A luta pela vacinação pública, gratuita e universal contra a Covid-19 está inserida no combate pelo fim do governo genocida de Bolsonaro – Foto: Divulgação

Milton Alves – Brasil 247: 0 Programa Nacional de Imunizações (PNI), que assegura um sistema de vacinação pública e de massas, foi criado em 1973, o período mais duro da ditadura militar, sob o comando do general Garrastazu Médici. Após quase meio século, o bem sucedido PNI, um dos programas incluídos na árvore frondosa do SUS, é sabotado, de forma criminosa, pelo governo Bolsonaro. Uma operação de desmonte e incúria -, pautada pelo negacionismo da pandemia de Covid-19.

Na última quarta-feira (27), durante um almoço com cantores sertanejos, o presidente Jair Bolsonaro voltou a bater na tecla de que a pandemia de Covid-19 pode ter sido “fabricada”, seguindo a sua toada genocida de negar a gravidade da doença causada pelo letal e perigoso Sars-CoV-2. O discurso é revelador do desprezo e da irresponsabilidade do mandatário diante do necessário e urgente combate para conter a propagação do coronavírus, que já ceifou a vida de mais de 220 mil brasileiros.

A pavorosa crise provocada pela falta de oxigênio em Manaus chamou a atenção de todos no país, e fora dele, não só pela incompetência, mas, principalmente, pelo criminoso descaso com a vida de milhões de brasileiros.

A verdade é que a matriz de pensamento negacionista do governo Bolsonaro, um dos subprodutos da campanha ideológica da extrema direita mundial contra a ciência e os cientistas, contribuiu para aprofundar o colapso sanitário em curso no país.

Segundo estudo da instituição australiana Lowy Institute, divulgado na quinta-feira (28), o Brasil foi o país que teve a pior resposta no enfrentamento ao avanço da pandemia. A avaliação da gestão do governo brasileiro teve nota 4,3, abaixo de países como Estados Unidos (17,3), Irã (15,9), Colômbia (7,7) e México (6,5).

O governo Bolsonaro continua sendo o principal obstáculo para a organização de uma verdadeira campanha de imunização: O governo não assegurou uma política de aquisição diversificada de vacinas e insumos, não preparou nenhuma campanha publicitária a favor da vacinação ampla da população, promove a falácia de um ineficaz “tratamento precoce” e também apresenta um duvidoso cronograma, tendo em conta que não temos ainda o fluxo seguro e continuado de um ingrediente básico como o IFA -Ingrediente Farmacêutico Ativo-, fornecido pela China, para produzir as vacinas já contratadas pelo Instituto Butantan-Sinovac e da AstraZeneca/Oxford-Fiocruz no país.

Nesta semana em Brasília e Curitiba ocorreram grandes aglomerações de pessoas nos locais previstos de vacinação, todas buscando uma dose salvadora da vacina. A tendência é crescer nos próximos dias a pressão pelo acesso ao imunizante.

Além disso, a imprensa noticiou casos de desvios de doses de vacinas para setores privilegiados e ricos da população, que cultivam relações próximas com prefeitos e governadores. Só um rígido controle social do cronograma de vacinação, via os conselhos municipais e estaduais de Saúde, pode impedir o comportamento egoísta e antissocial dos “fura-filas”.

Por sua vez, os governadores precisam agir com maior protagonismo e diligência para garantir a contratação de vacinas e insumos diretamente das corporações farmacêuticas, e, ao mesmo tempo, cobrar da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), aparelhada pelo bolsonarismo, rapidez na liberação. O Consórcio de Governadores do Nordeste deu sinais que pretende agir nessa direção.

A luta pela vacinação pública, gratuita e universal contra a Covid-19 está inserida no combate pelo fim do governo genocida de Bolsonaro e dos generais palacianos. Uma luta em defesa da vida que começa a ganhar as ruas e praças do país nas jornadas pelo impeachment de Bolsonaro.

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Veja o Vídeo Abaixo: Apesar do decreto do governo do estado com relação ao toque de recolher, as pessoas estão se adaptando às mudanças. Só devemos ter cuidado com as fake news para não tomarmos atitudes desnecessárias, devemos sempre nos cuidar contra a covid-19. A covid-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves.

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