Reprovado no Vasco, goleiro acreano é campeão da Copinha pelo Flamengo

O goleiro Yago Darub comemorou hoje no Pacaembu, o 4º titulo do Flamengo na competição e entrou para um seleto grupo de jogadores de categorias de base.

Nascido em Rio Branco (AC), o jogador de 18 anos viu sua trajetória no futebol mudar a partir de 2013, ano em que mudou com a família para o Rio de Janeiro disposto a entrar definitivamente em um grande clube.

A trajetoria do goleiro

Até 2013, Yago foi jogador das categoria de base do Vasco do Acre e treinou com o experiente Illimane Soares, que revelou para o futebol o campeão olímpico Weverton, hoje no Palmeiras.

Esteve no clube da fazendinha por vários anos, onde também teve como treinadores, os preparadores Dorielson, Valter e Tidalzinho.

Em 2013, o garoto convenceu os pais a mudarem para o Rio de Janeiro onde iria se dedicar exclusivamente a carreira de jogador.

Naquele mesmo ano ele foi tentar a sorte em São Januário, casa do Vasco carioca, mas acabou reprovado.

Por ironia do destino, naquele dia, um olheiro do arquirrival Flamengo acompanhou a peneira e convidou o goleiro para um teste na Gávea.

Yago não só foi aprovado como disputou no segundo semestre de 2013 a primeira competição vestindo a camisa do Flamengo em Belo Horizonte.

Nas categoria de base do rubor negro ele foi vencendo etapas ate integrar o grupo selecionado para Copinha deste ano.

Suas atuações convenceram a comissão técnica e o jovem acreano assumiu a titularidade no gol flamenguista.

Recente visita ao Acre

No final do ano passado Yago esteve no Acre para visitar familiares e amigos. Ele foi ate Brasileia onde visitou uma escolinha e ate ministrou uma palestra para os garotos.

Filho da advogada acreana Patricia Valadares e do maranhense André Darub, o jogador tem contrato com o Flamengo ate 2020.

O tio de Yago, o também advogado Valadares Neto, que esta no Rio de Janeiro, disse que se a diretoria liberar os jogadores para um curto período de ferias, o atleta vira aproveitar a folga no Acre.

Nas redes sociais, o goleiro virou celebridade pelo titulo e pela atuação que garantiu o titulo ao time de maior torcida da America.

Por ac24horas

Quais são os desafios na Amazônia? E o que o Papa disse em Porto Maldonado

O Papa Francisco realizou um encontro com as comunidades nativas da Amazônia. Representantes apresentaram os principais problemas.

Durante o discurso desta manhã, o papa Francis falou sobre os problemas que mais afligem a região amazônica.

Cerca de 3.500 peruanos indígenas, brasileiros e bolivianos, se encontraram hoje com o papa Francisco em uma reunião descrita como histórica para reunir quase todas as comunidades nativas da América do Sul. A reunião teve lugar no Coliseu Madre de Dios.

Durante o discurso desta manhã, o Papa Francis referiu-se às questões que mais afligem a região amazônica, incluindo a ameaça para seus territórios, mineração ilegal, derrames de petróleo e tráfico de seres humanos.

No início, o Sumo Pontífice referiu que "a Amazônia é uma terra disputada de várias frentes: por um lado, o neo-extrativismo e a forte pressão de grandes interesses econômicos que dirigem sua avidez no petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas agroindustrial ".

Veja ao vivo o Papa Francisco em Porto Maldonado no Peru

O Sumo Pontífice foi ao balcão da Nunciatura e cumprimentou os fiéis que o esperavam a noite toda. Vôo para Porto Maldonado desembarcou às 10h08.

O Papa Francisco começou a operar no início sexta-feira. Depois de descansar toda a noite na sede da Nunciatura Apostólica depois da viagem ao Chile e da jornada que fez em Popemobile, o Sumo Pontífice estará em Porto Maldonado, onde milhares de fiéis o aguardam.

O Papa Francisco deixou esta manhã o balcão da Nunciatura Apostólica para rezar a Ave-Maria junto com os milhares de fiéis reunidos diante dessa sede diplomática. Por volta das 07.40 horas, o Santo Padre surpreendeu os fiéis e desejou-lhes um bom dia e os abençoou. 

