Direção do Into informou que lixo está sendo recolhido — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica Acre

Após a condução de dois diretores do Instituto de Tomografia e Ortopedia (Into-AC) por suspeita de descarte irregular do lixo hospitalar, nessa quinta-feira (11), a direção do hospital informou que a coleta estava acumulada devido a um atraso da empresa responsável que teria alegado a falta de bombas. As Informações e do G1 Acre

A informação é do diretor Kleverton Monte, em entrevista à Rede Amazônica Acre, na manhã desta sexta-feira (12), quando informou que acredita ter faltado logística da empresa responsável.

Os dois diretores do Into foram conduzidos à Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco na tarde de segunda-feira (11). Segundo o major Kleison Oliveira de Albuquerque, comandante do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, a direção estava descartando material hospitalar de forma imprópria a céu aberto.

“O lixo começou a acumular há uma semana mais ou menos. Nós entramos em contato com a empresa, que é responsável e eles nos alegaram que estavam sem as bombas. E por falta delas foi acumulando o lixo aqui fora, como vocês podem ver, e causou estes transtornos, e ontem fomos encaminhados para a delegacia, a pedido do Ministério Público, mas, graças a Deus eles já estão aqui fazendo a coleta, vieram ontem à tarde, começaram o procedimento da coleta e, hoje, vieram para terminar”, disse o diretor.

O diretor alega ainda que o acúmulo ocorreu tanto pelo atraso da empresa, como devido ao aumento dos números de casos da Covid-19, que ultrapassou os 52 mil casos, nessa quinta, segundo o boletim diário da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). O hospital de campanha precisou ampliar 10 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), por causa da alta demanda.

“A questão de lixo se não for bem tratado é sempre um problema. Nosso lixo triplicou com o aumento dos casos e a demanda ficou muito grande, acredito que foi isso, que faltou um pouco de logística da empresa. Mas, eles estão já se adequando e estão prontos para fazer a coleta. Mas, realmente foi o aumento de leitos e de casos que aumentou nosso lixo também”, acrescentou.

Monte afirmou que a empresa responsável pela coleta é da cidade de Porto Velho, em Rondônia, e que o material também é descartado lá. Entramos em contato com a empresa, mas não obteve retorno.

Condução

A PM informou que os diretores foram presos em flagrante por crime ambiental. Porém, a assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que os diretores foram conduzidos até a Defla, onde prestaram depoimento e foram liberados após ser feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Além disso, informou que não houve prisão em flagrante e que as investigações devem apontar quais as medidas devem ser adotadas.

Em nota, o governo disse que a coleta do lixo hospitalar é de responsabilidade da empresa contratada para administrar o hospital.

“Um documento de notificação foi enviado à empresa responsável. A promotoria ambiental do Ministério Público do Acre está acompanhando o incidente e os diretores do Into-AC prestaram os devidos esclarecimentos às autoridades, sendo liberados em seguida”, informou.

Investigação

O promotor Alekine Lopes dos Santos, da Promotoria de Meio Ambiente do Baixo Acre, disse que por ser um crime de menor potencial, os diretores foram ouvidos e liberados. Agora, ele aguarda receber o boletim de ocorrência e afirma que pode ocorrer uma denúncia.

“Ainda preciso do boletim de ocorrência, mas, em tese, pode haver uma denúncia pelo crime de armazenamento inadequado de substâncias tóxicas, porque lixo hospitalar o que mais tem é substância tóxica, inclusive, em um hospital referência para tratamento contra a Covid-19, muito provavelmente todo aquele lixo estava contaminado e ali pegando chuva”, disse.

O promotor informou que esta é a parte criminal, já na parte cível, de responsabilização dos gestores, ele vai abrir um procedimento administrativo na promotoria e vai requisitar informações para apurar o caso.

“Vamos solicitar informações dos gestores para a gente ver exatamente até que ponto que vai a omissão ou falha na gestão, para verificar isso com mais profundidade. Para ver se foi uma surpresa o que aconteceu e tomar providências para que o gestor não deixe mais acontecer coisas desse tipo”, concluiu.

Lixo de hospital era descartado em céu aberto — Foto: Asscom/BPA

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Veja o Vídeo: O município de Bujari originou-se no início de 1968/1969, por remanescentes indígenas que se integraram a sociedade ali instalada, com a construção da BR 364, trecho Rio Branco/Sena Madureira. Povoado elevado à categoria de Vila, em 1986. Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Bujari, pela Lei Estadual nº 1031, de 28 de abril de 1992, alterado pela Lei Estadual nº 1066, de 9 de dezembro de 1992, que o desmembrou de Rio Branco, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

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