatura é dos homens também. Precisamos avançar no combate às desigualdades sociais, e isso só é possível no campo da política, a política feita com ética, sem ódio, sem interesses pessoais. É a isso que eu me proponho: lutar pelos homens e mulheres do meu Estado e do meu país, como fiz ao longo do mandato de vereadora por Rio Branco e de três como deputada federal.

Na primeira sessão os Ver. cobra do prefeito André mais trabalho

Cobrar de quem?

Alemão Monteiro

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Começou as sessão, iniciando assim os trabalhos Legislativos, de Epitaciolândia e contou com a presença do Prefeito ANDRÉ HASSEM, que tinha a permissão de dar as boas vindas para o exercício de 2014, mas que na realidade só falou foi das emendas alocadas pelos Senadores e Deputados Federais, para o nosso município.
A Presidência da Republica resolveu, neste ano político, distribuir mais emendas na responsabilidade direta dos parlamentares Federais e Senadores; mas que essas emendas serão para todos os municípios acreanos, não sendo privilégio só de Epitaciolândia e que se for como as emendas anteriores, que demoram até três anos para saírem e quando saiam 60% das mesmas era muito. O Vereador Portela no final de sua fala, lembrou ao Prefeito que ele não tinha se pronunciado a respeito das pendências e dos problemas que tivemos e continuamos tendo, durante todo o ano de 2013.
Falou também que o inverno veio muito forte e as chuvas estão destruindo todos serviços mal feitos e piorando àqueles que não foram feitos,como ramais , ruas e pontes. Falou também do lenga lenga entre vereadores da situação e oposição em relação as competências do município que estão sendo feitas pelo governo do estado como: o Governo tem feito Escola Municipal , ruas, e dando só o dísel para se fazer ramais, disse mais ainda, porque não se faz como antigamente, o governo repassa o valor para a prefeitura, ai a prefeitura é quem faz a licitação, cabendo ao governo e vereadores a fiscalização, e não como está sendo feito, os vereadores não sabem nem quem é o responsável pelas obras, quando e onde foi feita essa Licitação, se foi gasto os valores cabíveis, se era para ser feito um serviço de primeira e fizeram de terceira, ficando assim mais difícil dos Vereadores cobrar.
Cobrar de quem?
Os reparos dos serviços mal feitos, se nem daqui são, etc

-Vereador também falou que na Lei de Diretrizes Orçamentarias e no Orçamento, foram feitas muitas emendas e todas aprovadas, tudo isso para fazer com que o Prefeito se aproxime do Legislativo, para que  juntos fique mais fácil de exercermos o papel de vereador, sabendo o que está acontecendo no município de maneira mais fácil e transparente.

Parabenizou a todos os vereadores, que embora sendo o Primeiro mandato de cada um, exceto o Vereador Portela, a Câmara consegui desenvolver um bom trabalho. 

Governo vai propor penas para crimes em manifestações

De acordo com Cardozo, o projeto deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou nesta terça-feira (18) que, até o final da semana, deve apresentar à Casa Civil da Presidência da República um projeto para regulamentar as manifestações de rua. Ele confirmou que irá propor um endurecimento das penas aplicadas aos condenados por crimes previstos no Código Penal que forem cometidos durante protestos, como os que, desde junho de 2013, tomaram as ruas das principais cidades do país.

“Há certos delitos que estão [tipificados] no Código Penal, mas que estão ocorrendo em manifestações lícitas, praticados por pessoas que desvirtuam os atos para danificar o patrimônio público e privado, lesionar [outras pessoas] e, agora, lamentavelmente, cometer homicídios. Por isso, estamos discutindo uma elevação das penas para esses casos. Ou seja, um agravamento da pena”, disse Cardozo ao explicar que o principal objetivo do projeto de lei será disciplinar dispositivos legais, como o que proíbe o anonimato em manifestações populares.

De acordo com Cardozo, o projeto deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional em regime de urgência para que seja aprovado e possa entrar em vigor “o quanto antes”. O ministro explicou que a iniciativa não pode ser confundida com uma tentativa de limitar o direito à liberdade de expressão ou de reunião.

“O conteúdo da lei está sendo alinhavado e será objeto de apreciação, mas não queremos – e nem poderíamos – cercear a liberdade de manifestação ou de reunião previstas na Constituição”, afirmou Cardozo. “A lei vai disciplinar procedimentos [já existentes] para garantir a todos os cidadãos o direito de participar [de forma pacífica e com segurança] das manifestações. Para garantir a integridade de quem está na região. Dos jornalistas e de quem estiver acompanhando os atos por obrigação”, acrescentou Cardozo.

A elaboração do projeto de lei foi um dos temas discutidos durante reunião com representantes de entidades de empresas de comunicação e de jornalistas. Participaram do encontro representantes da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal.

Ao fim da reunião, o ministro voltou a defender a padronização dos procedimentos das polícias durante os atos públicos. A medida vinha sendo discutida e, na última quinta-feira, foi debatida durante a 53ª Reunião do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública, em Aracaju. O  manual de procedimentos permitiria aos policiais saber como atuar em atos públicos e ajudaria os cidadãos a identificar eventuais abusos da força repressiva. Além disso, Cardozo defende que o manual traga um capítulo específico sobre como garantir a integridade dos jornalistas. A proposta do ministério é que o manual esteja pronto até meados de março.

