Pesquisadores descobriram que uma espécie de animal considerada extinta há cerca de 50 anos ainda vive. De acordo com os cientistas, o cão-cantor-da-nova-guiné (Canis lupus hallstromi) continua a vagar pela Cordilheira Central de Papua-Nova Guiné. A espécie tem esse nome devido à sua vocalização distinta e melódica, descrita como um “uivo de lobo com tons de canto de baleia”.

O cão-cantor-da-nova-guiné foi estudado pela primeira vez em 1897. Apesar de aproximadamente 300 deles viverem em cativeiro, os cientistas acreditavam que a espécie não existisse mais na natureza desde o início dos anos 1970. Agora, com base em amostras de DNA recolhidas durante uma pesquisa motivada por avistamentos dos animais, foi confirmado que eles nunca chegaram a desaparecer.

A pesquisa que confirmou a existência desses animais na natureza começou depois que um guia turístico teria avistado alguns exemplares da espécie em 2012. Em 2016, James McIntyre, presidente da Fundação do Cão Selvagem da Nova Guiné (NGHWD), saiu à procura deles na Cordilheira Central da ilha, entre a Indonésia e Papua-Nova Guiné. Após um mês, ele conseguiu registrar fotografias de 15 cães-das-terras-altas selvagens, animais raros e reclusos, considerados os caninos mais antigos do mundo.

Em 2018, os pesquisadores voltaram ao local e conseguiram recolher amostras de DNA de dois cães-das-terras-altas (que foram capturados e depois libertados) e de um outro encontrado morto. Após a análise dos genomas, os cientistas concluíram que os animais encontrados por McIntyre pertencem à linha ancestral dos cães-cantores-da-nova-guiné que vivem atualmente em cativeiro.

A comparação genética indicou que os cães-das-terras-altas selvagens têm cerca de 72% de semelhança genética com os cães-cantores em cativeiro. Isso quer dizer que eles pertencem efetivamente à mesma raça. “Eles não estão extintos”, disse a cientista Heidi Parker sobre os cães-cantores. “Na verdade, eles ainda existem na natureza”, completou ela, uma das líderes do estudo. Anteriormente, pesquisadores já haviam levantado a hipótese de que os cães-das-terras-altas poderiam ser os ancestrais dos cães-cantores em cativeiro, mas a natureza reclusa desses animais selvagens dificultava a comprovação da teoria.

A diferença entre os genomas das duas populações de animais se explica pela separação física entre elas e pela endogamia entre os cães-cantores-da-nova-guiné que se reproduziram em cativeiro. Após a descoberta, os cientistas esperam cruzar os cães selvagens com os animais em cativeiro para criar uma população genuína do cão-cantor-da-nova-guiné. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Com informações de National Institutes of Health, Público, New York Times e IFLScience / Imagem: Anang Dianto/PTFI/Reprodução, via National Institutes of Health.

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Veja o Vídeo Abaixo:  O vereador Leomar Barbosa (PSD) foi convidado por alguns moradores do bairro Leonardo Barbosa e do bairro vizinho, Samaúma, para tomar ciência do abandono que os referidos bairros vêm sofrendo por parte da prefeitura de Brasileia. A princípio, o parlamentar esteve na quadra de esportes do bairro Leonardo Barbosa, onde um morador da residência ao lado teve vários prejuízos sempre que é realizado campeonato ou até mesmo uma simples partida de jogo, onde na ocasião a bola costuma escapar e acaba caindo na cobertura de sua residência lhe causando transtornos.

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