Acreano Francimar “Bodão” encara americano Gian Villante no UFC 220, em Boston

Esta é a terceira luta confirmada com lutadores brasileiros para o evento, que será realizado em janeiro de 2018, nos Estados Unidos.

O UFC anunciou mais uma luta com brasileiro para o card do UFC 220. Trata-se de Francimar Barroso, que enfrentará o norte-americano Gian Villante em duelo pelos meio-pesados, no dia 20 de janeiro, em Boston.

O lutador “Bodão” busca se recuperar de derrota sofrida no UFC Roterdã, em setembro deste ano. Na ocasião, o Brasileiro perdeu por decisão unânime para o austríaco Aleksandar Rakic.

Situação parecida vive Gian Villante, que vem de dois reveses seguidos. O últimos deles em julho, frente a Patrick Cummins, quando foi derrotado na decisão dividida dos juízes.

Esta é a terceira luta confirmada com lutadores brasileiros para o card do UFC 220. Anteriormente, o UFC já havia anunciado os duelos entre Islam Makhachev e Gleison Tibau, nos pesos-leves, e Dustin Ortiz e Alexandre Pantoja, no peso-mosca.

Quem é Bodão?

Dono do nocaute mais rápido da história, Francimar Bodão é um dos lutadores de MMA com maior notoriedade do Brasil. Nascido no Acre, em uma colocação chamada Patoá, interior do município de Xapuri, ele viveu seus primeiros anos com mais oito irmãos, pai e mãe.

Aos seis anos de idade, os pais decidiram se mudar para a comunidade da Sibéria, local em que todos os filhos pudessem ter acesso aos estudos. Considerada uma criança levada, o mais velho dos meninos sempre se envolvia em briga na escola. Foi quando, aos 10 anos, viu uma academia de artes marciais que lhe chamou a atenção.

Francimar passou a frequentar a academia em todo o contraturno escolar. Logo, estava ajudando a puxar treino junto com o professor e viajar para Rio Branco para outras competições. Aos 18 anos, percebeu que não tinha mais condições de arcar com as despesas de viagem e decidiu se mudar de vez para Rio Branco.

“Foi uma época difícil. Eu trabalhava a madrugada inteira como segurança de festas e treinava durante o dia. Saía andando do Tancredo Neves, onde morava com minha irmã, até o centro. Era uma rotina puxada, mas eu tinha o ideal de chegar longe, e isso me dava forças”, afirma o lutador.

Aos 20 anos, teve sua primeira competição nacional, na qual venceu o já renomado lutador Antonio Pezão. A luta garantiu que seu nome fosse reconhecido nesse meio, principalmente na Região Norte. Com isso, passou a dar aulas em uma acadêmia de Brasileia e, após seis meses, surgiu o convite para ir até Fortaleza (CE), lutar em uma competição regional do Nordeste.

Lá, morou por dois anos e depois decidiu mudar-se para Porto Alegre (RS), local em que ficou por um ano e meio. Voltou ao Acre para visitar a família e logo surgiu a oportunidade para ir até o Rio de Janeiro. Com as competições em diversas cidades brasileiras, passou a ser reconhecido também internacionalmente. Lutou em diversos locais, como Estados Unidos, Oriente Médio, Holanda e Emirados Árabes, local em que conseguiu o recorde de nocaute mais rápido da história do MMA: 2,5 segundos.

A convite do príncipe da Jordânia, mudou-se por dois anos para aquele país, onde treinava o exército e dava aulas particulares à equipe da corte. “Foi neste momento que percebi o quão longe já tinha chegado. Com o salário, consegui me estabelecer, comprar um carro, apartamento e fazer minhas economias”, conta Francimar.

Hoje Bodão tem 37 anos de idade, ostentando um cartel de 19 vitórias e apenas 6 derrotas no MMA. Ele tem um centro de treinamento em Rio Branco em tem conseguido se manter em alto no nível no Ultimate Fighting Championship (UFC), o maior evento de lutas da atualidade.

