Laboratório reúne 6 mil fósseis de animais que viveram entre 5 e 8 milhões de anos

Local está aberto para visitação e traz uma pequena amostra da vida pré-histórica na região Amazônica. Laboratório completou 35 anos de criação em 2018.

Jabuti Gigante é uma dos fósseis que podem ser encontrado em laboratório na Ufac (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

O Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal do Acre (Ufac) completou 35 anos em 2018 e possui um acervo com mais de 6 mil peças de fósseis de animais que viveram entre 5 e 8 milhões de anos na região amazônica. Entre as peças mais famosas estão o crânio de um Purussauro – um réptil pré-histórico – e o fóssil de um Jabuti Gigante.

O professor Jonas Filho, curador do espaço, afirma que o laboratório dá aos visitantes uma pequena amostra da fauna que viveu na Floresta Amazônica. Segundo ele, os fósseis mostram que esses animais não existem mais na natureza devido a um processo natural de extinção que ocorreu há 8 e 11 milhões de anos atrás, assim como outras extinções que devem ocorrer no futuro.

“O que a gente deixa bem claro e quer mostrar é que a extinção ocorre naturalmente, mas também pode ter interferência humana. E hoje, como há um processo de degradação da floresta, caça ilegal dos animais da floresta, nós humanos podemos estar acelerando uma extinção que por si só já aconteceria”, explica.

O local é aberto para visitação durante o horário de expediente da Ufac. Além disso, escolas que quiserem levar alunos podem fazer um agendamento de visita.“A gente tem feito um trabalho de divulgação tanto com a produção de artigos científicos quanto com as visitações que esse laboratório propicia para alunos e turistas. Milhares de pessoas anualmente frequentam esse laboratório que, apesar de sua modéstia, tem um comprometimento muito grande com a ciência e a mostragem da nossa pré-história”, afirma o professor.

Crânio de um Purussauro – um réptil pré-histórico – está em exposição em laboratório (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Laboratório de Paleontologia da Ufac

Oficializado em 13 de maio de 1983, o Laboratório de Pesquisas Paleontológicas foi criado a partir das pesquisas na área que aconteciam desde o final da década de 70, realizadas pelo professor Alceu Ranzi.

O local é divido em três espaços. Quando um fóssil chega das pesquisas nos sítios palentológicos é levado para o primeiro espaço. Nele, é feita a recuperação dos fósseis que foram danificados, a identificação e a datação do material.

No local, também ficam guardados os materiais usados na pesquisa de campo, como barracas, redes, instrumentos de pesquisa, panelas, entre outros. Depois da recuperação e identificação, os fosseis são armazenados no segundo espaço.

O último espaço que faz parte do laboratório é a sala de exposição, onde ficam as peças mais interessantes da coleção.

Jonas Filho é curador da exposição e diz que milhares de pessoas frequentam o local anualmente (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Telejornal 3 de Julho Notícias 14ª Edição

Veja mais uma edição do Telejornal 3 de Julho e saiba tudo o que anda acontecendo na nossa região e no estado do Acre, dentre os acontecimentos estão prisões, morte alheia de animal, denúncias do Vereador Alcione de Epitaciolândia e outros.

Com farinha de mandioca e pirarucu, chef cria ‘sushi’ acreano

Receita foi servida em uma das principais feiras de negócios do Acre. Chef acreano coleciona receitas com produtos regionais.

Com farinha de mandioca e pirarucu, chef cria ‘sushi’ acreano e elabora petit gateau de açaí e tucupi (Foto: Arquivo pessoal)

Você achava que o brasileiro já havia ultrapassado todos os limites ao incluir cream cheese no sushi? Mas não para por aí, porque o chef acreano Jaire Oliveira, de 30 anos, mostrou que pode muito mais que isso e adaptou a receita japonesa com produtos regionais.

Com goma de tapioca e farinha de mandioca, surgiu o “sushi” acreano que leva no recheio pirarucu defumado.

