Para o ex-chanceler, a participação do filho do presidente na reunião com militantes trumpistas que organizaram a invasão ao Capitólio é “extremamente grave”.

Brasil 247 – Para o ex-chanceler Celso Amorim, a participação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em uma reunião com militantes trumpistas negacionistas da vitória de Joe Biden que organizaram a invasão ao Capitólio é um fato político “extremamente grave” que deve ser investigado.

Conforme revelado pelo jornalista Seth Abramson, do site investigativo Proof, a presença de Eduardo no encontro é praticamente certa. No dia 5 de janeiro, data da reunião, a jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, flagrou o deputado, entrando na Casa Branca com a mulher, a filha e o embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Foster. O convite foi de Ivanka Trump, filha do então presidente, Donald Trump.

O caso é ainda mais grave considerando que Eduardo é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. 

Amorim apontou que a preocupação com a situação do Brasil ultrapassou as fronteiras nacionais, principalmente no que diz respeito à possibilidade de milícias populares armadas com objetivos semelhantes estarem sendo formadas.

“Essa é uma preocupação que não está somente aqui, mas também nos Estados Unidos. Temos lá jornalistas investigativos olhando como se deu a presença do Eduardo Bolsonaro nos dias 5 e 6 [de janeiro deste ano], contatos dele com um dos principais doadores da campanha do Trump e com as pessoas que estavam lá tramando a tomada do Capitólio”, disse em entrevista concedida à TV 247.

“Acho que não está comprovado materialmente que ele tenha participado disso, mas é uma coisa que ser investigada, é muito sério. Espero que seja investigado”.

“[Este foi] um ato classificado como terrorista (Joe Biden chamou a invasão de ‘terrorismo doméstico’ em campanha) e que foi defendido em termos depois. É como dizer que, após o ataque às torres gêmeas, ‘condenamos o ato terrorista, mas tinha pessoas de bem que estavam ali’. Essas ‘pessoas de bem’ são os confederados que estavam lá, os escravocratas. Isso foi o chanceler que falou”.

O ex-chanceler revelou que um pedido de investigação está em processo de formação.

“Me consta que já há um requerimento de formação [de investigação], não sei se já está tramitando nesse sentido para que o próprio Ministério das Relações Exteriores se manifeste”, afirmou.

“A visita do filho de um presidente já é um fato político que interessa até a Segurança e o Serviço Secreto. E ainda por cima ele é presidente da Comissão das Relações Exteriores, ‘quase embaixador’ em Washington e tem ligações patentes com o Steve Bannon, que teve participação ativa em conversas com o Trump nesses eventos que antecederam a invasão ao Capitólio. Então, acho que é extremamente grave. Não dá para acreditar em coincidência, que estava lá nesse dia para fazer uma visita de amigos… Bem difícil”, completou. 

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