Com informações do UFC e da Agência de Notícias do Acre

Chegou em Brasiléia e Epitaciolândia uma forma de anunciar o seu negócio

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Jovem acreano vira fenômeno com mais de 17 milhões de visualizações

Com suas rimas rápidas e um senso de humor criativo, o jovem Raylton Soares, que soma 27 vitórias em competições de rimas no Acre, em pouco tempo se tornou um fenômeno da internet.

jovem Raylton

Com 120 mil inscritos no seu canal do YouTube e mais de 110 mil seguidores na sua página do Facebook, o M’c, conhecido na rede como o “Rei das Histórias”, começou a gravar os seus vídeos de forma amadora na Batalha da Ponte, evento realizado por mcs e grupos de HIP HOP locais, periodicamente embaixo da Ponte Metálica (Juscelino Kubitschek), no centro da capital acreana.

Sendo uma das principais referências para os mcs locais e um pioneiro no seu estilo único de contar histórias engraçadas por meio da rima, o jovem de 18 anos que é seguido por uma legião de fãs atualmente mora em Goiânia, onde dá continuidade ao seu trabalho gravando vídeos diariamente com temáticas diversificadas e interagindo com internautas.

“Quando criei o meu canal em 2014, o intuito era divulgar de forma simples o meu trabalho. Comecei postando músicas, batalhas de rimas, entre outros conteúdos e rapidamente tudo mudou”, declarou o jovem que ficou surpreendido com a rápida repercussão do seu conteúdo na rede.

O acreano Raylton Soares

Sobre a sensação de ser reconhecido pelo seu público na web Raylton Soares, afirmou ser inexplicável. “Estão me acompanhando em todas as redes sociais. Uma verdadeira explosão.

É um público formado por várias idades. São crianças, jovens e adultos que diariamente me enviam mensagens de apoio incentivando o meu trabalho”, afirmou.

Raylton Soares, que conversou com a nossa equipe de reportagem pela fanpage @Noticiasdoacre no Facebook, pretende voltar ao estado em breve,  para participar da maior competição de rimas do Acre. O evento ocorre em julho na Expoacre.

 Veja o Vídeo 1 

 Veja o Vídeo 2 

Raylton Soares

Nesta quarta-feira sensacional lançamento do loteamento Jardim Imperial em Epitaciolândia

Atualmente, existem milhões de brasileiros que sonham com o seu imóvel próprio,mas, por um motivo ou por outro, vivem adiando a realização desse sonho.

E nesta quarta-feira (15) acontecerá a sensacional inauguraçãodo Loteamento Jardim Imperial no município de Epitaciolândia, um dos mais modernos loteamentos habitacionais da região e ao alcance do seu bolso para você realizar o sonho de ter o seu imóvel.

Um lançamento da empresa JMS, e excelente empreendimento para quem deseja morar ou investir em um imóvel seguro. Com lotes a partir de 250 m², terrenos residênciais e comerciais planejados, infraestrutura completa, com rede de esgoto e água, iluminação e ruas pavimentadas.

O loteamento Jardim imperial fica localizado próximo ao Fórum e ao Corpo de Bombeiros de Epitaciolândia. E você poderá reservar o seu através dos telefones 3546-3000 ou 99606-2000 e se preferir pode fazer os planos de financiamento direto com a loteadora sem consulta no SPC/SERASA, mais informações acesse o site www.imobiliariajms.com.br e faça o seu melhor investimento.

“Loteamento Jardim Imperial, o seu futuro agora ao alcance de suas mãos!”

Amazônia ajuda a salvar o planeta – Artigo de Elson Martins

Um dos nove estados da Amazônia Legal no Brasil, o Acre tem reconhecimento internacional na agenda da sustentabilidade.

O norte-americano Daniel Nepstad, diretor executivo do Earth Innovation Institute, da Califórnia, considera-o “vanguarda da redução de carbono”.

O cientista se refere ao fato de o estado ser pioneiro na implementação de políticas de mitigação das mudanças climáticas, pois vem reduzindo significativamente suas emissões de CO2, ao passo que desenvolve sua economia com base sustentável, valorizando povos e comunidades tradicionais. “Países do mundo todo estão de olho no estado para ver como se faz isso”, diz.

No site do Earth Innovation Institute, Nepstad assinou um artigo no qual afirma que “as florestas tropicais saudáveis são essenciais para a resolução das alterações climáticas”.

O líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988, foi quem apontou esse caminho. Ele recomendava aliar desenvolvimento, sustentabilidade e preservação na região. Após sua morte, foi aprovada a criação das reservas extrativistas e adotada a base das políticas hoje implementadas.

