Brasileiro vira ‘chef da maconha’ no Uruguai e faz até jantar para idosos

Gustavo Colombeck diz que já recebeu proposta para trabalhar na Europa e chega a atender grupos de até 130 pessoas – mas sonha que a erva seja liberada pelo STF para que possa cozinhar no Brasil.

Gustavo Colombeck deixou o Espírito Santo para morar no Uruguai e se tornar um chef canábico (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Um prato bem servido de macarrão chega esfumaçando à mesa e enche os olhos ao ser coberto por uma generosa porção de molho de tomates frescos com frutos do mar. Quem experimenta a iguaria busca o sabor e a sensação de um ingrediente incomum: a maconha.

Em abril de 2017, Gustavo Colombeck, de 27 anos, deixou Vitória, no Espírito Santo, para se dedicar à culinária canábica no Uruguai, onde o consumo da erva é permitido. Nos primeiros meses, trabalhou em um hostel em troca de um lugar para dormir e uma ajuda de custo. Mas logo o jovem, que cursou gastronomia na terra natal, percebeu que poderia usar seu conhecimento sobre a maconha para ganhar dinheiro.

“Vi que as pessoas vendiam muitos cookies e brownies com maconha. Eu já tinha testado algumas receitas canábicas e resolvi fazer o mesmo com alfajores, que é o doce mais consumido no Uruguai. Montei uma barraca numa feira e logo no primeiro dia vendi os 30 que fiz”, conta ele à BBC Brasil em São Paulo.

Menos de um ano depois, o jovem se tornou uma referência na culinária canábica. Ele conta que sua agenda já está cheia até novembro e que já recebeu propostas para trabalhar em restaurantes na Europa. Mas Colombeck quer ficar no Uruguai mais um ano e depois se mudar para a Califórnia (EUA), hoje o maior mercado de maconha do mundo.

Ele diz ter identificado cerca 20 grandes chefs especializados em cannabis em todo o mundo – a maior parte nos Estados Unidos. Uma delas é Millie Fernandez, conhecida por cozinhar para os rappers Snoop Dogg e Tyga.

Segundo o chef canábico brasileiro, o músico Marcelo D2 já comeu um de seus pratos no Uruguai.

‘Não é só ficar chapado’

Colombeck, o “sobrenome” que o jovem adotou profissionalmente, é uma gíria que surgiu enquanto seus amigos brincavam sobre sua habilidade em “colar um beck (cigarro de maconha) em qualquer situação”.

Ele afirma que fez muitos testes, inclusive em laboratório, além de estudos incansáveis à beira do fogão para saber o momento ideal para acrescentar maconha em cada um de seus pratos. A intenção é causar efeito um psicoativo semelhante ao de fumar ou vaporizar a erva e, mas também ter o controle de sua dosagem.

Para manter o sabor das flores da maconha em suas receitas e ainda “dar um barato”, o chef usa azeite ou manteiga à base de cannabis durante o cozimento. Isso porque o THC (tetrahidrocanabinol – princípio ativo da maconha) é ativado após as flores da erva serem infusionadas em algum óleo ou gordura numa reação chamada de descarboxilação.

Mas Colombeck explica que também é possível ativar o THC ao infusionar a erva diretamente durante o preparo de carnes com gordura, alguns peixes e receitas com leite, como o escondidinho.

Talharim com molho de frutos do mar e maconha feito por Gustavo Colombeck (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

“É necessário muito estudo para saber a hora certa de aplicar a maconha em cada receita. Se você colocar na hora errada, pode ficar muito fraco, perder o sabor ou te derrubar com uma brisa muito forte. A intenção não é só ficar chapado, mas sentir o sabor da genética (variedade de maconha) usada, da entrada à sobremesa, com uma experiência natural e leve”, explica.

O cardápio canábico de Colombeck tem desde massas e carnes a sorvetes e drinks. Tudo feito de acordo com o paladar e consumo de maconha de cada cliente.

