Sejudh se pronuncia sobre caso de racismo contra universitária

A luta por igualdade racial é um dos desafios entre as discussões que permeiam as políticas públicas de direitos humanos no Acre.

Recentemente, uma jovem universitária sofreu acusações racistas por meio de carta anônima dentro da universidade, despertando mais uma vez a sociedade para a questão. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) se posicionou frente ao caso.

De acordo com o gestor da pasta, Nilson Mourão, o fato ocorrido nas dependências do campus da Universidade Federal do Acre (Ufac) em Cruzeiro do Sul gerou um histórico de solicitação de providência junto ao Ministério Público do Acre.

“Nós ficamos atentos a esses casos e nos sentimos provocados a acionar órgãos competentes para apuração. Como nesse caso em que a Sejudh solicitou a investigação do MP, que entendeu que por se tratar de um fato ocorrido dentro de uma instituição federal encaminhou o caso ao Ministério Público Federal e nós aguardaremos o proceder”, comentou Mourão.

Em nota, a Ufac repudiou a atitude racista que envolveu a acadêmica do curso de pedagogia, ofendida por ser descendente indígena. A instituição informou também que está tomando as medidas legais cabíveis.

Conferência de Promoção da Igualdade Racial é realizada no Acre

Da conferência sairão propostas para ações de promoção da igualdade racional em nível nacional.

  Por Mágila Campos 

“Um ato de resistência do povo negro.” Foi assim que Almerinda Cunha, Diretora do Departamento de Promoção da Igualdade Racial do Acre, definiu a IV Conepir – Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial.

“Estamos vivendo um momento de retrocesso. Então, ou a gente se junta para defender os nossos direitos ou iremos perder o que já conquistamos com tanta dificuldade”, destacou.

Cunha lembrou ainda que o seminário estadual é um marco de vitória, porque o Acre conseguiu realizar conferências municipais em todos as 22 cidades. “Considero essa conferência vitoriosa  porque antes da estadual já haviam sido realizados debates em todo o estado”, frisou.

O seminário tem como tema principal “O Acre pleno de direito na década dos afrodescendentes”, tendo se iniciado na manhã desta terça-feira, 31, na Universidade Federal do Acre (Ufac), e vai até quarta-feira, 1.

Um dos objetivos do encontro é discutir as desigualdades sociais que afetam as populações negra e indígena.

Jota Conceição, chefe da Divisão de Direitos Individuais da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), lembrou que esse movimento é um grande marco histórico “em que o estado brasileiro reconhece as desigualdades sociais que a comunidade negra viveu ao longo da história”.

Preparação para o nacional

Da Conferência Estadual vão ser tiradas propostas e delegados que irão ser apresentadas durante o Seminário Nacional, que será realizada de 27 a 30 de maio de 2018, em Brasília. Dandara Tonantzin, representante do Conselho Nacional da Igualdade Racial, está participando das discussões e disse que o estado está dando um exemplo para o país.

“O Acre é o quarto estado brasileiro a realizar essa conferência mostrando que a pauta da igualdade racial é de fato, pauta prioritária para esse governo. Então quero parabenizar a todos pela grande iniciativa”, ressalta.

O seminário é realizado pelo governo do Estado, por meio da Sejudh, e diversos órgãos locais voltados para a promoção da igualdade racial. Conta com representantes de movimentos sociais de toda a região.

Música e peças teatrais são apresentadas no palco cultural da Viver Ciência

Nove escolas participaram do primeiro dia de apresentações no palco cultural da Viver Ciência nesta quarta-feira, 25, em Cruzeiro do Sul.

As crianças estavam empolgadas durante as apresentações que eram realizadas no espaço pensado para que os estudantes tivessem a oportunidade de mostrar seus talentos em música, canto e encenação.

A diretora da escola Luiz Antonio Meirim Pedreira, Anadora Pinheiro,  avalia a iniciativa como uma boa experiência que envolve os alunos em um ambiente onde eles podem mostrar seus talentos, além de assistir os demais trabalhos que estão sendo expostos durante o evento.