O Acre tem mantido 87% de floresta primária em seu território, sendo 47% de terras protegidas por lei, chamadas de unidades de conservação, e as terras indígenas; e uma estrutura de governo e políticas voltada para o desenvolvimento de baixas emissões e alta inclusão social. Entre 2003 e 2012, reduziu cerca de 62% da taxa de desmatamento, enquanto a população e a economia cresceram.

A partir do Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre (ZEE), que é um instrumento de desenvolvimento centrado na perspectiva da sustentabilidade, houve avanços significativos na gestão dos recursos naturais, na governança rural e no desenvolvimento de economias de base florestal.

Acre na ponta

“O primeiro estado pronto a receber investimentos da Califórnia é o Acre, no sudoeste da região amazônica. Durante uma visita recente a esse estado brasileiro, onde presto serviços no comitê de ciência do programa estadual de mudança climática, fiquei inspirado pelo notável progresso que foi feito na construção de uma nova economia de baixo carbono”, informa Nepstad.

“O Acre está mantendo as florestas em pé ao mesmo tempo em que produz mais alimentos na terra já desmatada, aumentando suas exportações de peixe, carne de porco, frango, castanha-do-brasil e borracha nativa para outros estados. Está criando empregos e novas fontes de renda para os povos indígenas do estado, seus seringueiros e pequenos agricultores”, acrescenta.

Esse cenário é reflexo de um conjunto de políticas implementadas no estado a partir do ZEE. Um exemplo é a criação do Sistema Estadual de Incentivo a Serviços Ambientais (SISA), através da Lei nº 2.308/2010, que prevê incentivos para a redução das emissões de carbono por desmatamento e degradação florestal (REDD +), e segue a trajetória para se tornar um dos programas jurisdicionais de REDD+ mais avançados do mundo.

O primeiro Programa executado no âmbito desse Sistema é o ISA Carbono, configurado como programa inovador de REDD+ com abrangência jurisdicional no Acre. Um importante impulso para a sua implementação veio em 2012, através da iniciativa Global REDD Early Movers, REM, (do Banco de Desenvolvimento KfW da Alemanha).

Com apoio do REM, o Estado tem beneficiado as famílias que produzem de maneira sustentável, seja com a coleta de castanha, corte do látex, manejo florestal de baixo impacto, recuperação de áreas alteradas e piscicultura, ocasionando a redução do desmatamento anual e, consequentemente, a emissão de toneladas de carbono para a atmosfera, tornando o Acre o primeiro estado do Brasil a realizar REDD+.
Importância ecológica

Convidado de Honra do 16º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que ocorreu em Rio Branco (AC) no dia 26 de outubro deste ano, o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, deixou registrado para os participantes do evento uma declaração histórica: “Aqui no Acre, na Amazônia Legal, temos as maiores cadeias de florestas, a maior biodiversidade e as maiores reservas de água do mundo. Sem a Amazônia Legal, sem o Acre e seus países vizinhos, não podemos ganhar a luta contra a mudança do clima. Sem a preservação da Amazônia, não iremos ganhar essa luta”, disse Witschel.

O fórum reuniu gestores dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Todos eles participam a partir desta semana, na Alemanha, da Conferência do Clima (COP23) que começou no último dia 6, na cidade de Bonn. Durante o evento, será realizado também um momento dedicado aos estados da Amazônia Legal, o Amazon-Bonn.

O Earth Innovation Institute também participará da Conferência e no próximo dia 12, a ONG organiza o evento “O Desafio Balikpapan: um quadro global para o desenvolvimento de baixas emissões em regiões tropicais”.

O governador Tião Viana estará presente neste debate, que discutirá os mecanismos de ação dos estados membros da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (tradução de Governor’s Climate and Forests Task Force [GCF]) até 2020.

Extrativistas lucram com a extração de óleos e ajudam a conservar a floresta

Há 30 anos, a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) contribui com avanços científicos e tecnológicos no estado.

 Por Rayele Oliveira / Assessoria 

Na área da pesquisa com oleaginosas, comunidades extrativistas têm sido beneficiadas com a comercialização de insumos florestais para a produção de cosméticos, fitoterápicos e até gastronômicos.