“As pessoas têm receio de comer comida com maconha e passar mal. E estão certas. É muito fácil errar a proporção e colocar muita erva. Para evitar isso, eu faço uma entrevista antes do preparo de cada prato para saber qual a dosagem ideal para cada pessoa. Se ela nunca fumou maconha, faço algo bem leve. Passo o dia todo me preparando, porque cada jantar é personalizado”, conta.

Da raiz à semente

A folha da maconha é o principal símbolo usado para representar a cannabis, mas não é a parte da planta com a maior concentração de THC. Muitos não sabem, mas o que os usuários moem para fumar ou usar como remédio são as flores – ou buds -, onde está a maior porção do princípio ativo da erva.

Mas o chef reaproveita as folhas, sementes, talos e até a raiz da planta em sua cozinha.

“É possível fazer leite, azeite e farinha com as sementes depois de secá-las. Uso os talos para fazer parrilla de defumação para colocar na brasa da churrasqueira e com as raízes eu faço um chá muito bom para o estômago. As folhas são ótimas para decorar e fazer temperos secos”, afirma Colombeck.

Cada parte da planta precisa de um cuidado específico antes de ser consumida. As raízes, por exemplo, ficam pelo menos uma semana de molho na água para que o fertilizante usado no cultivo da planta seja retirado. Há pessoas que ainda usam a erva para fazer óleo para massagem, sabonete, lubrificante e até supositório contra cólica menstrual.

O chef alerta, porém, que pessoas que não conhecem a procedência da maconha que consomem precisam redobrar os cuidados. No Brasil, a maior parte da cannabis consumida é comercializada na forma prensada, considerada de baixa qualidade. Ela é vendida em pedaços ou em blocos inteiros, contrabandeada principalmente via Paraguai.

Nesses casos, o chef diz que é necessário que a maconha seja lavada em água morna, secada e depois colocada num pote de vidro para curar antes do uso culinário. Colombeck diz que essa técnica faz a planta ficar mais limpa – pois algumas chegam a mofar por causa da umidade – e ajuda a melhorar o sabor. Ele afirma que a lavagem não tira a potência psicoativa da erva, já que o THC não se dissolve na água.

Ele explica que 75 gramas de flores de maconha chegam a render cerca de 5 litros de azeite canábico.

“Em breve, vou lançar um canal no YouTube para ensinar todos esses passos. Quero mostrar que dá certo lavar o prensado para tirar suas impurezas e fazer receitas. Não é porque a pessoa não tem acesso a uma maconha de qualidade que ela vai deixar de cozinhar”, afirma.

Sobremesa de banana com chocolate infusionado com a genética de maconha, Chocolopes (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Para o chef, a legalização da maconha no Brasil é uma questão de tempo e a culinária canábica, “mais uma frente de luta nesse sentido”.

“Imagine um pai poder colocar leite com cannabis na mamadeira para aliviar as crises de epilepsia de seu filho? Ou fazer um suco detox com maconha para tomar e relaxar depois de um exercício físico? Em 2018 eu quero mostrar que isso é possível, de forma simples e segura”, afirma.

Jantar para idosos

Alguns jantares feitos pelo chef são oferecidos na casa onde mora em Montevidéu com o youtuber brasileiro Henrique Reichert, do canal “Eu, a Maconha e uma Câmera”, que usa as redes sociais para ensinar a cultivar cannabis. O jantar geralmente é servido no quintal para casais ou grupos de até dez pessoas.

Mas há exceções, como coquetéis para grupos maiores em clubes canábicos e empresas, com degustações e petiscos. Nesses eventos externos, o chef coloca seus ingredientes e utensílios dentro de uma mochila de escalada e faz o banquete na casa ou salão do cliente.

Ele conta que ele atende até cinco pessoas por semana em sua casa e faz dois eventos externos por semana. O maior deles tinha 130 pessoas.

O preço da exclusividade é US$ 150 por pessoa (cerca de R$ 500), com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Se o cliente optar apenas pelo prato principal, paga US$ 50.

Mesmo ilegal, o último jantar que Colombeck ofereceu foi há uma semana, no Rio de Janeiro. Seus clientes eram quatro idosos com idades entre 60 e 75 anos.

Quem contratou o banquete foi Felipe, de 75 anos. Ele contou à BBC Brasil que conheceu o chef em dezembro, quando visitou a Expocannabis, feira destinada à maconha, no Uruguai.