“Todas as crianças querem participar, e isso é importante para a valorização da cultura. A secretaria de Educação está de parabéns”, reitera a diretora.

A gestora de zoneamento do núcleo da Secretaria de educação, Rubelucy de Carvalho, faz o convite à população: “Gostaria de chamar toda a sociedade cruzeirense e os municípios vizinhos para que possam nos prestigiar nesse momento. Serão diversas escolas com meninos e meninas mostrando seu talento”.

Com dança, índios comemoram conclusão de ensinos médio e fundamental em aldeia

Quase 100 estudantes concluíram ensino fundamental e médio em escola construída dentro da aldeia Katukina, no interior do Acre.

A aldeia katukina amanheceu em festa nesta segunda-feira (23). Foram 98 estudantes, 64 deles do ensino fundamental e 34 do ensino médio que receberam o certificado de conclusão. E a comemoração não poderia ser diferente. Caracterizados, os índios cantaram e dançaram.

Um dos estudantes que receberam o certificado foi Levino Katukina, de 27 anos. Para ele, a escola é uma forma de manter a cultura e os estudantes dentro da aldeia.

“A escola fortalece a cultura e também facilita para manter o povo na aldeia. Fico feliz vendo meu povo feliz, os formandos. Isso é um avanço muito grande”, comentou.

O secretário estadual de Educação, Marco Brandão, diz que a meta do governo é erradicar o analfabetismo indígena. “Nós estamos melhorando cada vez mais a educação indígena bilíngue, inclusive, nós vamos ter 2120 indígenas matriculados no Programa Quero Ler, vamos aí erradicar o analfabetismo indígena. Alguns deles já estão cursando a universidade”, comemora.

O povo Katukina tem uma população de quase mil pessoas que vivem na terra indígena kapina-katukina, a 70 quilômetros de Cruzeiro do Sul, na BR-364. A escola de ensino fundamental e médio Tamâkâyâ foi construída dentro da área e atende a toda comunidade. Hoje, pelo menos seis jovens katukinas estão na universidade.

O secretário estadual de Educação, Marco Brandão, diz que a meta do governo é erradicar o analfabetismo indígena. “Nós estamos melhorando cada vez mais a educação indígena bilíngue, inclusive, nós vamos ter 2120 indígenas matriculados no Programa Quero Ler, vamos aí erradicar o analfabetismo indígena. Alguns deles já estão cursando a universidade”, comemora.

O povo Katukina tem uma população de quase mil pessoas que vivem na terra indígena kapina-katukina, a 70 quilômetros de Cruzeiro do Sul, na BR-364. A escola de ensino fundamental e médio Tamâkâyâ foi construída dentro da área e atende a toda comunidade. Hoje, pelo menos seis jovens katukinas estão na universidade.

O diretor da escola indígena, Beijamim Katukina, explica que aulas de pinturas, artesanatos e o cultivo de plantas tradicionais são conteúdos obrigatórios em sala de aula. Além da parte teórica, os estudantes aprendem na prática questões relacionadas à geografia, fauna e flora da região.

“Nós queremos que nossos alunos continuem aqui, mantendo sua língua e sua tradição”, diz.

Do G1 Acre

Princesas e super heróis alegram Dia das Crianças em escola do bairro Cidade Nova

Princesas e super heróis invadiram a Escola Madre Hildebranda da Prá, no bairro Cidade Nova, na manhã desta quinta feira, 12, Dia das Crianças.

 Por Alexandre Noronha Assessoria 

Em comemoração à data, não faltaram atividades que fizeram as crianças sorrirem. Gincanas, brincadeiras, pula-pula, cabo de guerra, entre outras atividades foram lideradas pelo Batman, Robin,  Lanterna Verde, Homem de Ferro, entre outros heróis do cinema, que  fizeram alegria dos dezenas de participantes.

