Saúde do Acre anuncia aquisição de três usinas de oxigênio — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

Depois de anunciar a ampliação de leitos de enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para atender pacientes com Covid-19, a Secretaria de Saúde do Acre (Sescre) está em processo de aquisição de três usinas de oxigênio que devem ser destinadas a um hospital da capital Rio Branco, e outras duas para o interior do estado. Com informações do G1 Acre.

A informação foi confirmada pelo secretário de saúde do estado, Alysson Bestene. Ele disse que a usina destinada para Rio Branco deve ser instalada no Hospital do Idoso, onde devem ser instalados 30 leitos, com capacidade de 10 deles serem transformados em UTI. As outras duas são para o Hospital de Mâncio Lima e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.

“Estamos adquirindo uma para o hospital de Mâncio Lima, outra para a UPA de Cruzeiro do Sul, e no Hospital do Idoso caso necessite ampliar o número de leitos, para atendimento Covid. Então seria estas três”, disse o secretário.

Bestene disse que a de Mâncio Lima já foi licitada e as outras duas vão ser emergenciais. As duas que vão para o interior do estado, o secretário informou que a previsão é que sejam instaladas até a próxima semana. Já a da capital, a previsão é para a segunda quinzena de fevereiro.

“Uma já está vindo. A outra é embarcada na próxima semana, e a do Hospital do Idoso estamos reformulando a rede lá e acredito que até dia 20 deve estar ai. Por mais que a gente já tenha, mas vamos ampliar cada vez mais a rede [para evitar um colapso do sistema]”, acrescentou.

O secretário afirma que a instalação das usinas é para a posteridade e devem ficar nos hospitais como parte da estrutura permanente.

“A gente trabalha para ir dando estrutura hospitalar não somente para esse momento que estamos vivendo da Covid, mas, também para deixar uma estrutura que vai atender fixo a população. Não é nada itinerante, ou como hospital de campanha”, explicou.

Mais leitos são preparados

O governo anunciou desde a semana passada a ampliação de leitos de UTI Instituto de Tomografia e Ortopedia (Into-AC), com mais 10. Desde então, cinco foram ativados e nessa quarta-feira (3), o secretário disse que até o final desta semana, os outros cinco estariam funcionando.

Além dos leitos que devem ser entregues no Into – que somam 10 ao todo – , o secretário ainda afirmou que o hospital do Idoso vai disponibilizar 30 leitos de enfermaria para atender pacientes Covid. Além disso, Bestene afirmou que desses 30 leitos, 10 podem ser transformado em UTIs, caso haja necessidade.

Outros 33 leitos de enfermaria também vão ser abertos no quarto andar do pronto-socorro e o secretário também não descarta a possibilidade de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito voltar a ser unidade de referência no atendimento aos pacientes Covid.

“A gente está avaliando tanto a UPA do Segundo Distrito como o Hospital das Clínicas, a Fhundacre, para ampliação de leitos. E vamos retomar o quarto andar do PS com mais 33 leitos, sendo que daquela enfermaria também podemos transformar 10 UTIs. São 30 leitos no hospital do idoso e a gente tem possibilidade, de transformar 10 em UTI. E 10 no Huerb e as 10 do Into que a gente ampliou e fecharia 30 leitos a mais de UTI. Até o final de semana [entrega dos leitos no PS] porque o 4º andar estava sendo usado para cirurgia, a gente está transformando para ser Covid novamente”, concluiu.

Além disso, o Bestene informou que o contrato com o Hospital Santa Juliana, que também disponibilizava cinco UTIs, está sendo renovado. “Teve que ser feita a prestação de contas de final de ano, mas, já liberou e nós vamos assinar, só falta assinar. Acredito que ainda nessa semana.”

Os leitos no hospital Santa Juliana foram desabilitados no dia 27. Eles funcionavam por meio de um termo de cooperação foi firmado entre o governo e a unidade, em abril do ano passado, para que o hospital desse suporte a eventuais casos graves de Covid-19 no estado, com leitos de UTI.

O fim do contrato ocorreu no momento em que o estado teve um aumento nos casos da doença e ao atingir 98% de ocupação de UTIs, e o Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 reclassificou todas as regionais do estado para a faixa vermelha.

Reclassificação

Com 98% de ocupação de leitos em todas as unidades de saúde do Acre, o Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 antecipou a divulgação dos dados de classificação de risco e colocou o estado na fase de emergência, representada pela cor vermelha.

A divulgação ocorreu na noite de segunda-feira (1º), em uma coletiva extraordinária, quatro dias antes da data anunciada para a 17ª coletiva do Pacto Acre Sem Covid, na sexta (5). A determinação é válida até o dia 19 de fevereiro. O decreto de emergência também foi publicado na segunda.

O Acre voltou para fase de emergência, que suspende as atividades não essenciais, quase um ano após o início da pandemia. O estado registrou os primeiros casos de Covid-19 no dia 17 de março de 2020. Com isso, suspendeu as aulas, comércio e limitou o atendimento nas empresas.

Na última avaliação, no dia 22 de janeiro, as regionais Alto Acre e Baixo Acre e Purus foram reclassificadas para as faixas vermelha e laranja, respectivamente. A regional do Juruá/Tarauacá permaneceu na fase amarela, de atenção.

A regressão das regionais ocorreu também o devido ao aumento dos casos e morte por Covid-19. O mês de fevereiro iniciou com seis novas mortes pela doença. Até a quarta-feira (3), 49.547 casos da doença, segundo o boletim da Sesacre. O número de mortes era de 879.

Governo anunciou desde a semana passada a ampliação de leitos de UTI — Foto: Júnior Aguiar / Secom

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