Gefron segue fazendo segurança da ponte do lado brasileiro – Foto: Jefson Dourado

O grupo de imigrantes que invadiu a cidade de Iñapari voltou para o lado brasileiro e ocupam novamente a Ponte da Integração que liga a cidade acreana de Assis Brasil ao Peru. Nesta terça-feira (16), a tensão na fronteira aumentou após os imigrantes enfrentarem a polícia peruana e invadir a cidade depois de ficarem três dias acampados na ponte. As informações são do G1 Acre

Os imigrantes, em sua maioria haitianos, estavam acampados na ponte há três dias. O objetivo do grupo era atravessar para o lado peruano da fronteira e, de lá, e seguir para o Equador e México.

O grupo estava retido na cidade morando em abrigos porque a fronteira do Acre com o Peru foi fechada devido à pandemia. A maioria dos imigrantes estão retornando do Sul, Centro-Oeste e Sudeste do país, segundo a prefeitura.

Veja o Vídeo:

Volta para os abrigos

A secretária de Assistência Social de Assis Brasil, Johanna Oliveira, diz que cerca de 200 imigrantes se concentram na ponte até a tarde desta terça. Segundo ela, parte deles foram para o centro da cidade, ocupando ruas e outros locais públicos.

Outros ficaram recebendo atendimento médico na cidade peruana e houve ainda prisões. Johanna disse que foi feito um acordo com os líderes dos manifestantes para que eles retornem para os abrigos montados em escolas em Assis Brasil.

“Nós como prefeitura estamos trabalhando para retirarmos eles das pontes e voltar para os abrigos nas escolas. Os imigrantes mesmo já pediram para voltar. Só estamos fazendo um acordo para ser levado primeiro mulher com crianças e famílias”, disse.

Tensão na fronteira do Acre aumentou nesta terça-feira (16) – Foto: Jefson Dourado

A secretária disse ainda que algumas pessoas foram presas do lado peruano. “Não sei se todos os imigrantes devem voltar para os abrigos, mas os que estão dispostos, vamos colocar de volta”, diz.

A informação foi confirmada pelo Grupo Especial de Fronteiras (Gefron), que diz que acompanha a volta dos imigrantes para o lado brasileiro. O coordenador do grupo, Rêmulo Diniz, diz que as Forças de Segurança acompanham a volta dos imigrantes e só depois deve ser traçado o plano de atendimento a essas pessoas.

“Vamos sentar e determinar depois qual o posto de cada um. Neste momento, temos que recepcionar quem está vindo e evitar problemas maiores”, disse.

Ainda não há informação sobre o posicionamento do governo peruano com relação ao grupo. 

Imigrantes ivandem lado peruano após romper barreira policial – Foto: Reprodução

Retorno

Ousmane Diallo, natural de Guiné, diz que está há dois anos no Brasil e que procura uma vida melhor. Ele diz que o grupo decidiu voltar porque ficou com medo de represálias da polícia peruana.

“Massacraram [policiais peruanos] haitianos, massacraram outras pessoas. Bateram em um monte de gente, mas graças a Deus estamos aqui recebendo apoio da Assistência Social da cidade, que está dando suporte de todas as necessidades que precisamos”, disse.

Segundo ele, os comandantes da polícia peruana chegaram a pedir os documentos de alguns deles para tentar liberar a passagem.

“Tentamos conversar, ninguém é violento, somos imigrantes, pessoas em busca de uma vida melhor. Voltamos para o lado brasileiro, porque as polícias estão cuidando, de maneira mais carinhosa, não precisa violência”, disse.

Ele conta que chegou ao Brasil há dois anos e morou em São Paulo, mas, segundo ele, a crise fez com que eles quisessem ir embora. “Piorou tudo, estava trabalhando em um frigorífico. Quero tentar outra maneira, porque sempre existem planos A, B e C. Eu quero chegar nos Estados Unidos”, contou.

O governo do Acre informou que está reunido com a bancada federal juntamente com governador e Itamaraty por videoconferência. “Por enquanto, a solução é a diplomacia brasileira buscar um acordo com o Peru para os imigrantes passarem e seguirem viagem”, diz a porta-voz do governo, Mirla Miranda.

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Veja o Vídeo abaixo: O Transtorno é imenso. Centenas de haitianos fazem protesto na ponte da Integração em Assis Brasil tentando entrar no Peru, que se encontra com a Fronteira fechada. Segundo o Prefeito Jerry Correia, os mesmos já estão fazendo greve de fome. O Exército peruano fez barreira na ponte da Integração e ninguém atravessa.

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