Bloqueio da BR-364 causou engarrafamento na rodovia em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Moradores do Loteamento Vila Maria fecharam a BR-364, que dá acesso ao aeroporto de Rio Branco, na altura do quilômetro 142, nesta quinta-feira (11), em protesto contra a falta de assistência por parte da prefeitura. O ato causou engarrafamento na rodovia. Do G1 Acre.

O bairro está entre os 40 que foram atingidos pelas águas do Igarapé São Francisco, após enxurrada do ultimo final de semana.

A rodovia foi reaberta após equipes da prefeitura irem ao local conversar com os moradores e acordar que vai ser feito o cadastramento das famílias para auxiliar com distribuição de sacolões.

“A equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) esteve presente também e iniciou o cadastramento das famílias para o recebimento de apoio por meio de sacolões e outras coisas que eles precisarem. Eles então desobstruíram a via e as equipes da secretaria vão de casa em casa fazer esse cadastramento”, afirmou o coronel Ezequiel Bino, chefe do gabinete militar.

As famílias reclamam que foram abandonadas pelo poder público e afirmam que muitos estão passando necessidades após perderem tudo que tinham com a alagação das casas. Eles usaram pneus, geladeiras velhas e pedaços de madeira para fechar a rodovia.

Com a rápida subida das águas de seis igarapés entre quinta (4) e sexta (5), várias casas, lojas, comércios e outros estabelecimentos foram atingidos. De acordo com a Defesa Civil, mais de 13 mil famílias foram afetadas pela enxurrada.

Uma das moradoras que participaram do protesto, Maikelly Nascimento, 18 anos, disse que mora no local há dois anos e que a alagação do Igarapé São Francisco deixou a casa dela com água no nível das janelas. Ela contou que perdeu geladeira, televisão, colchão e outros móveis. E que, assim como ela, pelo menos outras 75 famílias

“Fomos fechar lá era 5h e reabrimos 10h. Nós estamos cobrando porque somos um bairro esquecido. Quando é no tempo de eleição, eles aparecem, mas quando é no tempo que a gente precisa para ajudar, eles não procuram a gente. A maioria das pessoas aqui perdeu feira, camas, tem gente com filho dormindo no chão porque perdeu. Fomos esquecidos”, reclamou a moradora.

Decreto de emergência

Com cerca de 40 bairros atingidos pelas águas de igarapés que transbordaram, a prefeitura de Rio Branco declarou situação de emergência. O decreto foi publicado na edição de terça-feira (9) do Diário Oficial do Estado.

Entre os igarapés que transbordaram estão: o Igarapé do Almoço, São Francisco, Dias Martins, Batista, o Igarapé da ETA e o Judia.

O decreto de situação de emergência tem validade por 180 dias. Nesse período, de acordo com o documento, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem nas ações de resposta ao desastre. Essas ações vão ser coordenadas pela Defesa Civil e Gabinete de Crises.

Também fica autorizada a convocação de voluntários para reforçar as ações e para a realização de campanhas de arrecadação de recursos e doações, com o objetivo de facilitar a assistência à população afetada. Estão dispensadas as licitações de contratos de aquisição de bens e de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários dos desastres.

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Veja o Vídeo: O município de Bujari originou-se no início de 1968/1969, por remanescentes indígenas que se integraram a sociedade ali instalada, com a construção da BR 364, trecho Rio Branco/Sena Madureira. Povoado elevado à categoria de Vila, em 1986. Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Bujari, pela Lei Estadual nº 1031, de 28 de abril de 1992, alterado pela Lei Estadual nº 1066, de 9 de dezembro de 1992, que o desmembrou de Rio Branco, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

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