"Agora, todos nós vamos receber a bênção, vamos cumprimentar nossa mãe", disse ele, e então começou a recitação da Ave Maria com os fiéis reunidos no bloco 3 da Avenida Salaverry, no distrito de Jesus Maria .

"Que Deus Todo-Poderoso o abençoe, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e tenha um bom dia, até o retorno", disse o Sumo Pontífice pouco antes de sair para o grupo aéreo N° 8, em Callao, onde embarcará no avião que o levará até a cidade de Porto Maldonado. 

Papa Francisco segue o vôo para Porto Maldonado no Peru

O avião partiu às 8h45 e espera-se que aterra no aeroporto Padre José Aldámiz depois das 10h30.

O Papa Francisco está voando para Porto Maldonado para satisfazer a sua programação no segundo dia de suas atividades visita pastoral. O avião partiu às 8h45 e espera-se que aterra no aeroporto Padre José Aldámiz depois das 10h30.

O Pontífice Supremo será aproximadamente de 4 horas em Porto Maldonado, no entanto, seu itinerário registra várias atividades. 

Chegará às 10h15. Apenas 15 minutos depois, o Papa Francisco participará do "Encontro com os Povos da Amazônia" no coliseu regional.

O Papa dará seu discurso a mais de 4 mil membros de comunidades nativas da Amazônia do Peru, Brasil e Bolívia, disse Monsenhor Fredi Aparicio Quispe, Vigário da Arquidiocese de Cusco e membro da organização. 

Papa Francisco pisa em solo peruano e chega em Puerto Maldonado

Centenas de acreanos e delegações de vários estados do Amazonas passaram pelo serviço de imigração no município de Assis Brasil.

O Papa Francisco chegou as 17 horas em Lima, capital do Peru, e foi recebido com honras de chefe de Estado pelo presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski. Nesta sexta-feira, 19, o pontífice chega às 10h15 em Puerto Maldonado, na Província de Madre de Dios.

A maior movimentação de turistas pela BR 317 e Transoceânica – como é conhecida no lado peruano – aconteceu durante esta quinta-feira, 18, onde centenas de acreanos e delegações de vários estados do Amazonas passaram pelo serviço de imigração no município de Assis Brasil.

Equipes da Policia Federal, Anvisa e da Secretaria Municipal de Saúde reforçaram o atendimento na Alfandega Brasileira. A partir das 10 horas começaram a chegar as primeiras delegações de ônibus. Famílias acreanas foram de carro ou de VANs fretadas em Iñapari, na fronteira.

Um dos pontos mais esperados para a agenda do Papa Francisco nesta sexta, em Puerto Maldonado, é o encontro com representações indígenas. Representantes de Mato Grosso, Rondônia e Acre já chegaram à cidade que tem em seu coração, povos indígenas afetados por problemas como a exclusão social, a apropriação e exploração desmedida das terras onde ancestralmente viviam, empurrando-os para a periferia e para a pobreza, também a destruição das florestas, e dos ecossistemas, da Amazônia do lado Peruamo, por parte de grandes corporações e multinacionais, tendo como objetivo os dividendos econômicos e a obtenção de matérias-primas.

Em declarações veiculadas pelo serviço informativo do Vaticano, o bispo do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado, D. David Martínez Aguirre, já destacou a importância deste evento para que os povos indígenas “sejam reconhecidos como protagonistas importantes”, e sejam incluídos na definição das políticas a nível nacional e mundial, e “não apenas nas que afetam os seus territórios”.

Antes de regressar a Lima, o Papa visita Lar Principito para, ao fim do dia, encontrar-se com os membros da Companhia de Jesus, na igreja de São Pedro; já na capital, decorre o tradicional encontro com as autoridades, com a sociedade civil e com o corpo diplomático.

No dia 20, sábado, Francisco visita a cidade peruana de Trujillo (costa do pacífico), celebra a Eucaristia em Huanchaco, visita o bairro ‘Buenos Aires’, a catedral, e encontra-se depois com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas.

A visita a Trujillo termina com a celebração mariana em Virgen de la Puerta, na Praça das Armas.No domingo, dia 21, em Lima, o Papa encontra-se com as religiosas de vida contemplativa, tem um momento de oração diante das relíquias dos santos peruanos, na catedral, reúne-se com os bispos do país na residência do arcebispo e recita a oração do ângelus na Praça das Armas.