Uma medida para punir os crimes contra a imprensa foram a criação de um observatório nacional para acompanhar os casos contra jornalistas, propondo medidas corretivas e punitivas quando necessário. Outra medida é passar para a esfera federal a apuração dos crimes, medida que o presidente do presidente do Colégio Nacional de Secretários Estaduais de Segurança Pública, o secretário de Rondônia, Marcelo Bessa, defendeu com ressalvas.

“O entendimento unânime do colégio de secretários é mais moderado. A federalização não pode ser adotada como regra, mas como subsídio, quando ficar demonstrado que o estado não tem capacidade ou isenção necessária para investigar ou for omisso”, disse Bessa, que elogiou a proposta de padronização da atuação policial e, principalmente, a capacitação dos policiais para lidar com as manifestações e, ao mesmo tempo, assegurar a integridade dos jornalistas.

Alex Rodrigues – Repórter Agência Brasil

As Vacinas quase R$ 90.000 mil estava quase debaixo do tapete

Após Denuncia Na Imprensa Prefeito De Brasiléia Diz Que Quer Esclarecimente Sobre Vacinas Perdidas Em Sua Gestão

Chiquinho Chaves/Imagens Alemão Monteiro

As Vacinas de quase novecentos

1431As coisa parecem que só funcionam no empurrão, na atual administração de Brasiléia, e mais uma vez é possivel constatar essa afirmação.

No meio da semana passada o site 3dejulhonoticias denunciou que na Unidade Básica de Saúde Francisco de Assis, localizada no Bairro Samaúma, poderia está acontecendo desperdício de milhares de dose de vacinas por conta de mais uma barrelada da atual gestão.

O fato veio a tona após denuncias de que a quantidade de vacina contra BCG, Poliomelite, Rota virus, Febre Amarela e outras, armazenada no referido centro de saúde ficou por dois dias em temperatura inapropriada chegando a congelar.

Segundo informações obtidas  o prejuízo  financeiro da vacina possivelmente perdida gira em torno de R$ 90.000 (Noventa Mil Reais)

O caso aconteceu dia 13 deste mês e seria jogado para baixo do tapete se a imprensa não tivesse levado a público, e a população que estaria sem receber tais vacinações ouviria dos emissários de Everaldo que a culpa na falta das mesmas é por causa dos haitianos, da ex-prefeita Leila Galvão ou do Governo do Estado como sempre fazem.

Neste sábado 15, o prefeito de Brasiléia, talvez sabendo do resultado de que as doses de vacinas não servem mais, mandou abrir sindicância para apurar o caso.

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Em Meio A Crise Administrativa Everaldo Anuncia Carnaval

Pão E Circo:Em Meio A Crise Administrativa Everaldo Anuncia 4 Noites De Carnaval Em Brasiléia

Por Chiquinho Chaves

Pão E Circo

Há menos de 15 dias para o inicio do Carnaval, o prefeito Everaldo Gomes do PMDB, pôs fim ao suspense que tomava conta dos foliões de Brasiléia e anunciou na tarde de segunda-feira 17, que a prefeitura municipal vai realizar a tradicional festa do povo mesmo a cidade estando em total abandono.

A festa está prevista para acontecer de 1 a 4 de março como de costume na praça Hugo Poli, mas não se sabe ainda quais bandas irão animar as quatro noites de folia ou que atrações os brincantes podem esperar.

Em primeira mão o site sentinela da fronteira anunciou que Everaldo Gomes do PMDB, iria optar por realizar o carnaval de rua embora houvessem vários motivos para que a festa não acontecesse financiada pelo poder publico que encontra-se em situação de verdadeiro caos na opinião de 9 de cada 10 brasileenses que se conversa pelas esburacadas ruas.

Foi noticiado também que o próprio Everaldo do PMDB, era contra a realização do evento, mas sua vontade não prevaleceu sob ordens superiores que tentam reverter a imagem negativa da administração a custa de festa, numa clara alusão aos imperadores romanos que para conter a onda de revolta do povo  distribuía pão e fazia batalhas entre gladiadores para entreter a população, e assim, evitar as rebeliões contra o governo. Era uma forma de manipula-los, os mantendo longes da questões sociais daquela época.

Everaldo do PMDB sabe que os custos de uma festa popular não são poucos, ainda mais em cima da hora sem ter tempo suficiente para encontrar patrocinadores. Sabe também que esse ano as coisas tendem a piorar pois de quebra tem Copa do Mundo e eleições, mas sabe que precisa fazer alguma coisa nem que seja uma festinha, já que ninguém acredita que uma coisa preparada as pressas, com uma equipe que acaba de ser nomeada, venha a ser um mega evento.

As ordens superiores a qual  Everaldo do PMDB está se submetendo, infelizmente não pensa no que vem depois da quarta-feira de cinzas, quando passar a ressaca do carnaval, onde a prefeitura terá mais dividas para pagar, mais buraco para tapar e mais gente para reclamar.

Haja pão e haja circo!