“Depois da exposição, fomos convidados a um jantar, onde eu conheci o Gustavo. A comida era maravilhosa e eu disse que ele precisaria fazer o mesmo para meus amigos no Rio quando ele fosse ao Brasil”, conta.

Assim como escolhe um vinho ou molho de pimentas na prateleira do supermercado, ele e cada um de seus amigos disseram a Colombeck quanto THC queriam na comida.

“Eu e mais dois amigos pedimos a dosagem mais forte e outros dois, a mais fraca. Ele fez um namorado recheado com legumes e cogumelos. Todos nós sentimos uma brisa incrível e um sabor espetacular, na dosagem correta”, conta Felipe.

Gustavo Colombeck faz jantar para grupo de idosos no Rio de Janeiro durante passagem pelo Brasil (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Ele disse que não se cansa de recomendar a culinária canábica para seus amigos e convidá-los a comer uma refeição feita por Colombeck no Uruguai.

“É uma experiência inesquecível. É triste pensar que temos de viajar para a Holanda, Estados Unidos ou Uruguai para vivenciar algo assim. Isso mostra o quanto vivemos num país opressor, que tem preconceito e criminaliza os usuários de maconha, uma simples planta.”

Mercado brasileiro

O chef conta que, embora planeje morar nos Estados Unidos, sonha em voltar e trabalhar com maconha no Brasil. Para ele, a proibição do uso da erva impede que o país ganhe dinheiro e se desenvolva.

“O brasileiro é muito criativo e, ao invés de (o país) estimular isso, está exportando seu conhecimento. O Uruguai, por outro lado, abre os braços para pessoas com ideias e projetos novos. Isso é causado pelo preconceito que muitos brasileiros ainda têm com maconha, por falta conhecimento. Eu faço minha parte e levo informação para o maior número possível de pessoas”, afirma.

Uma de suas referências na cozinha é o paulistano Alex Atala. Ele diz que o reconhecido chef brasileiro poderia usar seu conhecimento e popularidade para fazer receitas com maconha e mostrar que a planta não é prejudicial.

“Eu vi ele (Alex Atala) fumando (o que parecia ser) um baseado em uma série da Netflix. Eu queria perguntar para ele se ele usa maconha na comida que faz em casa. Fico imaginando como um cara admirado desses poderia revolucionar a culinária e cultura de um país.”

A ação sobre a descriminalização do uso de maconha está no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2011, e até agora só três ministros votaram.

O relator do caso, Gilmar Mendes, defendeu a descriminalização de todas as drogas em agosto de 2015. Edson Fachin e Luís Roberto Barroso foram favoráveis à descriminalização apenas da maconha.

O último pedido de vista foi de Teori Zavascki, que interrompeu o julgamento em setembro de 2015. Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes (que herdou a cadeira de Zavascki) devolver o processo à pauta.

O caso criará regra para todos os processos similares. Se a ação sair vitoriosa, a posse de maconha para uso próprio não será mais considerada crime, como ocorre hoje.

Fonte: g1globo.com

Homem é flagrado estuprando galinhas até a morte no Quênia

Ele teria estuprado os animais até a morte. O caso aconteceu em Kapkewn, no Quênia.

Um homem que não teve o nome divulgado foi flagrado tentando esconder os corpos de duas galinhas.

De acordo com informações divulgadas no Portal da Holanda, o suspeito teria roubado as galinhas de um vizinho e abusado sexualmente durante a noite.

O dono dos animais, que também não teve o nome divulgado, disse que ficou chocado com o que viu e exigiu 15 euros por cada galinha, para poder desculpá-lo. Porém, ele afirmou que não queria ver o estuprador perto de sua casa.

A comunidade onde aconteceu o caso ficou chocada e chegou a agredir o estuprador. Ele também foi obrigado desfilar com as galinhas nas mãos.

Portal da Holanda

Suspeito mais procurado da Bolívia é preso no município da Grande em SP

Eliot Leon Fernandez, suspeito mais procurado das autoridades bolivianas, foi preso por uma equipe da Polícia Militar em Santo André, município da Grande São Paulo, numa trama digna de roteiro de cinema.