As atividades foram desenvolvidas pelo Instituto de Direitos Humanos do Acre. O presidente da entidade, Kaio Marcellus, explica que o Instituto promove atividades acadêmicas, mas que também realiza trabalhos sociais em comunidades consideradas vulneráveis.

“Para realizar as atividades recreativas nós trouxemos pula-pula, brinquedos, gincanas, princesas e super heróis para animar o Dia das Crianças. O IDHA tem essa finalidade de promover direitos e hoje estamos promovendo o direito da criança ser feliz, tudo em parceria com a Assessoria da Juventude e coordenação da escola”, ressalta.

Danielle Leão, coordenadora de ensino, fala que esse foi um dia importante e que vai ficar registrado na memória das crianças que, por serem carentes, muitas delas não têm nenhum entretenimento em casa. “Até nós, que somos adultos, nos divertimos. E esse é um momento de interação entre nós e os alunos, então foi muito bom mesmo”, fala a coordenadora.

Geovana Brito, estudante do 4º ano diz, enquanto descansa lendo um livro, fala que hoje o dia “foi muito legal, encontrei meus amigos, pulei e corri. Vou ficar até acabar”. E muitas que pensavam que não ganhariam nenhum presente, saíram cheios de lembrancinhas e doces distribuídos na escola.

Há 50 anos Che Guevara era preso e morto na Bolívia

Em suas últimas horas de vida, o guerrilheiro se preocupou com o destino de seu Rolex, menosprezou os africanos e apostou na "delação premiada"

O guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, preso na Bolívia, em 1967

Em 1967, a Bolívia era o país e mais pobre da América Latina e possuía uma das forças armadas mais desequipadas da região. Mesmo assim, um grupo de soldados raquíticos, com armas da II Guerra Mundial e quase nenhuma proficiência de combate foi capaz de subjugar e prender aquele que os movimentos armados idolatraram como seu guerrilheiro máximo. Sob a mira dos bolivianos, ele suplicou: “Não me matem. Sou Che Guevara. Para vocês valho mais vivo do que morto”.

Há exatos cinquenta anos Ernesto “Che” Guevara fora vencido pelo pelotão comandado pelo então capitão Gary Prado Salmón. Ao longo da tarde e noite daquele dia 08 de outubro de 1967, Che e Prado compartilharam cigarros, tomaram café e conversaram. O guerrilheiro queixou-se que os soldados haviam lhe roubado o relógio Rolex que Fidel Castro havia lhe dado de presente. Che estava convencido que sairia ileso e, por isso, se dava ao luxo de se preocupar com o seu relógio.

Prado recuperou a peça e a entregou na mãos do argentino. Che pediu ao militar que a guardasse para evitar que voltasse a ser roubado. Gary Prado manteve o Rolex sob sua guarda até 1984, quando o entregou a um cônsul cubano para que pudesse ser devolvido à família de Guevara.

Entre os vários assuntos que tratou, Prado queria saber o motivo de ele ter escolhido a Bolívia para exportar a revolução. “Nós já havíamos passado por uma revolução com reforma agrária e direitos universais. Que revolução ele esperava fazer, perguntei. Ele me respondeu ‘Me deram uma má informação. Eu não preparei essa missão. As ordens vieram de instancias superiores’. Perguntei de Fidel, mas nunca me respondeu”.

O militar relembra o desdém que Che demonstrava para com aqueles ele não o seguiam em seus projetos revolucionários. Quando perguntado sobre a experiência no Congo, onde Cuba havia planejado exportar a revolução, Che disse “deu errado porque a gente quis fazer a revolução em um lugar onde as pessoas ainda viviam pendurada em árvores”.

Prado disse a VEJA que neste 50º aniversário da prisão e morte de Che Guevara, ele espera exorcizar o passado. “Não aguento mais todo ano a mesma história. A mesma obsessão em torno da morte dele e de todos os mitos decorrentes desses eventos.

A execução de Che no dia seguinte colocou um fim na pretensões do guerrilheiro de colaborar com as autoridades. “Ele acreditava que seria mantido vivo pelo valor estratégico que tinha”. Mas a decisão do governo da Bolívia de matá-lo impediu o que seria o primeiro acordo de delação premiada da esquerda latino-americana.