De acordo com a diretora-técnica Silvia Basso, uma das propostas do Laboratório de Produtos Naturais (LPN) foi estudar, inicialmente, espécies não-madeireiras abundantes na região amazônica, a exemplo da copaíba, murmuru, açaí, buriti e castanha. Mas logo o projeto foi ampliado e incluiu outras espécies, como a andiroba, cocão, patauá, ouricuri, tucumã, cupuaçu e bacaba.

“O desafio maior a princípio era trabalharmos um ciclo que desse possibilidade de encontrarmos metodologias de rastreabilidade das espécies, e foi assim que iniciamos um trabalho de campo para mapeamento, identificação botânica e perfil químico, até chegarmos às capacitações junto às comunidades”, explica Silvia.

Via de mão dupla

Os estudos resultaram na consolidação da parceria com a comunidade, que passou a receber capacitação da equipe técnica para a utilização de boas práticas de extração da matéria-prima. Por não ser uma instituição apta a comercializar, a Funtac emite laudo de qualidade dos óleos para que estes possam ir para a indústria de insumos.

Atualmente, o termo de cooperação técnica envolve quatro cooperativas: a Coopfrutos, de Mâncio Lima, Cooperiaco, de Sena Madureira, Coopercintra, de Rodrigues Alves, e Caet, de Tarauacá. Além dessas, há atividades desenvolvidas com cinco associações espalhadas pelo Juruá.

A utilização dos óleos se dá em maior parte na área de cosméticos. A exemplo da Cooperativa Nova Cintra, que já tem contrato de venda de insumo com duas empresas de São Paulo e Belém. Em Rio Branco, a indústria Sabonetes da Amazônia também comercializa produtos para a rede hoteleira, que são resultado do repasse de tecnologia feito pela Funtac.

“Na área de gastronomia essas matérias-primas também têm se tornado um potencial econômico muito forte, temos como exemplo no estado empresas como a Cooperacre e a Olam, do grupo Miragina, que utilizam o óleo da castanha e tem grande aceitação no mercado nacional”, acrescenta a diretora.

Além das transferências tecnológicas, outros avanços podem ser destacados como estudos que apontam a possibilidade de utilização de resíduos e produção de éster, uma espécie de subproduto dos óleos para outros fins.

“O mais importante de se destacar é que o Estado tem visto o potencial dessas comunidades e tem buscado, por meio de projetos, financiamentos e investimentos para subsidiar esse trabalho de parceria que vem dando certo”, finaliza.

Incentivos financeiros

O aporte de recursos alcançados via projetos governamentais tem sido essencial para a ampliação da estrutura das cooperativas extrativistas, que são fundamentais no processo das políticas voltadas à baixa emissão de carbono.

Por meio do programa REM* do banco alemão KfW, por exemplo, o Acre já recebeu o incentivo de R$ 100 milhões, que viabilizaram o fornecimento de bolsas para agentes florestais de 32 áreas indígenas, a construção de viveiros e produção de mudas para os sistemas agroflorestais no estado.

Cooperativas como a Nova Cintra, em Rodrigues Alves, também receberam subsídios para capital de giro para a aquisição de matéria-prima por meio do programa, o que de acordo com José de Lima Queiroz, tesoureiro da Coopercintra, impulsionou a produção.

“Os incentivos foram bastante significativos, porque além de valorizarmos as pessoas que estão lá dentro da floresta, ajudamos a incrementar renda dentro da própria comunidade, porque hoje a cooperativa compra o coco pra extrair a manteiga do murmuru de 120 famílias no Alto Juruá e de umas 123 famílias do baixo Juruá. Desde 2016, temos contrato formalizado para venda externa de pelo menos 10 toneladas/ano”, informa.

COP 23

Os resultados de investimentos em projetos que visam a conservação ambiental, a exemplo das experiências com os ativos amazônicos, serão apresentados durante a 23ª edição da Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP), que teve início na segunda-feira,6, em Bonn, na Alemanha.

A COP é um evento internacional significativo em termos de negociações globais em favor de estratégias de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. E desde 2014 o Acre vem mostrando seu pioneirismo em políticas de desenvolvimento sustentável.

Na COP 20, no Peru, o governador Tião Viana falou sobre a criação do Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA), discutiu sobre os desafios e a escala de desenvolvimento de baixas emissões de carbono por meio de sistemas jurisdicionais e formalizou o compromisso da contínua redução do desmatamento no Acre.