A visita do Papa ao Peru termina com a celebração da Missa na Base Aérea Las Palmas; a cerimónia de despedida, no aeroporto de Lima, acontece às 18h00 locais, a que se segue a viagem para Roma, onde o avião papal deverá chegar às 14h15 (13h15 em Lisboa) do dia 22, segunda-feira.

Jairo Carioca; Ac24horas

Mais de 700 índios passaram pelo Acre para ir até o Peru para visita do papa

Índios vão entregar carta ao papa. Entre os assuntos tratados estão o número de suicídios em aldeias. No Acre, foram registrados 12 em um ano.

Somente na terça-feira (16), cerca de 700 índios de diversas etnias e estados do país passaram pelo Acre e seguiram para a cidade de Puerto Maldonado, no Peru, para a visita do papa Francisco.

A informação foi confirmada nesta quarta (17) pela chefe do setor de promoção e eventos da Secretaria Estadual de Turismo e Lazer (Setul) do Acre, Rita Ramos.

O papa deve chegar à cidade peruana às 10h do dia 19. Primeiro ele vai se encontrar com padres e fazer visitas à casa de crianças carentes. Depois, ele participa de um almoço com os índios acreanos e rondonienses.

“Começou o fluxo no dia 16. Entraram no estado 700 índios, que passaram pelo Acre e seguiram por Assis Brasil para o Peru. São indígenas de vários estados do Brasil”, informou Rita.

A coordenadora da organização das mulheres indígenas do Acre e Sul Amazônas, Letícia Yawanawá, informou que somente do estado acreano e do Sul da Amazônia, cidade de Boca do Acre, estão a caminho de Puerto Maldonado 40 lideranças indígenas.

“Nossa programação é que vamos ter uma hora com o papa, somente os povos indígenas. Vão poder entrar cinco lideranças somente do Acre e Sul da Amazônia. Vamos entregar uma carta falando sobre a violência contra mulher, questões territoriais, maior criminalização dos povos indígenas e também sobre o aumento de suicídios em aldeias da região”, informou a coordenadora.

O encontro, segundo Letícia, contará com a presença de povos indígenas de vários estados brasileiros e de outros países. Ela fala sobre a importância de estar com o líder católico.

“A importância para nós indígenas de entregar esse documento e ter esse momento, mesmo que só de uma hora, é porque ele vai estar levando nossa reivindicação para outros países. Nós do Acre nunca tivemos esse contato com o Papa, mas outros irmãos já tiveram e falaram que ele é muito sensível à questão dos povos indígenas. Vamos mostrar nossa cultura e também apresentar a nossa alegria de estar junto com ele”, disse Letícia.

Ao todo no Acre, segundo a coordenadora, existem 21 mil indígenas, de acordo com os dados do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) dos dois distritos, Purus e Juruá.

Aldeias do Acre registraram mais de 12 suicídios em um ano.

O documento que será entregue ao pontífice tem a intenção de alertar o líder católico para o aumento no número de suicídios entre alguns povos indígenas da região, além de outras questões.

No Acre, segundo a coordenadora Letícia, foram registrados mais de 12 suicídios nas aldeias da região somente entre os anos de 2016 e 2017. A maioria dos casos ocorreram, de acordo com ela, com os povos Madija, chamados também de Kulinas.

Rosenilda Nunes, da equipe da Diocese de Rio Branco, informou que um estudo antropológico está sendo providenciado para entender as causas para tantos suicídios.

“Eles estão na expectativa de entregar esse documento que relata o sofrimento deles, principalmente sobre a demarcação dos territórios e também a questão que vem acontecendo dos suicídios, principalmente do povo Madija. A gente está providenciando um estudo antropológico para saber o motivo de tantas mortes entre eles”, disse Rosenilda.

Sesacre orienta sobre riscos de saúde durante visita

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) dá dicas sobre saúde para as pessoas que vão seguir até o país vizinho para a visita do Papa. Um documento produzido pelo governo peruano, recebido por meio do Ministério da Saúde, avalia os riscos de saúde devido ao trânsito de milhares de pessoas do Peru, Brasil e outros países da América do Sul.