Hoje, Prado e outros veteranos inaugurarão em Santa Cruz de la Sierra um memorial em homenagem aos 54 bolivianos que morreram em combate com a guerrilha castrista. “São heróis nacionais que ficaram esquecidos pela história, ofuscados pelo mito Che Guevara”.

O agora general da reserva Gary Prado relembra que quando Che foi preso ele estava em frangalhos e ferido. O odor de seu corpo era tão insuportável, que depois de sua execução uma enfermeira pediu autorização para lavar o cadáver.

O que os militares bolivianos jamais poderiam imaginar era que o asseio post-mortem ajudaria reforçar o mito do martírio de Che. As fotografias do corpo limpo e bem arrumado estendido sobre a pia de cimento passou a ser comparada à pintura A lamentação sobre Cristo morto do renascentista Andrea Mantegna (1431-1506). Se vivo Che valeria muito para os seus captores. Morto, ele teve uma valor inestimável para Fidel Castro. Transformou-se no maior produto da propaganda cubana.

“Surgiram uma infinidade de relatos sem nenhuma conexão com a realidade”, diz o ex-militar. Segundo ele, jamais houve um discurso de despedida, como retratado em amentação sobre Cristo mortofilmes e relatado em livros. “Não houve tempo de Che dizer nada. O militar que o executou o encontrou se voluntariou para fazer isso. Entrou no local onde Che estava e o fuzilou com uma rajada de metralhadora”.

O fato de ter comandado a captura de Che Guevara quase custou a vida de Gary Prado. Em julho de 1968, menos de um ano depois da morte do argentino. Prado foi alvo de uma tentativa de atentado.

Na ocasião, ele estudava no Brasil. Fazia um curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, no Rio de Janeiro. Militantes do Comando de Libertação Nacional (Colina) – organização da qual a ex-presidente Dilma Rousseff viria a fazer parte – montou uma emboscada para “vingar a morte de Che”. Mas os terroristas confundiram o alvo e mataram a tiros o major alemão Edward Westernhagen, que era colega de curso de Gary Prado.

Che antes de depois do banho (Foto Abaixo). O mal-cheiro do guerrilheiro quando vivo levou um enfermeira a banhá-lo depois da execução.

Por Leonardo Coutinho / Veja.abril.com

Trilha Chico Mendes é apontada como uma das mais interessantes do mundo

O blog de turismo Escalando apontou a Trilha Chico Mendes, no Acre, como uma das 15 mais interessantes do mundo para se fazer trekking (caminhadas de longa duração na natureza).

 Por Márcia Moreira Assessoria 

O site levou em consideração quesitos como beleza panorâmica e a distância percorrida, apontando trilhas conhecidas mundialmente, como a de Córsega, na Itália, Rota Laugavegurinn, na Islândia, e Travessia do Himalaia, no Nepal, entre outras.

Administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Caminhos de Chico Mendes se inicia em Xapuri, atravessa seringais e colocações entre os municípios de Xapuri, Assis Brasil e Brasileira.

O percurso, que tem 90 quilômetros de extensão e é feito numa média de cinco dias, foi inaugurado recentemente, dispondo aos visitantes a exuberância da natureza e contato com a realidade de quem vive dentro da reserva extrativista, considerada modelo de sustentabilidade.

“A travessia visa fomentar o ecoturismo na unidade de conservação, beneficiando as comunidades que vivem e produzem na Reserva Chico Mendes. O reconhecimento do potencial turístico da trilha por parte de um respeitado blog mostra que o Acre tem muito a oferecer neste segmento”, diz a secretária estadual de Turismo e Lazer, Rachel Moreira.

Um dos responsáveis pela sinalização da trilha, Carlos Alberto Araújo conta que a Caminhos de Chico Mendes é a primeira a ganhar esse tipo de destaque na Amazônia. “Isso nos deixa muito feliz, mas principalmente deve inspirar outros lugares a desenvolverem outras trilhas e caminhos. O interessante daqui é que, além de ser dentro da Floresta Amazônica, a visita ainda proporciona contato com as histórias ricas e interessantes das pessoas que vivem no lugar, e isso é o que deixa a experiência ainda melhor”, afirma.

O blog ainda aponta alguns outros atrativos do local: “A Trilha de Chico Mendes pode proporcionar uma imersão única para quem deseja conhecer mais sobre a fauna e flora da Amazônia. Por estar próxima da fronteira com o Peru e com a Bolívia, é possível ver espécies que usualmente somente são conhecidas em livros escolares como o porquinho do mato, o veado campeito, o macaco prego, a queixada e a anta”, diz Luciano Fernandes, autor da publicação.

Informações turísticas

A Trilha Chico Mendes está localizada na Reserva Extrativista que leva o mesmo nome, entre os municípios de Assis Brasil, Brasileia e Xapuri. O primeiro ponto de parada para almoço é na Colocação Paraguaçú. O local é apropriado para almoço, descanso em redes e lazer. Possui um salão com mesa de sinuca rodeado por árvores.

O trajeto ainda passa pelas colocações Revolta 01, Cariri, Boa Vista, São Domingos, Paraíso, Alto Alegre e Zé Costa.

A trilha conta com sinalizações direcional, confirmatória, calmante e indutiva. Para que tiver interesse em fazer o percurso, basta entrar em contato com o ICMBio por meio do telefone (68) 3224-3749 ou no site www.icmbio.gov.br.

Natex gera empregos e fortalece extrativismo no Alto Acre

Natex gera mais de 150 empregos diretos. Fábrica tem capacidade para produzir até 100 milhões de unidades de preservativos por ano. Equipes da ONU já conheceram a gestão da fábrica e sua forma de produção.

Localizada em Xapuri, a fábrica de preservativos masculinos Natex completou recentemente 11 anos com motivos para comemorar, como a geração de empregos na região e o fortalecimento do extrativismo no estado, graças ao trabalho realizado em parceria com a comunidade.

A Natex foi instituída por meio de decreto e é ligada à Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac). Atualmente é responsável pelo fornecimento de 15% dos preservativos distribuídos pelo Ministério da Saúde (MS).

Com sua missão estratégica de preservar as florestas, a fábrica acreana mantém contrato com o MS para atender demandas de até 90 milhões de unidades de produtos por ano. Além do Acre, a Natex fornece preservativos para Brasília, Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Sustentabilidade e valorização das reservas extrativistas

A fábrica é resultado de projeto governamental com o intuito de valorizar o potencial florestal do Acre, assim como as famílias que residem em meio à floresta.

É a única do mundo, nesse segmento, que tem sua base de produção na utilização do látex natural extraído manualmente seguindo práticas tradicionais e contribuindo com a sustentabilidade econômica e social da floresta tropical.

A Natex gera mais de 150 empregos diretos e envolve cerca de 700 famílias na extração e venda do látex ao estabelecimento.

Parceria em vista

O modelo sustentável de produção tem atraído olhares de instituições, como a Organização das Nações Unidas (ONU), que já sinalizou por meio do Fundo de Populações das Nações Unidas (UFNPA), o objetivo de estabelecer a inclusão da Natex no catálogo do fundo, que distribui preservativos para outros países. Assim, ela seria a primeira da América do Sul a compor a lista referendada pela ONU.

Além disso, o objetivo da parceria que deve se firmar por meio de cooperação técnica é fazer com que a Natex possa ter um preço de produto mais competitivo que seja praticado, sobretudo, na América Latina.

Três visitas agendadas pela ONU já foram realizadas no Acre para dar andamento ao processo de habilitação da fábrica. Em uma delas, a oficial de Programa Anna Cunha e a assessora de Saúde Sexual e Reprodutiva do UNFPA, Nair Souza, frisou: “Esse modelo de fábrica é algo inovador no mundo e nos deixou extremamente encantados”.