No ano seguinte, durante a COP 21 realizada em Paris, o estado ganhou reconhecimento internacional pela aplicação de salvaguardas socioambientais no programa ISA Carbono. A entrega da certificação REDD+SES foi feita em Paris pela Aliança para Conservação da Biodiversidade e do Clima (do inglês CCBA).

*REDD for Eerly Movers (REDD para pioneiros) é um programa bilateral de cooperação internacional que disponibiliza pagamentos por resultados de emissões de carbono reduzidas, geradas pela redução do desmatamento.

“É revolucionário”, afirma Tião Viana sobre projeto social em Cruzeiro do Sul

Logo que terminou a apresentação do coral, o governador Tião Viana afirmou que esse projeto que parte da sociedade “é revolucionário”.

 Por Arison Jardim 

Possivelmente uma das formas mais eficientes em combater o consumo e tráfico de drogas no país, a música, arte e educação são fontes de inspiração para 320 jovens do “Musicalizando Pessoas com Amor”, do Conservatório Musical do Vale do Juruá.

Após cumprir agenda de fortalecimento da segurança no Juruá, com entrega de viaturas e qualificação de 32 policiais militares para a promoção a cabo nesta sexta-feira, 3, em Cruzeiro do Sul, o governador seguiu para o Conservatório.

Para Viana, as duas ações são totalmente interligadas. Ele afirma que a arte é uma grande alternativa para combater a violência no país. “O resultado desse trabalho social é isso, crianças encantando o mundo com sua musicalidade. Isso alimenta a alma e a espiritualidade. Só assim que o mundo vai mudar, com cultura, arte, esporte e a integração da solidariedade”, disse.

O governador garantiu ainda apoio para o projeto e aproveitou a oportunidade para convidar que os jovens se apresentem em Rio Branco, durante o período natalino, e em escolas do estado.

O Conservatório Musical é um projeto idealizado pelo promotor de Justiça do Ministério Público Estadual (MPAC) Iverson Bueno e do sargento Alexandre Sérgio, do 61º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), de Cruzeiro do Sul, que é maestro e foi um beneficiário de projeto social no Rio De Janeiro, sua cidade natal.

“Nosso grande foco, desde o início, foi tirar as crianças do mundo do crime e das drogas. A música transforma vidas, quando a criança tem envolvimento com a arte fica mais difícil ser seduzida pelo crime”, afirmou Bueno. Ele explicou ainda que além dos 320 alunos, outros 300 jovens já estão em uma lista de espera para participar do projeto também.

O promotor afirma que, atualmente, há também uma banda de jazz e uma das ideias futuras é a criação de uma orquestra sinfônica em Cruzeiro do Sul. O espaço foi cedido pelo Educandário de Cruzeiro do Sul, que durante a solenidade de inauguração do conservatório assinou termo de cessão de posse do imóvel, para que o MPAC administre o espaço pelo período de 20 anos. O Poder Judiciário também vem auxiliando, com a liberação de verbas em parceria com o Educandário.

Índios Ashaninka lutam contra a força do narcotráfico na fronteira com Peru

Os Ashaninkas vivem na região do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo. Comunidade Ashaninka é exemplo de que os povos indígenas acreanos dizem não às drogas.

  Por Arison Jardim 

Francisco Piyãko relata como o povo Ashaninka enfrenta as forças do crime na fronteira com o Peru (Foto: Diego Gurgel/Secom)

No ano de 1999, o povo indígena Ashaninka, que vive ao longo do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, no Acre, foi testemunha da ousadia e poder financeiro de traficantes. Os rios, igarapés e caminhos por meio da floresta que separam o Brasil do Peru tornam essa região rota de drogas.

Francisco Piyãko Ashaninka, uma das lideranças da Aldeia Apiwtxa, relata como foi feita a abordagem: “A proposta que fizeram era construir uma pista de pouso dentro de nossa Terra Indígena [T.I.], próximo à linha da fronteira para retirar sua cocaína. Diziam que estava ficando muito difícil pousar em território peruano, perdiam pessoas e dinheiro”, disse.