A invenção culinária foi servida durante a maior feira de agronegócios do estado, a Expoacre, que ocorreu no começo deste mês. Mas, a receita foi criada no ano passado durante o festival de mandiocultura, que ocorreu em Cruzeiro do Sul.

Há 11 anos ele se dedica a pratos em que os produtos da terra são o grande diferencial. Ele conta que ainda não há um preço definido para a, digamos, engenhoca culinária, porque a apresentação dos pratos tem se dado somente em eventos de grande público.

“Eu procuro tentar agregar algo do nosso estado, produtos regionais. Nunca precisei pedir produto de fora. Em outro festival, que era de carnes, fiz uma maminha defumada com talharim de pupunha e vinagrete com emulsão de cupuaçu”, relembra.

Já para o “sushi” acreano, ele usou também produtos ligados à mandioca – produção forte no estado, principalmente no Vale do Juruá. Considerado o atual embaixador da gastronomia no estado, Oliveira é sempre convidado a fazer os pratos em eventos do governo e também do Sebrae.

“Nessa receita, faço a base como se fosse uma tapioca fina – 20% goma e 80% farinha de mandioca. Mistura os dois e trabalho com pirarucu fresco, coloco no sal para desidratar e faço como se fosse um bacalhau”, ensina.

Sushi foi criado durante festival em Cruzeiro do Sul, conta chef (Foto: Divulgação/Sebrae)

Receitas

Mas, o leque de pratos feitos com produtos da terra é bem maior. Entre as receitas criadas por ele, está um creme brûlée de mandioca, cuscuz só com farinha e mandioca tropeira. Outro prato que também chama atenção e o fez se destacar em uma competição em Manaus (AM) foi o medalhão de pirarucu com banana frita.

“Estou criando outros pratos à base de farinha e também uma sobremesa que o nome que vai ser petit gateau amazônico. Vou fazer um minibolo de mandioca, o recheio com calda de açaí e estou fazendo um sorvete de tucupi. Em cima um jambu crocante, que já fiz um teste e apresentei em outros eventos, é com açúcar caramelado e ele fica crocante”, antecipa.

Perguntado sobre o motivo que o faz sempre focar nos produtos regionais, ele é enfático ao dizer que é uma questão que ultrapassa a culinária, passando pela cultura e terminando na movimentação da economia do estado.

“Nós valorizamos mais nosso produto, e fazemos crescer mais nosso estado, trabalhando com aquilo que temos de melhor, que são nossos produtos regionais, como a banana e o cupuaçu. Se as pessoas de fora estão vindo atrás de pegar algo que temos aqui, então são importantes”, destaca.

Planos

Os pratos ainda não são comercializados em grande escala. Mas, o chef antecipa que têm planos e pensa em montar também um restaurante bem regional para que os pratos sejam o principal atrativo dos público.

“Como sou muito convidado para eventos, geralmente eles compram o material e cobro somente a mão de obra, por isso, é difícil falar em preço. Mas, tenho planos de abrir uma peixaria, em sociedade com um amigo, e já estudo até mesmo o sushi como um prato de entrada”, revela.

Do G1 Acre

Camarote desaba e dez pessoas ficam feridas durante Festival do Açaí em Feijó

Acidente ocorreu na noite deste domingo (12) durante a 19ª edição do evento no interior do Acre. Segundo bombeiros, duas vítimas mais graves foram levadas para o hospital da cidade.

Um acidente durante a 19ª edição do Festival do Açaí deixou dez pessoas feridas na cidade de Feijó, no interior do Acre. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, um camarote desabou parcialmente na noite de domingo (12), durante o evento.

O evento foi organizado pela prefeitura da cidade. Ao G1, a prefeitura informou que o camarote que caiu era particular e que vai se pronunciar posteriormente.

Duas pessoas ficaram feridas com maior gravidade e foram levadas para o hospital da cidade. Uma delas com queimaduras pelo corpo e outra com fraturas. Os bombeiros informaram que ainda não se sabe as causas do acidente, mas que deve ser investigado.