Sobre o UNFPA

O fundo está presente em mais de 150 países e abrange diferentes eixos, como saúde reprodutiva, educação e direitos da criança e do adolescente.

Desde 1996, é responsável pela aquisição de insumos que envolvem questões de saúde reprodutiva, intermediando por meio de catálogos o fornecimento para o setor público.

Para a diretora-técnica da Funtac, Silvia Basso, essa parceria vem para garantir a sustentabilidade econômica do empreendimento e da própria comunidade e impactar socialmente ainda mais as famílias que vivem em torno dela.

John Lennon completaria 77 anos nesta segunda-feira

Lennon foi assassinado com cinco tiros, por um “fã”, chamado Mark Chapman, que horas antes havia pedido seu autógrafo, no dia 8 de dezembro de 1980, em Nova York.

John Winston Lennon nasceu em 9 de outubro de 1940. Seu pai trabalhava num navio e ficava longos períodos ausente. Sua mãe, sem condições de criá-lo, entregou-o aos cuidados da irmã Mary e do cunhado George Smith. Aos seis anos, John já cantava no coro da igreja. Na escola, apresentava talento literário e apreciava a leitura de Lewis Carroll e Richmal Crompton.

Em 1955, John montou uma banda chamada The Quarry Men e dois anos depois Paul McCartneyuniu-se ao grupo. A dupla formada por John e Paul era perfeita para escrever canções e daria origem aos Beatles. Em agosto de 1962 John Lennon casou-se com Cynthia Powell e com ela permaneceu até 1969 quando se uniu a Yoko Ono, figura forte e misteriosa, a quem muitos responsabilizam como a causa da desagregação do grupo.

Lennon foi assassinado com cinco tiros, por um “fã”, chamado Mark Chapman, que horas antes havia pedido seu autógrafo, no dia 8 de dezembro de 1980, em Nova York.

Frequentemente Lennon é apontado como a cabeça pensante dos Beatles e o mais preocupado com as questões sociais de seu tempo. Em “O Poder das Barricadas, Uma Autobiografia dos Anos 60”, do escritor marxista Tariq Ali, é revelado mais detalhadamente esse viés da vida de Lennon em uma longa entrevista realizada por ele, em 1971, com o título “Poder ao Povo”.

Carreira solo

Com o fim dos Beatles, Lennon continuou carreira solo, com a participação de Yoko. Lançou, entre outros, “Plastic Ono Band” (1970), “Imagine” (1971), “Mind Games” (1973), “Walls and Bridges” (1974), “Rock ‘N’ Roll” e “Shaved Fish” (1975). Em 1975 interrompeu a carreira para se dedicar à família após o nascimento do filho Sean Lennon.

Voltou ao estúdios em 1980 e lançou “Double Fantasy”, seu último disco. Em 1982 ganhou postumamente o Grammy por “Double Fantasy”. E também postumamente é lançado, entre outros, “Milk and Honey” (1984), “Live in New York City” (1986, gravado em 1972), “Rock ‘N’Roll and Walls and Bridges”(1986), “Acoustic” (2004).

Lennon travou batalha jurídica com o Departamento de Imigração norte-americano, desde 1971 quando se mudou para Nova York, e radicalizou seu discursos e sua luta pela paz. Tornou-se amigo de ativistas de esquerda como Jerry Rubin e Abbie Hoffman, além de se aproximar de lideranças dos Panteras Negras. A administração Nixon tentou deportá-lo, mas em 1972 ele conseguiu o visto de permanência. Estava no índice das pessoas investigadas pelo FBI, fato só admitido após a sua morte.

Os Beatles

O grupo Beatles foi um dos maiores fenômenos da música popular de todos os tempos. Ao longo de apenas oito anos, os Beatles mudaram a face do rock and roll, criando uma linguagem musical única e influenciando profundamente o comportamento dos jovens de sua época.

