Saúde do Acre transferiu mais três pacientes para Manaus no dia 29 de março — Foto: Júnior Aguiar/Secom Acre

Após 20 dias internada com Covid-19 no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, em Manaus (AM), a contadora acreana Rusleide Andrade Oliveira, de 47 anos, venceu a doença e voltou para a casa no domingo (18) onde foi recebida pela família. Ela foi uma das seis pacientes transferidas para a capital amazonense após a saúde do Acre entrar em colapso e ficar sem leito de UTI disponível.

“Nasci de novo, não tenho dúvidas disso. O testemunho da própria médica diz isso. Ela chorou quando foi falar dos outros pacientes e quatro morreram e eu fui a única que resisti. Disse que eu fui a resposta do trabalho dela. Quando falou isso tive mais força, minha recuperação foi mais rápida”, relembrou Rusleide.
Rusleide foi levada intubada para Manaus no dia 29 de março. Ela estava internada no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC). No mesmo voo foram mais dois pacientes, sendo uma mulher de 62 anos e um homem de 67 anos.

Ao todo, o Acre transferiu seis pacientes para a UTI do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz. Desses, quatro morreram e um segue internado na unidade.

Dos 20 dias internada em Manaus, a contadora conta que sete foram na UTI. No dia 4 de abril, domingo de Páscoa, Rusleide recebeu a notícia que sairia da UTI e iria para o leito de enfermaria. Dois dias depois, dia 6, ela foi instalada no leito e, a partir daí, passou a conversar por videochamada com a família.

“Logo que saí do leito, a psicóloga veio falar comigo porque eu chorava muito e queria minha família. Conversava comigo para eu não me sentir só, que estava lá para ajudar. Tinham muita atenção comigo, não me sentia tão só”, contou.

Tratamento

As conversas com a psicóloga, com a família e a vontade de receber alta deram forças para Rusleide se esforçar na fisioterapia e tratamento. Devido ao tempo em que ficou deitada, ela teve que reaprender a andar.

“Os enfermeiros eram muito atenciosos, alguns até faziam orações pela minha recuperação. Tratavam a gente muito bem, me alimentava. Tive que usar sondas e me davam banho, tive que reaprender a andar na fisioterapia. Fazia fisioterapia duas vezes por dia”, recordou.

Infecção

Rusleide diz que pegou Covid-19 após visitar uma amiga que tinha perdido a mãe na época. A mulher também estava doente, mas a contadora foi mesmo assim ajudar em casa. No dia 18 de março, ela recebeu o resultado positivo para o novo coronavírus.

Ainda segundo a contadora, os exames mostram que ela pegou a variante P2. Ela não tinha doenças preexistentes, mas sentia muita falta de ar e dor no pulmão.

“Fui na casa dela, dois dias depois peguei a variante P2. Não perdi o olfato e nem paladar, mas sentia muita falta de ar e dor no pulmão. Falaram que meu pulmão estava como de um fumante. Avançou muito rápido”, afirmou.

Rusleide revelou também que a família tinha muito medo dela não voltar viva para o Acre. No domingo, familiares foram buscar a contadora no aeroporto e gravaram um vídeo da chegada. “Minha irmã foi me buscar no aeroporto. Quando cheguei foi só alegria. Minha família estava apreensiva”, concluiu. Com informações do G1 Acre.

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