O major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros, afirmou que a equipe foi acionada para fazer a retirada das pessoas do local e já fez os primeiros socorros.

“A pessoa que ficou com queimaduras foi porque estava manuseando material de cozinha, de fritura no momento do acidente. Os demais foram escoriações leves e outras com traumas de pânico mesmo, porque houve um princípio de pânico”, disse Falcão.

Sobre superlotação, o major disse que não era possível afirmar que o local estava com número de pessoas acima do permitido.

“No momento do acidente não podemos precisar quantas pessoas estavam dentro do camarote, mas tinha bastante gente. Tem que ser investigado, porém toda estrutura tem uma capacidade. Normalmente, quando há um desabamento é porque tem excesso”, concluiu.

3 de Julho Entrevistas 12ª Edição

Veja nesta edição a entrevista com o Vice-presidente da Câmara de Brasileia, Rozevete Honorato ele que vai contar um pouco da sua carreira política e também falará da sua experiência como vereador de primeiro mandato.

3 de Julho Entrevistas 12ª Edição

Nesta entrevista o vereador Edu Queiroz falou da sua trajetória  política, inclusive dos seus três mandatos seguidos em legislaturas anteriores, assista!!!!

Por meio da capacitação profissional, governo forma futuros empreendedores

Os 15 alunos do curso de pães e massas realizado na Cidade do Povo no turno da tarde, concluíram a capacitação em grande estilo.

Por Juliana Carla

No encerramento do curso realizado na escola móvel do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) os alunos mostraram na prática o que aprenderam em sala de aula.

Pizzas, pães, torradas, salgados e doces fizeram parte do banquete oferecido pelos alunos. Uma demonstração de que eles estão realmente preparados para assumir novos compromissos profissionais no setor.

Ao longo deste ano diversos cursos profissionalizantes estão sendo oferecidos na Cidade do Povo. A capacitação profissional é um programa do governo do estado, que faz parte do projeto de pós-ocupação desenvolvido nos conjuntos habitacionais por meio da Secretaria de Habitação de interesse Social (Sehab) junto a instituições de ensino.

Ao todo são 1600 vagas oferecidas nesta etapa de qualificação profissional no maior empreendimento habitacional do estado. Dentre os mais de 70 cursos oferecidos pelo Senai estão: mecânica de motos, encanador, pintor, salgadeiro, pizzaiolo, bolos e tortas, pães e massas dentre outros, todos com carga horária mínima de 40 horas.

Este é o quarto curso que Áurea de Sena Leite conclui, assim como nos demais ela afirma que superou suas expectativas e pretende aproveitar o aprendizado e montar um empreendimento. Para Áurea, participar dos cursos era um sonho, ela não esconde a emoção a satisfação de ter essa oportunidade.

“Eu sempre sonhei aprender a fazer doces, salgados, bolos e pizzas. Aqui a gente tem essa oportunidade, eu não quero parar não. Ainda pretendo fazer outros cursos também porque quero montar meu próprio negócio”, disse.

O sentimento de Carleus Alves, não é diferente. “A gente agradece muito por essa oportunidade que nós estamos tendo aqui na Cidade do Povo. Se não fosse assim, eu não tinha como fazer esse curso. Além de aprender a fazer doces e salgados, de graça, a gente passa a conhecer as pessoas maravilhosas que também fizeram o curso. Agora vou dar continuidade ao meu projeto de ter meu espaço no mercado”, disse.

A gestora da Sehab, Janaína Guedes, reafirma o compromisso do governo do Estado em gerar oportunidades de trabalho e renda das famílias.

“É notório que para se garantir no competitivo mercado de trabalho as pessoas precisam buscar o aperfeiçoamento profissional em diversas áreas do conhecimento. E o projeto de pós-ocupação reafirma o compromisso do governo do Estado com o sonho desses moradores. Estamos encerrando uma etapa e agora eles darão continuidade em suas vidas profissionais. É gratificante ver o empenho de cada um e poder participar desse processo”, destacou a gestora.