Alguns de seus maiores sucessos foram: “Love me do” (1962); “She loves you” (1963); “I Want you Hold your Hand” (1963); “Can’t Buy me Love” (1964); “A Hard Day’s Night” (1964); “Help!” (1965); “Eleanor Rigby” (1966); “Penny Lane” (1967); “Strawberry Fields Forever” (1967); “All you Need is Love” (1967); “Hey Jude” (1968); “Revolution” (1967); “Don’t Let me Down” (1969); “Something” (1969); “Let it Be” (1970).

George Martin foi o produtor responsável pela maioria dos discos dos Beatles, tanto que era chamado de “o quinto beatle”.

A discografia dos Beatles lançada no mundo todo compõe-se de 22 compactos e 13 LP’s oficiais. Mas os discos lançados em diversos países têm repertórios diferente das edições originais inglesas, isso porque as gravadoras locais faziam seleções incluindo faixas que tinham sido bem-sucedidas nos discos anteriores. No Brasil, a partir de “Help!”, seguiu-se os originais ingleses.

O nome Beatles faz um trocadilho com “beetles” (besouros) e “beat” (batida ou compasso ritmado). Todos os integrantes do grupo – John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr – nasceram na cidade de Liverpool, na Inglaterra. O empresário do grupo, Brian Epstein foi quem descobriu os rapazes, vendo-os tocar num “pub” chamado “The Cavern Club”.

O grupo gravou nos estúdios Abbey Road o compacto “Love me do”-“P.S. I Love You”, com canções de Lennon e McCartney, lançado em 5 de outubro de 1962 pela Parlephone (EMI) e atingiu o número 17 nas paradas de sucesso inglesas.

Em 1963, John Lennon e Paul McCartney foram eleitos os melhores compositores do ano. Aumentou o número de shows e suas músicas não paravam de ser tocadas nas rádios. No ano seguinte os Beatles conquistaram os EUA.

A fama do grupo interessou a indústria cinematográfica e não demorou para os quatro rapazes de Liverpool aparecerem na grande tela do cinema nos filmes: “A Hard Day’s Night” (1964), direção de Richard Lester; “Help!” (1965), do mesmo diretor; “Magical Mystery Tour” (1967), dirigido por eles mesmos; “Yellow Submarine” (desenho animado, 1968), direção de George Duning; e “Let it Be” (1970), direção de Michael Lindsay-Hogg.

As vendagens de discos foram enormes, as excursões um sucesso, as condecorações chegavam sem parar. Milhões de fãs de todas as idades em todo o mundo geraram uma verdadeira “beatlemania”. Uma rápida aparição do grupo em qualquer lugar público produzia gritos histéricos, desmaios, cartas arremessadas e muito choro.

A crise da banda começou no final dos anos 60. John, Paul, George e Ringo não se satisfaziam com o desempenho dos Beatles nos shows. Além disso, os integrantes do grupo estavam cansados de tanto fanatismo e até de ameaças que recebiam. Em 1966 resolveram que fariam o último show nos Estados Unidos. No mesmo ano George Harrison viajou para a Índia e aprendeu a tocar cítara. John Lennon foi criticado pelo público por dizer que era mais conhecido que Jesus Cristo.

Em maio de 1967, Lennon declarou que os Beatles não fariam mais excursões e, em 27 de agosto, o empresário Brian Epstein foi encontrado morto em sua casa por uma overdose de drogas. A crise piorou com o fracasso de vendas de “Magical Mystery Tour”.

Em fevereiro de 1968, os Beatles viajaram para a Índia para estudar meditação transcendental com o Maharishi Mahesh Yogi. Em novembro gravaram o “Álbum Branco” e lançaram o desenho animado, “Yellow Submarine”. Ringo Starr já queria abandonar a banda.

A presença de Yoko Ono, que se tornou “o quinto Beatle” gerava incômodo ao restante do grupo. O LP “Abbey Road” foi gravado em meio a grande insatisfação.

“Let it Be”, de 1970 foi o último álbum da banda. Ainda em 1970, Paul foi à justiça para determinar oficialmente o fim dos Beatles. O sonho tinha acabado.