Para o deputado e médico infectologista Jenilson, o momento de retomar as aulas é quando tivermos uma maior tranquilidade sanitária e não ao meio a esse fervor que estamos vivendo, onde nossas UTIs estão lotadas, nossos servidores em saúde cansados e pessoas adoecendo e morrendo de COVID todos os dias. “A vacina que chegou não vai ser suficiente para imunizar nem os profissionais que estão na linha de frente, estamos vendo em nossos Estados vizinhos as pessoas morrem por falta de oxigênio. Há um ditado que diz que quando a gente vê um problema acontecendo ao nosso lado, a gente põe as “barbas de molho”, disse o médico.

O deputado afirmou que vai consultar o comitê covid a respeito da decisão do prefeito. “Vou consultar ao comitê COVID para saber se essa é uma decisão do comitê ou uma determinação unilateral do prefeito Bocalom. Mas acredito que o comitê não autorizaria o início das aulas num momento difícil como esse que estamos vivendo, mesmo com adaptações sanitárias. Há uma recomendação sanitária de adaptação de escolas que queiram funcionar, mas para momentos de maior tranquilidade”, afirma.

Jenilson vai além. “É bom o prefeito reavaliar esse posicionamento, aulas a gente recupera ou faz remotamente”.

O Acre conseguiu apenas 41 mil doses de vacinas. O que garante a imunização de 20 mil pessoas, isto é, 2% da população acreana. Todavia, o primeiro público a ser vacinado são os grupos prioritários ( profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à covid-19, indígenas e idosos acima de 60 anos). Ou seja, as crianças não estão inclusas neste primeiro momento.

O deputado lembra a situação caótica dos estados vizinhos e a super lotação das unidades de terapia intensiva, no Acre.

Segundo o último boletim epidemiológico do Estado do Amazonas, foi registrado 6.308 mil por covid-19. Sendo contabilizados 117 novos óbitos, ocorridos nas últimas 24 horas. Além da falta de leitos e oxigênios nos hospitais.

Já Rondônia registrou mais 14 mortes e 1.041 casos de Covid-19 na terça-feira (19), segundo informações da Agência de Vigilância Sanitária (Agevisa) e Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgadas no Painel Covid. Ao todo são 2.044 óbitos em decorrência da covid.

O deputado teme que as voltas aulas cause um colapso na saúde do estado. “Nossas unidades já atigiram praticamente 100% de lotação. Por exemplo, no INTO já não temos vagas. O hospital Juruá atingiu 94% da capacidade de internação. As crianças podem adquirir o vírus na escola e disseminar aos pais e demais parentes. Não podemos pensar em volta as aulas sem imunizar pelo menos 50% da população. Isso é ter responsabilidade como representante do povo”, afirma o infectologista.

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