Como funciona o projeto

O Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional lançado pelo governo federal em 2009 com o objetivo de proporcionar ao cidadão brasileiro condições de acesso à moradia própria, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Para isso, o governo fornece condições especiais de financiamento, por meio de parcerias com estados, municípios e empresas sem fins lucrativos.

No Acre, as famílias beneficiadas com o programa são assistidas pela Sehab com o projeto de pós-ocupação, o qual prevê a assistência cultural, educativa e capacitação profissional visando a integração das famílias, tendo em vista serem oriundas de diferentes bairros.

A escolha dos cursos se dá a partir de pesquisa realizada com os moradores para identificar e suprir quais as necessidades das famílias.

Para atender às demandas, a Sehab, em parceria com Caixa Econômica Federal, contrata as instituições de ensino para ministrar a capacitação e em seguida a orientação de como gerir o próprio negócio.

Ao todo mais de 6 mil pessoas já foram contempladas com os programas que atende a moradores dos bairros Cidade do Povo, Abunã, Jarbas Passarinho, Rosa Linda I, II e III e Eldorado I e II.

Produtores rurais participam de curso sobre fabricação de derivados do leite

No encerramento do curso haverá uma degustação dos produtos produzidos pelos participantes da qualificação.

Queijos dos mais variados tipos, iogurtes, manteiga, doces e até licor estão entre os produtos derivados do leite ensinados na qualificação “Fabricação de derivados do leite”, ofertado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem (Senar) em parceria com o governo do Estado por meio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) e Embrapa na Expoacre 2018.

Os participantes são produtores rurais de Acrelândia, Bujari, Senador Guiomard, Plácido de Castro e Rio Branco que estão participando das aulas na carreta do Núcleo Móvel de Transferência de Tecnologia da Embrapa, na Fazendinha.

Francisco Dantas, coordenador da Cadeia do Leite da Seaprof, explicou que muitos produtores de leite estão investindo na produção informal. “Em virtude disso, reunimos aqui produtores do entorno da capital para esse curso de boas práticas. Eles já produzem produtos de excelente sabor, mas precisam imprimir mais qualidade”, afirma Dantas.

Valdomiro Bento, participante do curso, disse que a oportunidade está sendo importante. “Isso nos ajuda a alavancar a renda familiar”, destacou o produtor.

A qualificação tem duração de 24 horas, que está sendo dividida em três dias. No encerramento do curso haverá uma degustação dos produtos produzidos pelos participantes da qualificação.

Viveiro da Floresta vai disponibilizar mudas aos visitantes da Expoacre 2018

A 45◦ edição da Expoacre traz como novidade o stand do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Por Agnes Cavalcante

Mais uma vez o Viveiro da Floresta, mantendo sua a tradição, está presente na Expoacre 2018, com a mostra da produção de mudas de espécies florestais e frutíferas, que serão disponibilizadas para doação no último dia de exposição, domingo, 5.

Os visitantes da maior feira de entretenimento do Acre vão desfrutar de mudas das espécies frutíferas de abacaxi, açaí, acerola, cacau, caju, graviola, cupuaçu, dentre outras, e de espécies florestais como a andiroba, angelim, castanheira, seringueira, copaíba e os ipês. O espaço também agrega toda a diversidade de palmeiras, também conhecidas como “palheiras”.

O Viveiro da Floresta e a Biofábrica, unidades da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), produzem mais de 600 mil mudas por ano, sendo que, em 2018, 40 espécies diferentes estão sendo disponibilizadas aos visitantes da Expoacre.

“No último dia de exposição, vamos doar cinco mil mudas aos visitantes da feira. A proposta é estimular o plantio nas residências e propriedades rurais”, ressalta o coordenador do Departamento de Silvicultura da Sema, André Schatz.

As senhas para os interessados em adquirir as mudas serão disponibilizadas a partir das 15 horas, no domingo. A entrega das plantas se inicia às 17 horas.