Uma das dicas é o cuidado com a alimentação e o consumo de água. Segundo o documento, devido a quantidade de pessoas que o país vizinho vai receber durante a visita, a oferta de serviço pode ficar precária e as pessoas precisam ter atenção com o consumo de alimentos e água contaminados.

A presença de Influenza A e outros vírus respiratórios na região podem representar maior risco, de acordo com o documento. Há ainda a presença de dengue, zika, malária, leishmaniose e leptospirose na região.

A Sesacre orienta ainda que os brasileiros que forem cruzar a fronteira para a visita do papa Francisco procurem uma unidade de saúde e sejam imunizados contra influenza e febre amarela.

Documentação necessária

Quem pretende participar da agenda do líder religioso no país vizinho precisa se atentar para os documentos que precisam ter em mãos na hora de passar pela fronteira.

O primeiro deles é a cédula de identidade (RG) ou passaporte. Não são aceitas as carteiras Nacional de Habilitação (CNH), profissionais e certidão de nascimento.

Para ingressar no Peru com veículos em nomes de terceiros, é necessária a apresentação de Procuração Pública, que deve contar com a “Legalização da Convenção da Apostila da Haia”.

No caso do veículo pertencer a pessoa jurídica, deverá ser apresentada a cópia autenticada do Contrato Social e, se for o caso, a autorização pública do sócio.

Os menores precisam de autorização dos genitores se não estiverem acompanhados de ambos. Segundo a delegada federal Diana Calazans Mann, para viajar com os pais, menores de 18 anos precisam carregar passaporte ou, se for para os países da América do Sul, carteira de idade original.

“O novo passaporte brasileiro (azul) não tem informações de paternidade, portanto, é preciso apresentar o documento de identidade no check-in. Para crianças viajando somente com o pai ou com a mãe, o outro deverá autorizar por escrito, com firma reconhecida em cartório por autenticidade, por semelhança ou por escritura pública”, informou a delegada.

Segurança nas estradas

Apesar de ser um assunto específico e uma curta passagem por Puerto Maldonado, autoridades brasileiras já montaram o esquema de segurança no Acre.

"A aduana vai funcionar 24 horas, assim como Polícia Federal na imigração também. A Polícia Rodoviária Federal vai atuar, principalmente, no trevo de Xapuri, Brasileia e Assis Brasil ", explica Cezar Henrique, superintendente da PRF-AC.

Por G1 Acre

Acreana de 22 anos que vai participar do BBB 18 é filiada ao PT e militante feminista

A acadêmica de Psicologia Gleici Damasceno, de 22 anos, é a primeira acreana a participar de uma edição do Big Brother Brasil.

O badalado reality show da Globo estreia a 18ª temporada na segunda-feira (22) com 16 participantes, entre eles a acreana.

Para escolher os novos participantes, a produção do programa passou por 13 capitais – duas a mais do que na temporada anterior, incluindo agora Porto Velho (RO) e João Pessoa (PB).

Os participantes do Big Brother Brasil 18 são anunciados nesta quinta-feira, ao longo da programação da Globo.

A participação de Gleici no BBB é comemorada nas redes sociais principalmente por ativistas de esquerda. Gleici Damasceno é filiada ao PT e bastante atuante na causa feminista no Acre.

Fonte: ac24horas

Fogos de artifício matam cachorro; postagem viraliza na internet

Dona postou foto com o cão, que morreu em consequência dos fogos de ano novo.

A virada do ano não foi de festa e alegria para uma família que perdeu sua cachorrinha durante os fogos de artifício estourados na passagem do ano. A cadela faleceu durante essa madrugada, e sua dona, Nunes Tha, fez uma publicação no Facebook relatando o ocorrido.

A publicação viralizou muito rápido, e dez horas após postada, já tinha passado dos 17 mil compartilhamentos e recebido 6 mil comentários. A maior parte da repercussão foi de usuários que se solidarizavam com a dona da cachorra e enviavam condolências. Mas houve alguns que a acusaram de falta de cuidados e estranharam a história. Vários outros usuários relataram ter passado pela mesma triste situação.

O Bhaz tentou contato com Nunes, mas não obteve resposta.

