O programa do governo pagou 5 parcelas de R$ 600 e mais 3 extras de R$ 300 para pessoas que foram severamente afetadas pela pandemia – Foto: Reuters

247 – Esquivando-se do fracasso por não ter conseguido colocar um plano de vacinação em prática e observando sua queda de popularidade, Jair Bolsonaro colocou a culpa pelas recentes trapalhadas do governo no colo do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. 

Segundo a coluna Radar, do portal Veja, ele disse na reunião ministerial com tom de brincadeira que a Covid-19 “baqueou Pazuello e que ele não dá conta de mais nada”.

A coluna ainda informa que o clima para Pazuello só melhorou depois de o ministro ter saído do seu tradicional isolamento para praticar o esporte preferido do presidente: bater na imprensa. As declarações de quinta agradaram ao chefe e serviram para aliviar um pouco a pressão sobre o general. Só um pouco.

A reprovação popular ao governo deu um salto espantoso de seis pontos percentuais em apenas 15 dias, conforme pesquisa do instituto PoderData. A desaprovação passou de 46% em 21-23 de dezembro para 52% na primeira semana de janeiro. A aprovação caiu de 47% para 44%.

A desaprovação, de 52%, é a mais alta na série do PoderData, iniciada em junho. Este número ainda não mede o impacto do fim dos pagamentos do auxílio emergencial para brasileiros de baixa renda. O programa do governo pagou 5 parcelas de R$ 600 e mais 3 extras de R$ 300 para pessoas que foram severamente afetadas pela pandemia. Houve pagamentos em dezembro e haverá alguns residuais em janeiro, mas o programa está encerrado.