Eliot e seu irmão Israel, preso na Bolívia, são suspeitos de cometer o duplo homicídio do casal de jovens Carla e Jesus durante a madrugada de Ano Novo na cidade de La Paz, capital da Bolívia.

O crime abalou o país e chegou a mobilizar centenas de policiais à procura de Eliot e provocou o pronunciamento do presidente da Bolívia, Evo Morales, que pediu todo o rigor da lei para os suspeitos.

A prisão

O sargento Marcelo Rego da Força Tática, da PM de Santo André, confirmou que uma denúncia anônima levou sua equipe até uma residência no bairro Recreio Borda do Campo, na cidade da Grande São Paulo.

Lá, foram recebidos por uma família de amigos que abrigava o Eliot, que disse desconhecer os crimes dos quais o rapaz é suspeito.

Mais tarde, a reportagem descobriu que foi a dona da casa que ligou para polícia a pedido do próprio Eliot, que queria se entregar às autoridades brasileiras depois de ver suas fotos espalhadas nas redes sociais.

Eliot confessou aos policiais sua participação no crime e foi conduzido ao 2º DP de Santo André, onde o delegado informou que nada constava contra o suspeito no sistema da Polícia Civil. Em seguida, orientou os policiais militares a levá-lo até a PF (Polícia Federal).

Na PF, os militares receberam a mesma informação, de não existir mandado contra o suspeito, e foram orientados pelo delegado de plantão a levar Eliot até o Consulado Geral da Bolívia, na Vila Mariana.

Por força de lei, Eliot não poderia ser deportado já que não existe nenhum mandado contra ele no Brasil, mas, com o iminente risco de morte caso venha ser liberado no consulado, Eliot manifestou sua vontade de se entregar voluntariamente para ser repatriado.

Procurado foi assaltado

Eliot declarou para sua advogada, Patrícia Vega, que decidiu abandonar a mulher e filha no terminal de ônibus da Barra Funda para que ficassem em casa de familiares e “evitar que ela se complicasse caso alguém descobrir o crime”. Disse que ela nada sabia sobre as mortes.

Também declarou ter sido assaltado após deixar a rodoviária, quando levaram sua identidade e documentos. Foi quando solicitou ajuda de pessoas que o levaram a Santo André, onde o hospedaram na residência onde teria sido encontrado pela polícia.

Por último, disse que ficou surpreso ao assistir a um vídeo em que sua irmã o acusa de ter sido o autor das mortes e do estupro e que chorou muito ao ver a foto da sua mulher e filha nas redes sociais.

Próximas horas

Eliot deverá ser levado por autoridades bolivianas até o aeroporto de Guarulhos onde embarcará nesta tarde com destino a La Paz, capital da Bolívia, onde será preso.

Com exclusividade, a reportagem teve acesso as declarações feitas por Eliot no Consulado da Bolívia.

“Eu, Eliot Ismael Leon Fernandez, com C.I nº 9980630 declaro que me entrego no Brasil na cidade de São Paulo voluntariamente no consulado boliviano porque me acusam de assassinato e a polícia me procurava como principal suspeito e porque a minha esposa Pricila e a minha filha xx tem sido detidas e minha esposa esta gravida de sete meses, minha família esta sendo ameaçada de morte e é por isso que me entrego voluntariamente no consulado no Brasil.

Só esclareço que ninguém me obriga a voltar a Bolívia, que volto pela minha vontade para esclarecer do qual se me acusa em Bolívia e inclusive estou acompanhado da advogada Patrícia Vega.

São Paulo, 26 de janeiro de 2018

Assina Eliot Ismael Leon Fernandez"

Evo Morales fala da prisão

O presidente boliviano voltou a se pronunciar por meio da sua conta pessoal no Twitter, parabenizando policiais bolivianos, pela captura do fugitivo, apesar de eles não terem participado da ação.

noticias.r7.com

Jovens forçam irmã de 13 anos a fazer sexo com homem por R$ 30 em Tarauacá

Menina aparenta ter dez anos e está 'muito abalada', segundo delegado. Irmãos confessaram o crime e garota vai ser encaminhada para um abrigo.