Preparando o ambiente

Para evitar problemas como o ocorrido com o cão de Nunes Tha, a recomendação dos especialistas é de se criar um ambiente seguro para os animais de estimação, para minimizar os riscos de fuga ou para evitar que eles se machuquem.  “A nossa capacidade humana de perceber o mundo não é a mesma dos animais. A sensibilidade de audição e visão pode ser mais ou menos apurada para cada espécie. Nós temos um gradiente de cores muito mais complexo que a maioria dos animais, mas a percepção auditiva deles é mais apurada que a nossa”, disse a médica veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e especialista em comportamento e bem-estar animal.

Os riscos para os animais, segundo Vânia, são vários. A luz e o brilho dos fogos de artifícios podem causar mais impacto nos animais noturnos por exemplo, como os morcegos e os gatos. Para o olfato, as bombas e fogos também são prejudiciais, pois liberam pólvora e outras substâncias químicas e metais. Mesmo quando os fogos são disparados de balsas no mar, como no Rio de Janeiro, as substâncias se depositam na água, onde também há muitas espécies de animais.

Segundo ela, com antecedência, é possível preparar um ambiente confortável para o animal de estimação e, aos poucos, ir acostumando-o com esse ambiente. É importante não deixar objetos que ele possa derrubar e não deixar portas ou janelas abertas, mas evitando que o ambiente fique excessivamente aquecido. Também existem os feromônios de apaziguamento, que podem ser colocados no ambiente para deixá-lo mais harmônico. Essas substâncias podem ser encontradas nas boas casas de produtos veterinários.

Para cães e gatos não é recomendado administrar calmantes, mas, uma semana antes do réveillon, eles podem usar florais de Bach, que são extratos naturais que ajudam a acalmar. “E sempre que possível, procurar orientação do veterinário”, disse Vânia. A especialista recomenda ainda colocar uma música ambiente em uma intensidade que vai competir um pouco com o som externo. “E, se possível, a pessoa pode ficar junto, porque a companhia acalma o animal. Mas tomando cuidado para não reforçar o comportamento de medo para o animal”, explicou.

Existe ainda uma técnica de enfaixar o cachorro, que funciona como um abraço e pode trazer tranquilidade nos ambientes hostis. Segundo Vânia, a faixa levemente elástica deve passar pelo peito do cão e cruzar e amarrar nas costas.

Redação Bhaz, com Agência Brasil

A partir desta idade, você é considerado velho demais para balada

Chegar aos 37 anos é como receber uma segunda carta de Hogwarts. Mas ao invés da mensagem da coruja ser um convite para uma escola de magia, ela traz um aviso: já está na hora de parar com essa história de cair na noitada.

Antes de sair esbravejando contra a ciência, saiba que as baladas que você frequenta provavelmente estão cheias de pessoas que pensam exatamente assim – ou vão pensar algum dia.

Ter pique para continuar frequentando casas noturnas aos 37 foi considerado “trágico” para boa parte dos 5 mil entrevistados de um estudo britânico.

Segundo 37% das cobaias, não há nada mais deprimente do que ter mais de 40 e permanecer rodeado de jovens de 20 em bares ou pistas de dança.

A nova pesquisa demonstrou que, de acordo com os participantes, os 31 anos são a idade perfeita para começar a deixar de lado essa ideia de curtir a noite.

Nessa época, o combo filme + cobertor pareceu mais atraente que qualquer outro programa para quase metade deles.

Com informações da Super Abril

Pesquisador libanês fará palestra sobre participação social no mundo digital

É importante entender mundo o digital como um ecossistema e não só como uma tecnologia de que possamos nos servir para fazer circular a informação.

 Por  Arison Jardim / Assessoria 

“Eu acho que no ambiente digital há muitos riscos e desafios, mas oportunidades e vantagens no objetivo de construir uma nova comunidade, onde populações com dificuldades na vida podem achar espaço para falar, se reconstruir e sair das dificuldades deles.” Assim, Hadi Saba Ayon explica, em resumo, sua visão do mundo digital.

Doutor em Ciências da Informação e da Comunicação pela Universidade do Havre, na França, Hadi está com a família em Rio Branco, no Acre, e nesta quarta-feira, 27, fará a palestra “Da interação simbólica ao rastro digital: a arquitetura da informação para uma participação social em redes”. A conversa será às 15 horas, na Biblioteca Pública do Acre, centro de Rio Branco.

O teórico, que se denomina interacionista, está desde o fim dos anos 2000 estudando a relação de nossa sociedade com o mundo digital. Em 2014, após longo caminho de pesquisa e análises, finalizou seu doutorado com a tese “Rastros digitais, discriminação e recrutamento na Alta Normandia: a situação das pessoas com limitação funcional psíquica”.

Em seu trabalho, Hadi traça uma análise de como o ambiente digital pode se tornar uma ferramenta de inclusão social. “O mundo digital, como cultura, oferece facilidades para se distanciar da interação face a face e realizar uma nova comunicação baseada no gerenciamento dos rastros digitais”, explica Hadi, em artigo publicado pela Universidade Federal do Acre (Ufac), em 2015, na revista Tropos: Comunicação, Sociedade e Cultura.

Trajetória

Hadi, casado com a jornalista acreana Marie-Claire Feghali, trabalhou também como jornalista no Líbano entre os anos de 2005 e 2009, quando passou para o mundo acadêmico.

Em uma conversa com a Agência Notícias do Acre, na casa de familiares em Rio Branco, o pesquisador falou um pouco sobre o tema que abordará nesta quarta-feira, quando falará para um público diverso.

Apesar de ter uma pesquisa focada em pessoas com limitação funcional psíquica, Hadi, com sua voz suave e bem tranquila, apresenta uma imagem do mundo binário da web e informática um pouco mais ampla. Ele nos mostra o mundo digital como um ambiente sempre em mudança e com muitas possibilidades de aprendizado.

“Eu acho que a ideia de entender o digital, não só como uma tecnologia ou como um suporte, ou como mídia só para transferir a mensagem, falar de política e outras coisas, mas especialmente como um ambiente que nós precisamos construir, fazermos juntos. O digital é um ambiente onde nós moramos, temos nossas atividades e estamos aprendendo também”, declara.

Longe da generalização do debate, Hadi é seguidor da corrente teórica Interacionismo e faz questão de explicar que não tem uma resposta simplista para mudar o mundo, nem mesmo o digital, mas acredita na mudança pequena como motor para a construção de uma sociedade mais consciente. “Para mim, colocar essa energia em esforços pequenos pode ter consequência grandes e positivas sobre a vida individual e da comunidade”, explica.

Seguindo essa lógica, ele traz uma visão sobre a importância à coisa comum para quem está dentro desse ecossistema: “O digital nos ensina também que a informação é comum. Não vale a pena hoje esconder uma informação, porque nós moramos em um tsuname da informação. É muito difícil para nós hoje de escolher a boa informação e de saber o que queremos, estamos sendo bombardeados pela informação, todo o tempo e em todos os lugares”.

Com isso, Hadi quer nos demonstrar que a informação comum seria um “recurso gerenciado por uma comunidade de partilha que se auto-organiza para colocar esse recurso em bem comum, gerir as condições de acesso, e para proteger contra os vários riscos que a ameaçam”, como explica sua publicação para a Revista Tropos, da Ufac.

Para Hadi, abordar a informação neste contexto faz parte de uma estratégia de ação no mundo digital. “O mais díficil hoje é entender como escolher a boa informação e como vamos usar essa informação. A ideia do comum é importante para fazer dessa informação, uma informação comum. Não no senso de só compartilhar com os outros, mas no sentido de fazer uma memória”, explica.

Em um ambiente com tanta mudança e informação falsa e inútil, o pesquisador aponta a memorização de seu rastro digital uma importante atividade a se realizar na interação desse ecossistema cheio de códigos binários, que é a web. “É importante memorizar a informação boa e útil para ficar e ser usada pelos outros, porque também o digital nos ensina que deixamos muitos rastros digitais em todas as nossas atividades. Mas muito desses rastros ficam perdidos, é difícil de achá-los se a gente não organiza, seleciona, memoriza”, diz.

Durante a palestra, o público poderá se aprofundar ainda mais nesta web, que Hadi considera um ambiente no qual aprendemos e habitamos. “Saber criar e gerir a sua presença digital torna-se uma condição principal para morar no digital com os riscos mínimos possíveis”, alerta o autor.