Os investimentos do Estado no Viveiro da Floresta e na Biofábrica recebem apoio dos seguintes parceiros: Banco Mundial, Fundo Amazônia e Banco Alemão KfW.

Stand do CAR e PRA

A 45◦ edição da Expoacre traz como novidade o stand do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Durante a feira serão realizadas inscrição de imóveis no CAR, ofertados atendimento a solicitações de retificação de cadastros já realizados, análise prioritária e a adesão ao PRA.

“Todas as dúvidas e informações sobre o CAR e os trâmites da regularização ambiental de imóveis podem ser sanadas neste espaço, planejado de forma excepcional e especialmente para atendimento dos visitantes da Expoacre 2018”, salienta o secretário de Meio Ambiente, Edegard de Deus.

Gamelas produzidas por jovens de Porto Dias mostram potencial do artesanato na Expoacre

Uma mostra de gamelas artesanais em madeira produzidas por 20 jovens do Ateliê da Associação Seringueira Porto Dias (ASPD) compõe um dos estandes do Galpão Sebrae, na Expoacre.

A exposição foi aberta na quinta-feira, 2, e mostra o resultado do projeto de economia criativa que tem mudado a realidade de jovens e suas famílias da zona rural e florestal do Acre, em Acrelândia. As gamelas estão sendo comercializadas ao custo de R$ 450 e R$ 500.

Executada pela ASPD, a ação é promovida pelo plano de gestão do governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) BID/PDSA-II (aproveitamento de resíduos madeireiros).

Após a estruturação dos espaços do sistema produtivo e a realização de cursos, a Sema buscou apoio dos Pequenos Negócios, coordenação do artesanato e do Sebrae no Acre para a difusão e divulgação das peças.

“Essa é uma iniciativa inovadora e faz parte de uma premissa do governo que é aproveitar ao máximo aquilo que a floresta pode dar para a geração de trabalho e renda. Aqui mais do que trabalho e renda tem o alcance nos jovens que estão produzindo peças com resíduos, criando um valor de futuro”, ressaltou o secretário da Sema, Edegard De Deus.

Como estratégia de geração de trabalho e renda envolvendo jovens da comunidade, a ASPD iniciou o projeto com a parceria do artesão Nonato Montefusco para a capacitação e produção de gamelas.

O presidente da ASPD, Jesus Chaves mostrou sua satisfação em participar pela segunda vez de um evento para difundir e comercializar o fruto de um trabalho elaborado por jovens de sua comunidade.

“Há um mês na rodada de negócios vendemos tudo em dois dias para lojistas de vários estados. Não cortamos nenhuma árvore. Só pegamos madeira tombada e de reaproveitamento. Quem incentiva o nosso trabalho é a Marlúcia Cândida. Ela acha lindo. Começamos ano passado com nossos jovens e hoje aqui temos o resultado mais que positivo.

Agradecemos ao governo por todos esse apoio. Somos os cuidadores da floresta, e com muito ânimo e amor iremos continuar cuidando. Você não está comprando só uma peça, mas o histórico guardado nela”, disse.

A primeira-dama Marlúcia Cândida foi escolhida pela associação como madrinha do projeto. Ela vem incentivando várias ações na comunidade Porto Dias. Presente na abertura, Marlúcia foi homenageada pelos jovens artesãos.

Em sua fala, ela citou o artesão Nonato Montefusco como o grande responsável e idealizador do projeto.

“Conheço o Nonato há vinte anos trabalhando com gamelas e querendo desenvolver esse projeto em Porto Dias. Foi ele que acreditou que as gamelas poderiam levar jovens da comunidade para um outro mundo com uma outra visão, novas esperanças, novas riquezas financeiras, ambientais e pessoais. Se sou considerada madrinha ele é o pai.

O senhor Jesus nos deu uma aula de como enxergar a floresta e valorizar. De como uma peça não pode ser vista como um pedaço de madeira, ela tem toda uma história em sua essência e construção de mundo. Sonho em ver essas peças em vitrines pelo mundo. Parabéns aos jovens que acreditaram que dentro da floresta também se realizam sonhos.

O governo acreditou e, junto com a comunidade, executou esse rico projeto, tendo parceiros como o Sebrae. Que venham boas vendas”, comentou.

“Ficamos muito felizes em apoiar mais um projeto de sucesso em parceria com o governo e o apoio da Marlúcia. O Sebrae tem uma história com o artesanato acreano de muito tempo com ações de formação e difusão”, comentou Mâncio Cordeiro, diretor-superintendente do Sebrae.

Gamelas: o novo carro-chefe do artesanato acreano

As peças fabricadas com técnicas de entalhe em madeira (muiracatiara, tauari carvão, favo de orelhinha, balsamo vermelho e bacuri de anta), design único, inovador e sustentável uma mistura de rústico com algo mais fino, estão prontas para ganharem novos mercados.

“A Sepn entrou nesta parceria para justamente dar mais eficiência ao projeto no que diz respeito a gestão e o mercado. Essa mostra na Expoacre é para apresentar para a população acreana o novo carro-chefe do artesanato acreano nas feiras nacionais e eventos de rodada de negócios”, comentou Wanderson Lopes, coordenador de artesanato da Sepn.

A arte em gamelas dos jovens artesãos

São 20 jovens da comunidade participando do ateliê com produção diária de dez gamelas feitas com madeira tombada de reaproveitamento, o que é representativo em termos de resíduos.

O objetivo é qualificar os jovens em técnicas inovadoras, além de mostrar para a comunidade extrativista e rural que é possível viver na floresta preservando o meio ambiente e promovendo o seu sustento.

Daiane Correia do Nascimento, 19 anos, sabe de cor o nome de cada madeira. Ela conta que todas as peças, mesmo não sendo de sua autoria, passam por suas mãos para efetuar os acabamentos.

A jovem vê um futuro promissor. Segundo Daiane, a venda das gamelas tem contribuído para que os jovens ajudem suas famílias e paguem os estudos na faculdade.

“Nasci e me criei na comunidade e vim embora para Rio Branco, estudar e trabalhar, mas não deu certo. Resolvi voltar, e para minha felicidade o meu futuro de oportunidades estava em Porto Dias.

Quando estou fazendo uma peça, vejo nela o meu futuro. Na hora que a gente cata na mata, ela já vem no formato da natureza, cada peça é única, nunca vai ser uma igual.

Umas mais largas outras mais estreitas, corações, coisa que te dão um pensamento mais forte. Na floresta você se sente à vontade. Somos os guardiões.”

Foi Daiane que presenteou a primeira-dama com uma gamela. “A Marlúcia nos ajudou e continua apoiando. É uma honra poder mostrar a ela o fruto do nosso trabalho. Que o apoio do governo e dela, dos parceiros não foram em vão. Desse lucro já tem jovens fazendo faculdade.”

Lançamento da exposição de gamelas do Ateliê da Associação Seringueira Porto Dias

Com o olhar na economia criativa será aberta a exposição de gamelas, produzidas pelo Ateliê da Associação Seringueira Porto Dias (ASPD), nesta quinta, 2, no galpão do Sebrae, na Expoacre, às 20 horas.  

Por  Agnes Cavalcante

O projeto executado pela ASPD é promovido pelo plano de gestão do governo do estado, por meio da secretaria de Meio Ambiente /BID/PDSA-II (aproveitamento de resíduos madeireiros), idealizado pelo gabinete da primeira-dama Marlúcia Cândida em parceria com a coordenação do artesanato da secretaria de estado de Pequenos Negócios (Sepn) e Sebrae.

As peças fabricadas com técnicas de entalhe em madeira (bálsamo vermelho), design único, inovador e sustentável uma mistura de rústico com algo mais fino, são elaboradas pelos jovens artesãos da ASPD, situada na reserva na zona rural em Acrelândia. O mostruário estará à venda durante a Expoacre.