Dois jovens foram presos suspeitos de negociar a própria irmã, de 13 anos, pela quantia de R$ 30 e forçá-la a fazer sexo com um homem. O caso ocorreu na Comunidade Igarapé Mamoré, a 58 quilômetros de Tarauacá. A menina está com o Conselho Tutelar e vai ser encaminhada para um abrigo.

Os acusados, que têm 22 e 23 anos, respectivamente, foram presos nesta sexta-feira (26) e vão responder por estupro de vulnerável. O delegado que investiga o caso, Alexnaldo Batista, disse que o episódio ocorreu após uma bebedeira. O suspeito de ter entregue o dinheiro aos irmãos e feito sexo com a menor ainda não foi capturado.

O delegado informou que a polícia soube do caso após moradores da comunidade denunciarem o caso ao Conselho Tutelar.

“Prendemos eles após denúncia de representantes do Conselho Tutelar. A menina ainda não foi ouvida, ela é muito humilde, tem 13 anos, mas parece que tem 10. Ela ainda vai ser ouvida. Está muito abalada, magoada, e não consegue entender porque os irmãos fizeram isso com ela. Passou por exames que confirmaram o abuso e os irmãos também confessaram”, falou.

Batista informou ainda que os irmãos vão ser encaminhados para o presídio. “Eles confessaram que venderam ela em uma bebedeira. O outro fugiu e conseguiu escapar, ele trabalha em uma fazenda e, quando viu a movimentação, fugiu, mas continuamos com as buscas”, finalizou.

Ainda conforme o delegado, a menina não tem pais e era a caçula de 12 irmãos. “Ela morava com os irmãos. O pai morreu e a mãe abandonou a família”, afirma.

Do G1 Acre

Policia já identificou autores de vídeo macabro em que jovem é decapitada

A delegacia de Homicídios já sabe quem são os autores do vídeo em que jovem de 19 anos, Déborah Bessa, aparece sendo cruelmente assassinada , em Rio Branco.

O vídeo foi divulgado nas redes sociais somente na manhã desta sexta-feira (26), mas a gravação já estava em poder da polícia a mais de uma semana e de acordo com o delegado responsável pelas investigações, Rêmulo Diniz, todos os envolvidos já foram identificados.

A polícia já conseguiu apurar que o vídeo foi gravado por uma mulher que já até foi chamada para prestar esclarecimentos na delegacia. O inquérito foi parcialmente concluído e o poder judiciário provocado a expedir os devidos mandados judiciais, dependendo a polícia apenas da autorização da justiça para prender os suspeitos.

No total, participaram da gravação duas mulheres e quatro homens, sendo dois deles menores, e devem ser indiciados pelos crimes de, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.

Fonte: ac24horas

Vídeo mostra membro de facções decepando jovem em Rio Branco

O desfecho da história de Déborah Bessa, de 19 anos, ganha um novo capítulo brutal.

Após ser encontrada morta no último dia 13, em uma área de mata localizada no final da rua chapecoense região do bairro Caladinho, um vídeo de pouco mais de 50 segundos ganha as redes sociais nesta sexta-feira, 1. Nas imagens, um homem com uma camisa na cabeça segura a vitima pelo cabelo e desfere golpes de terçado deixando-a a agonizar até a morte. O carrasco de Débora age de forma fria enquanto a vitima clama pela vida. As imagens são fortes e não serão divulgadas pela reportagem.

Ao final do vídeo, os homens em forma de demonstrar poder, mencionaram a facção Comando Vermelho como responsável pelo ato de execução. Pelo menos três homens encapuzados participaram do crime.

Débora havia desaparecido no inicio do mês e a família começou a receber ligações que davam conta de que a jovem havia sido alvo de uma emboscada. A informação era de que Débora, que pertencia a facção criminosa Bonde dos 13, havia pego um mototáxi até a entrada do bairro Caladinho e lá foi abordada por criminosos ligados ao Comando Vermelho que a arrastaram para dentro da mata. O corpo teria sido esquartejado e enterrado em seguida.

Déborah havia se desligado do Bonde dos 13 há algum tempo, chegou a gravar um vídeo informando a sua saída da organização, mas a família acredita que ela tenha sido assassinada pela facção rival.

 Veja o Vídeo 

Por Ac24horas

Indiano abre estrada de 8 km a picareta para os filhos poderem ir a escola

Vendedor de hortaliças passou dois anos removendo rochas para construir caminho; governo promete recompensá-lo e concluir a obra.

Durante dois anos, Jalandhar Nayak, de 45 anos, usou uma enxada e uma picareta para construir sozinho uma estrada de 8 km em um vilarejo remoto do Estado de Orissa, na Índia.

O vendedor de hortaliças trabalhava cerca de oito horas por dia para remover as pedras e abrir o caminho, com o objetivo de reduzir o tempo gasto pelos filhos para ir e voltar da escola, localizada a 15 km.

As três crianças costumavam levar três horas em cada sentido do trajeto em terreno montanhoso.

"Meus filhos tinham dificuldade de andar pelo caminho estreito e cheio de pedras", disse Nayak ao jornal local News World Odisha.

"Com frequência eu os via tropeçando nas pedras. Decidi então esculpir uma estrada que passasse pela montanha, para que eles pudessem caminhar com mais facilidade."

Ainda faltam 7 km de estrada para Nayak concluir sua empreitada. Mas a entrevista à imprensa local chamou a atenção das autoridades indianas, que prometeram construir o restante do trajeto e recompensar o vendedor pelo trabalho já realizado.

A notícia deixou Nayak "muito feliz" – ele aproveitou para pedir eletricidade e água potável para seu vilarejo. Segundo a imprensa indiana, apenas a família de Nayak vive na região – abandonada por outros moradores justamente por falta de infraestrutura.

O esforço do vendedor despertou admiração da população:

"Fiquei impressionado ao ver que ele foi extremamente cuidadoso (na construção) e se assegurou de que nenhuma árvore fosse derrubada para construir sua estrada", afirmou Sibashakti Biswal, primeiro repórter a entrevistar Nayak.

A imprensa tem comparado Nayak a Dasharath Manjhi, conhecido como "homem da montanha de Bihar", que passou 22 anos (de 1960 a 1982) construindo, por conta própria, uma estrada que atravessava montanhas e conectava sua aldeia à cidade mais próxima. O objetivo era evitar que sua mulher se ferisse no trajeto, até então perigoso. Ele morreu em 2007 e teve um funeral com honras de chefe de Estado.

Por BBC

Polícia prende a mulher do bruxo que sacrificava crianças em rituais satânicos

Crianças mortas em ritual de magia negra no RS estavam embriagadas e levaram golpes de faca, diz polícia.

Imagem do templo em Gravataí (RS) onde duas crianças teriam sido esquartejadas em Setembro de 2017.

A Polícia Civil afirmou que as duas crianças de 8 e 12 anos assassinadas em um suposto ritual de magia negra no Rio Grande do Sul foram embriagadas e mortas a facadas.

Ao todo sete pessoas tiveram prisão decretada por envolvimento com o crime.

Os assassinatos começaram a ser investigados em setembro do ano passado, quando os corpos esquartejados das duas crianças foram encontrados perto de uma estrada em Novo Hamburgo, região do Vale dos Sinos – a 50 quilômetros de Porto Alegre.

A polícia começou a investigar o caso e, em dezembro, prendeu quatro pessoas: um suspeito de ter participado dos homicídios das crianças, um homem acusado de ser o líder de uma suposta seita satânica e dois homens que teriam encomendado um ritual à suposta seita para terem sucesso no mercado imobiliário. Outros três suspeitos estão foragidos.

Uma testemunha considerada chave pela polícia disse que as crianças – um menino de 8 anos e uma menina de 12 anos – foram mortas nesse ritual. O suspeito de ser o líder da suposta seita, por sua vez, disse que nunca se envolveu em sacrifícios humanos. Os outros três presos também negam participação no crime.

Segundo o delegado Moacir Fermino, da 2ª Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, no sangue de uma das crianças foi encontrada uma alta dosagem alcoólica: 5,2 mg por litro de sangue. Para se ter ideia, um adulto já é considerado alcoolizado pelo código de trânsito com 0,33 mg de álcool por litro de sangue.

A principal testemunha do caso disse ter presenciado o ritual, que ocorreu em um suposto templo no interior da cidade de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre. Ela teria relatado que as crianças foram esfaqueadas na cerimônia.

Segundo a polícia, as informações dadas por essa testemunha estavam de acordo com o laudo da perícia, que encontrou ferimentos de armas cortantes nos corpos, além da presença de álcool. Por causa de sua importância no caso, a testemunha deve ser incluída em um programa de proteção.

Os peritos descobriram ainda marcas no corpo da menina que indicam que ela tentou lutar contra seus agressores. Mas não está claro se isso ocorreu antes do ritual (possivelmente no momento em que foi capturada) ou na hora em que iria ser morta.

Uma das hipóteses da polícia é que as vítimas estavam desacordadas por causa do álcool no momento dos assassinatos.

“Temos a capa que ele (suposto líder da seita) usava no ritual. Temos uma testemunha que conta como foi. Ela disse que o bruxo falava uma língua estranha. Acreditamos que era aramaico”, afirmou o delegado Fermino.

O policial afirmou também que investigará supostos indícios de que os suspeitos tenham consumido carne do corpo de uma das vítimas. Porém, ainda não é possível afirmar se o suposto canibalismo ocorreu ou não.

“Foi um crime bárbaro, cruel”, afirmou o delegado.

Vítimas argentinas

Os policiais que investigam o caso disseram acreditar que as vítimas sejam de nacionalidade argentina. Isso porque seus perfis não batem com qualquer registro de desaparecimento de menores de idade no Brasil. Seus DNAs também não foram localizados nos bancos de dados nacional.

O fato de um dos indiciados ser argentino fez os policiais estenderem a investigação ao país vizinho. Eles descobriram que o argentino teria trocado um caminhão roubado pelas duas crianças na província de Corrientes. Da Argentina, os irmãos teriam sido trazidos de carro para o Brasil e levados ao templo.

A polícia afirmou ainda que os suspeitos de terem encomendado o ritual para a seita seriam empresários e teriam pago R$ 25 mil para obter “prosperidade no ramo de imóveis”.

O templo onde teria ocorrido o ritual fica em uma área de sítios em Gravataí, a cerca de 30 quilômetros do local onde os corpos foram achados, em Novo Hamburgo.

A reportagem tentou entrar em contato com os advogados de defesa dos suspeitos, mas eles não foram localizados.

A polícia trabalha agora para encontrar os foragidos e assim tentar descobrir a identidade das crianças e como elas foram raptadas.

portaldocapitao.com

Família quer desenterrar corpo que foi enterrado por engano

Antônio Lima da Silva, 54 anos, foi enterrado por engano no cemitério do município de Cruzeiro do Sul.

De acordo com familiares, Liberman, 39 anos, presidiário, era quem deveria ter sido enterrado, pois a responsabilidade do enterro era da funerária, já que o mesmo não tinha parentes no município e ninguém apareceu para identificação do cadáver.

Antônio morava no município de Porto Walter (AC) e morreu em virtude de uma cirrose. A família do mesmo, buscava desde a identificação do ocorrido, autorização para desenterrar o corpo e levá-lo ao município onde ele residia.

Jaqueline Pinheiro, sobrinha do mesmo, foi quem identificou o erro. Ao procurar a funerária com a certidão de óbito em mãos, a sobrinha observou que o corpo que estava lá era do presidiário e que consequentemente o corpo do seu tio deveria ter sido enterrado no lugar do mesmo.

“Ao chegar na funerária, observei que eles iam colocar esse outro homem no caixão. Eu pedi que o rapaz tirasse o lençol de cima do corpo, ele falou que não podia. Então falei para o mesmo que tínhamos que vestir uma roupa nele. Ao retirar o lençol vi que não era meu tio, esse corpo que estava lá tinha até tatuagem na perna. Eles enterraram meu tio pensando que era o presidiário, porque esse homem não tinha parentes e ninguém o identificou.”, relatou a sobrinha.

