Ataques aos chineses, maiores parceiros comerciais do Brasil, deixaram o País sem rumo na proteção do seu povo na crise da Covid-19  – Foto: ABR | Reuters

A informação é da coluna de Jamil Chade – O governo Jair Bolsonaro boicotou um encontro entre chanceleres latino-americanos e a China, em julho do ano passado, quando estava em pauta o acesso da região às vacinas que seriam produzidas no país asiático e o anúncio de uma linha de crédito de US$ 1 bilhão para permitir que os governos da América Latina pudessem ter acesso a imunizações. Nenhum representante do governo Bolsonaro foi à reunião. 

De acordo com diplomatas em Pequim, a decisão de não aderir à coordenação entre chanceleres latino-americanos e a China foi recebida como um sinal de que o governo Bolsonaro não estava interessado em negociar um maior acesso a vacinas ou insumos.

O México ficou responsável pela organização do evento na América Latina e confirmou ter feito um convite ao Itamaraty. O governo mexicano afirmou que a chancelaria brasileira sequer explicou o motivo pelo qual não participaria do encontro, liderado pelo secretário de Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, e pelo chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi.

A reunião teve a presença dos chanceleres de Argentina, Barbados, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, Panamá, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago, e Uruguai.

Nesta sexta-feira (22), no momento em que o governo brasileiro tenta retomar laços diplomáticos com a China para a importação de insumos voltados à produção de vacinas contra a Covid-19. O país anunciou apoio ao Brasil para a compra de insumos.

Membros do governo admitem agora que os ataques do clã presidencial ao país asiático prejudicaram as negociações. Bolsonaro já teria pedido o Itamaraty uma conversa com o presidente chinês, Xi Jinping.

Diante dos atuais conflitos diplomáticos em um contexto da maior crise na saúde pública brasileira, Bolsonaro já estaria avaliando adiando a demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, por não encontrado uma saída honrosa, sem prejudicar a imagem ainda mais a imagem do governo.

Até a imprensa tradicional, que apoiou o atual governo, já pediu o afastamento do chanceler, a exemplo da colunista do jornal O Globo Miriam Leitão e, por meio de editorial, o jornal Folha de S.Paulo. 

Um dos ataques do clã presidencial aconteceu em outubro, quando Bolsonaro disse que o governo não compraria vacina da país asiático. “Alerto que não compraremos vacina da China”, afirmou.

Em novembro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que governo do seu pai declarou apoio a uma “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”.

Em nota, a embaixada chinesa no Brasil classificou a postagem do parlamentar como “totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento”.

Atualmente, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking global de casos de coronavírus (8,6 milhões), atrás de Índia (10,6 milhões) e Estados Unidos (25,1 milhões), de acordo com a plataforma Worldometer.

O governo brasileiro também registra a segunda maior quantidade de mortes (214 mil) provocadas pela pandemia. Os EUA têm o maior número de óbitos (420 mil).

E veja também no Plantão 3 de Julho Notícias:

Veja o Vídeo Abaixo: O amor é a força mais poderosa da existência humana. Sem ele perdemos nossa humanidade. É o sentimento que dar sentido a vida, que nos une, que nos torna feliz, mas que pode também nos trazer tristezas e traumas.

Acompanhe nossas redes Sociais

Twitter 3 de Julho Notícias

Youtube 3 de Julho Notícias Vídeos

Página Facebook 3 de Julho Notíci

Veja o Vídeo: