Assessoria – O governador do Acre, Gladson Cameli, solicitou ao secretário estadual de Saúde, Alysson Bestene, que reunisse todos os secretários de saúde dos municípios, para juntos, debaterem a possibilidade de inclusão imediata dos operadores de segurança pública e da imprensa na lista de prioridades da vacinação contra a Covid-19.

No início desta semana, o governo do Estado solicitou ao Ministério Público do Acre (MPAC) uma recomendação oficial para que o Poder Executivo tenha a capacidade legal de superar o Plano Nacional de Imunização, que estabelece hierarquia para as diversas categorias profissionais.

“O que eu quero é dar prioridade aos nossos profissionais da área da segurança e da imprensa. Já solicitei o processo legal junto à PGE, comuniquei ao PNI e determinei a convocação de todos os secretários municipais para dar celeridade ao processo, informando quem realmente está na linha de frente, para que possamos iniciar a vacinação assim que formos autorizados. Toda semana está chegando doses da vacina e queremos colocá-los na lista de prioridade”, declarou o governador.

De acordo com os dados disponibilizados pelo painel de monitoramento estadual da Covid-19, e pelo banco de dados dos órgãos que integram o Sistema Estadual de Segurança Pública, foram registrados de 1 de abril de 2020 a  21 de março de 2021, 1.801 casos de infecção em profissionais da segurança e 11 óbitos. O quantitativo de casos representa cerca de 2,8% do total de infectados no Estado e 0,9 % do total de óbitos.

Levando em consideração a quantidade de operadores estaduais de segurança, incluindo policiais Ccvis, militares, policiais penais e bombeiros, totalizando 5.567 homens e mulheres, a cada mil desses profissionais, 323,5 precisam se afastar de suas funções, após contraírem a doença.

O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Paulo Cezar dos Santos, enfatiza que a quantidade de agentes de segurança infectados no Estado já é maior proporcionalmente falando, que os profissionais da área da saúde, que lidam e trabalham na linha de frente, em hospitais de tratamento aos pacientes com Covid-19. A letalidade desses agentes de saúde é de 4,2%, enquanto que para os agentes de segurança pública é de 6,1%.

“Assim como o servidores da saúde, os profissionais da segurança também estão trabalhando na linha de frente nessa pandemia. Até usam equipamento de proteção adequado, mas a atividade exige muita das vezes o contato físico em diversas situações, fator preponderante para torná-los mais vulneráveis à contaminação pelo vírus. Já são 13 o número de profissionais que morreram em decorrência da Covid-19, nesse mais de 1 ano de pandemia e diante desses números, provamos a necessidade de priorização da vacina. Espero que nos próximos lotes, já possamos incluir a categoria”, finalizou o secretário.

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