A família conseguiu a autorização e realizou todos os procedimentos de exumação do corpo e o mesmo já está a caminho de Porto Walter.

Lidiane Gaspar

Mulher se casa com homem 43 anos mais velho após ser ‘trocada por motor’

Maria Angelita foi obrigada a casar aos 15 anos de idade. Hoje, aos 36, ela conta como tomou coragem de deixar o ex-companheiro que a agredia.

A história da doméstica Maria Angelita, de 36 anos, parece ter saído de um filme. Aos 15 anos, ela afirma ter sido trocada por um motor de barco e obrigada a casar com um homem 43 anos mais velho, em Porto Walter, cidade que fica no interior do Acre. Com esse homem, ela viveu por 18 anos e conta que as agressões eram constantes.

Angelita era órfã de pai e mãe e viu sua vida virar um pesadelo quando foi passar uns dias com os tios em Porto Walter.

"Fui criada com meu avô, quando eu tinha 14 anos fui passar uns dias com a irmã do meu pai. Meu tio era um homem muito cruel, não deixava a gente sair pra nenhum lugar. Ele fez um negócio com um cara, eu tipo fui vendida. No final de tudo, ele ganhou a parte de um motor de barco. Nunca consegui esquecer tudo isso”, diz.

Na época, o homem tinha 58 anos. “Eu chorei todos os dias por 18 anos, eu nunca tinha tido um namorado, nunca, e fui obrigada a casar. Ele foi a pior coisa que poderia ter me acontecido”, desabafa.

Da relação com o ex-companheiro, a doméstica teve quatro filhos, de 11, 15, 17 e 19 anos. “Ele me batia na frente deles e depois começou a bater neles, eu queria ir embora mas não ia por causa dos meus filhos”, justifica.

Angelita relembra a crueldade do ex-companheiro. “Ele era muito cruel, tinha muito ciúme. Ele batia e eu reagia. Uma vez ele bateu no meu filho e quebrou a costela dele, ia quebrando o braço. Era faca, pau, tudo que tivesse na mão ele jogava nos meus filhos. Matou um cachorro e jogou nos meus pés”, relata.

Quando o filho mais velho completou 16 anos, Angelita viu a oportunidade de abandonar a vida no seringal Nova Vida, localidade isolada que fica a um dia de viagem de Cruzeiro do Sul.

“Eu tinha medo dos meus filhos passarem fome. Não tem dor maior do que você não saber o que daria pros seus filhos comerem, mas eu cansei dele”, conta.

'Não aguentei mais', diz

Foi em 2014 que Angelita tomou coragem e foi embora com os filhos para Cruzeiro do Sul. “Conversei com a minha tia e ela disse que ia me ajudar. Passei minha vida toda sem amor e sem carinho, trancada dentro de uma casa, vivendo com um homem ruim. Ele é uma pessoa ruim”, diz.

Os filhos deram o impulso que faltava para que ela deixasse a vida ao lado do agressor. "Eu cansei, não aguentei mais. Meus filhos foram crescendo e a violência ia aumentando. Meus filhos já queriam enfrentar ele. Ele pensava que eu não ia ter coragem de falar a minha verdade. Ele dizia que se eu saísse ia me denunciar e a polícia ia me obrigar a voltar”, diz.

Angelita trabalha como doméstica em Cruzeiro do Sul e frequenta o Centro Especializado em Atendimento à Mulher, onde recebe todo o apoio.

A coordenadora da unidade, Rosalina Souza, revela que nos primeiros encontros Angelita não conseguia nem encarar as pessoas. “Ela começou a fazer artesanato terapêutico, foi quando descobrimos que ela teve toda a vida comprometida com a violência que viveu”, conta a coordenadora.

Rosalina encoraja outras mulheres a fazerem o mesmo que Angelita. “Eu gostaria que as mulheres pudessem ver que elas não estão sozinhas, sabe? Elas podem pedir ajuda. Se vocês acham que estão fazendo pelos filhos estão enganadas, eles precisam das mães vivas e felizes”, finaliza.

Do G1 Acre