A proposta, que incluía ainda o pagamento de U$ 50 mil por avião pousado, foi plenamente recusada por toda a aldeia. “Eu pedi a palavra, em nome dos Ashaninka, e falei que como estávamos recebendo uma proposta numa relação de negócio, a nossa resposta era não, nossa comunidade é contra o narcotráfico, tráfico madeireiro e qualquer atividade ilícita, e nossa luta era por liberdade”, declarou Francisco.

O testemunho comprova que há muito tempo o narcotráfico utiliza o Acre como passagem da droga e que as fronteiras brasileiras são frágeis. O Peru é o segundo maior cultivador da folha de coca, planta tradicional usada para a produção da droga cocaína.

O Brasil, além do segundo maior consumidor dessa droga, foi o principal país de partida dela para a Europa, no período de 2010 a 2015. No mesmo período, 33% da cocaína que chega no continente europeu são de produção peruana, o que mostra a dimensão da rota. Os dados são do Relatório Mundial sobre Drogas, lançado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) de 2017.

Questão nacional

Nas semanas que antecederam o Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança Pública e Controle das Fronteiras – Narcotráfico, uma emergência nacional – realizado no dia 27, em Rio Branco -, Piyãko, acompanhado de seu pai e sua mãe, conversaram com o governador Tião Viana para relatarem a preocupação de quem vive diretamente na fronteira.

“Neste momento sentimos que a presença do tráfico de droga é forte nas fronteiras, mas é feito de forma muito discreta. Só ações integradas entre os países, com serviços de inteligência, podem nos falar a dimensão deste problema”, explicou Francisco.

Ele relata ainda um exemplo do risco de violência que correm os moradores de comunidades fronteiriças. “Três líderes Ashaninka da comunidade Saweto, no Peru, vizinho de nossa T.I., foram mortos por narco-madeireiros em 2014, quando vinham nos visitar”, afirma.

A posição do grupo Ashaninka foi clara quanto às drogas e movimentos ilegais em suas terras. Os moradores da aldeia realizam uma vigilância constante na região, contra o mal do narcotráfico e do crime. “Nosso povo Ashaninka não vai ceder aos traficantes, esta é uma escolha nossa nesta fronteira que estamos cuidando. Esperamos que as instituições brasileiras cumpram com seu papel e estejam juntas”, finalizou Francisco.

Projeto cultural Identificando Potenciais em Artes Visuais premia finalistas, no Juruá

Equipe do Napi, colaboradores e alunos premiados pelo projeto de artes visuais Identificando Potenciais.

 Por  Lúcia do Vale 

Coordenadora do Napi, Darci Martins, entrega medalha à Janaira Silva, 1ª colocada no nível médio (Foto: Cedida)

Realizado na terça-feira, 31, no Teatro Náuas, em Cruzeiro do Sul, a premiação do Projeto Cultural Identificando Potenciais em Artes Visuais. Foram várias etapas, que começou com 620 desenhos e os 15 classificados para a final.

O projeto coordenado pela equipe de Altas Habilidades do Núcleo de Apoio Pedagógico à Inclusão (Napi) da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) premiou oito alunos nos dois níveis de ensino: Fundamental e Médio.

Ao todo, 620 estudantes de 35 escolas urbanas e rurais de Cruzeiro do Sul participaram do projeto.

Para Monaliza Veiga, professora formadora na área de Altas Habilidades, o avanço dos alunos foi surpreendente.

“Com a ajuda de dois artistas locais, João Paulo e o Delson que orientaram os alunos com técnicas para que melhorassem seus trabalhos. Todos tiveram muito avanço, principalmente do primeiro ao quarto desenho, surpreendendo até os participantes”, disse a professora.

João Paulo Sampaio, artista plástico, destacou a importância de projetos como esse e a felicidade de ter participado desse processo de evolução dos alunos.

“Quando via os alunos desenhando, me identificava com as dificuldades, porque em geral foram as mesmas que senti quando comecei a desenhar, então foi muito bacana poder ajudá-los. Participei do processo de avanço desses alunos e no final foi muito difícil dar nota porque o nível foi muito alto”, destacou João Paulo.

A coordenadora pedagógica da equipe de Altas Habilidades, Meyrecler Padilha, ressaltou a importância de trabalhos como esse, para identificar pessoas com potenciais em artes visuais e fazer disso uma profissão.

“Com certeza, essas pessoas serão bem mais vistas na sociedade, podendo desempenhar trabalhos profissionais e mais aperfeiçoados”, ressaltou a coordenadora.