São 20 jovens da comunidade participando do ateliê com produção diária de dez gamelas feitas com madeira tombada de reaproveitamento, o que é representativo em termos de resíduos. O grupo recebe uma bolsa auxílio para estimular e garantir uma renda extra.

O objetivo é qualificar os jovens em técnicas inovadoras, além de mostrar para a comunidade extrativista e rural que é possível viver na floresta preservando o meio ambiente e promovendo o seu sustento.

Rotary Club conscientiza população durante Expoacre

Durante o mês de agosto, entidades de saúde e autoridades, juntamente com parceiros, buscam lembrar a sociedade de manter as crianças e adolescentes com as vacinas em dia.

Por Victor Augusto

Os sócios que compõem o Rotary Club de Rio Branco, aproveitam as cinco noites de exposição para conscientizar a população que frequenta a feira, da importância de vacinar as crianças e adolescentes.

O Rotary Club é o maior patrocinador da vacina contra a paralisia infantil por meio do programa Pólio Plus.

Seus associados estarão distribuindo panfletos aos visitantes da Expoacre, lembrando do período de vacinação, assim como do Dia D, como explica a presidente do Rotary Club – Penápolis, Railda Alexandre.

“Toda a família rotariana de Rio Branco está empenhada em ajudar o estado a aumentar o número de crianças com a vacina em dia. Não podemos permitir que vidas sejam encerradas por descuido. O sarampo está em estados vizinhos e não queremos que o mesmo ocorra aqui, então queremos lembrar aos pais e responsáveis que devem levar seus filhos para vacinarem”, disse Railda.

Em visita aos clubes do Acre, o governador do Rotary, Mancio Mártyres lembra que o cuidado começa em casa.

“Pais e responsáveis não podem esquecer da importância que é vacinar seus filhos. Estamos em uma luta intensa em erradicar a paralisia e não podemos permitir que outras doenças voltem para prejudicar nossa sociedade e nossa família”, destacou Mancio.

O período de vacinação será de 6 a 31 de agosto, tendo seu Dia D, no dia 16 de deste mês. Pais, mães e responsáveis devem buscar o posto mais próximo e manter a carteira de vacinação em dia!

Festivais indígenas celebram cultura e espiritualidade dos povos do Acre

A diversidade étnica acreana impulsiona uma verdadeira revolução cultural no estado, que somente neste ano será palco de 43 festivais indígenas.

Durante o fim de semana, três eventos simultâneos: Mariri Yawanawa (Aldeia Mutum, Terra Indígena Yawnawa do Rio Gregório), Festa da Aldeia Peredão (TI Katunina/Kaxinawa) e Festival do Povo Katunina (TI Katukina Campinas). Todos contam com o apoio do governo do Estado.

Nos últimos anos, o governo do Acre mudou seu plano de turismo aliado ao desenvolvimento sustentável, saindo um pouco da proposta do ecoturismo e apostando mais no misticismo da floresta, como os geoglifos, o turismo de base comunitária e o fortalecimento de seus festivais indígenas.

“Para se ter uma ideia, em 2013 tínhamos apenas três festivais indígenas sendo realizados em todo o Acre. No ano passado, saltamos para 27 e este ano estão previstos 43, com a participação de turistas nacionais e internacionais, além de contarmos com o apoio do governo do Estado”, destaca a secretária de Turismo e Lazer, Rachel Moreira.

O Acre concentra 16 povos indígenas. De acordo com o assessor de Assuntos Indígenas, Zezinho Yube, o estado é referência em políticas públicas. “Enquanto no restante do país os índios são tidos como ‘problema’, no Acre somos solução e disseminadores do desenvolvimento sustentável.”

3 de Julho Entrevistas 10ª Edição

Assista a entrevista com a Presidente da Associação dos Portadores de Hepatite do Alto Acre e conheça: Dos tipos de hepatite até o tratamento”.

3 de Julho Entrevistas 9ª Edição

Veja a entrevista com o Vereador Joelso Pontes que vai falar da sua experiência na política de Brasileia.