Gabriel Melo de Almeida, aluno do 9º ano da Escola Hugo Carneiro, primeiro lugar no nível Fundamental, disse que sempre gostou de arte, mas nunca pensou que podia chegar tão longe.

“Nunca desenhei no intuito de competição, tudo começou no projeto, entrei por entrar, nem pensei que pudesse passar da primeira fase, mas aí fui vencendo as etapas e evoluindo e cheguei hoje no primeiro lugar. Estou muito feliz e quero agradecer minha família”, disse Gabriel.

Janaira Silva de Souza, aluna do 3º ano, da Escola Craveiro Costa, foi a campeã do Ensino Médio e destacou as dificuldades para chegar à final.

“Exige muito esforço, dedicação e paciência. O projeto me ajudou a melhorar o meu desenho e conseguir o prêmio máximo. Isso é muito gratificante, estou muito feliz, ainda mais por ver o orgulho da minha família e dos meus colegas”, destacou Janaira.

Trilha Chico Mendes é cotada para protagonizar amazônica

A Trilha Chico Mendes como uma das 15 melhores do mundo para se fazer trekking. A sinalização da trilha Chico Mendes foi realizada por voluntários.

 Por Maria Meirelles / Assessoria 

Apontada recentemente pelo blog de turismo Escalando como uma das 15 mais interessantes do mundo para se fazer trekking (caminhadas de longa duração na natureza), a trilha Chico Mendes tem ganhado destaque e atraído os amantes do ecoturismo e esportistas de todo o mundo.

O movimento na Reserva Extrativista Chico Mendes chamou a atenção de um dos maiores organizadores de ultramaratonas do país, Paulo Alexandre Garcia, que veio ao Acre para conhecer a estrutura do percurso, intuindo a promoção de uma ultramaratona amazônica, dentro da Resex.

Visando a promoção do turismo de base comunitária e prospecção de negócios, a Secretaria de Estado de Turismo e Lazer (Setul) realiza de 2 a 6 de novembro mais um trekking na trilha Chico Mendes. O percurso de 84 quilômetros se inicia em Assis Brasil, encerrando-se em Xapuri – terra do líder seringalista que dá nome ao local.

Nesta edição da trilha Chico Mendes participam, além da equipe da Setul e Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Paulo Alexandre Garcia, dois operadores internacionais de trilhas, sendo um da Inglaterra e outro do Peru, e o trilheiro acreano, membro do coletivo Travessias na Floresta, Carlos Alberto Araújo.

Turismo comunitário

A partir do ano que vem, a Setul vai iniciar a capacitação dos moradores na Resex Chico Mendes, com o propósito de impulsionar o turismo de base comunitária. A ideia é que os próprios comunitários desenvolvam todas as atividades turísticas no local, incluindo a comercialização de alimentos aos aventureiros.

Por se tratar de uma trilha guiada, é imprescindível a presença de operador de trilha durante o trekking.

“Quando o turismo é promovido pela comunidade, ele cresce e se fortalece independente do poder público, e se reflete na preservação do meio ambiente. Pois quando a floresta gera renda para as populações da floresta, é natural que esse espaço seja conservado. E é isso que a gente quer: levar o turismo para mais uma fonte de renda para a comunidade”, frisou a secretária de Turismo, Rachel Moreira.

Travessias na Floresta

Composto por um grupo de trilheiros, adeptos da caminhada ao ar livre, o coletivo Travessias na Floresta tem pautado nas redes sociais a importância do cuidado com o planeta e de se utilizar adequadamente os espaços que viabilizam a prática de trilhas no estado.

Entusiasta da atividade, Carlos Alberto conta que, após ter percorrido o mundo, fazendo trekking, decidiu fomentar a atividade no Acre. “Após refletir sobre a importância de impulsionar a atividade no estado, busquei identificar os locais viáveis para promovê-los”, recorda.

Com algumas informações em mãos, o grupo realizou o percurso de Xapuri a Brasileia. A iniciativa rendeu uma parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e com o governo do Estado.

A sinalização da trilha Chico Mendes foi realizada por voluntários, capitaneados pelo Travessias na Floresta. O percurso foi selecionado pelo ICMBio, como único da Amazônia, a participar do projeto, que celebra os 10 anos da instituição, “10 Picos, 10 Travessias”.