Assessoria – As intervenções emergenciais são fundamentais para garantir a permanência do uso da captação e eliminar riscos ao sistema de bombeamento da ETA II. O investimento é de 6 milhões de reais, recursos garantidos pelo governo, por meio do Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa), da Caixa Econômica Federal.

Em visita à obra nesta terça-feira, 5, a presidente do Depasa, Waleska Dessotti, o secretário-adjunto de Infraestrutura, Jamerson Lima, e o diretor de Obras do Depasa, Ítalo Lopes, acompanharam o trabalho da empresa responsável pela obra. Nessa primeira fase da realização do projeto, homens e máquinas estão mobilizados para a execução de estaca hélice contínua (tipo de estaca moldada) para fundação da nova subestação e estabilização da área comprometida pela movimentação de terra ocorrida no último mês de maio.

“É uma medida urgente e necessária para garantir o funcionamento do sistema de abastecimento da capital e não comprometer o sistema que bombeia água para mais de 65% dos bairros da capital. O governador Gladson Cameli colocou isso como uma prioridade. Nesse sentido, nós do Depasa, Seinfra e Deracre, unimos forças e acompanhamos tudo de perto para garantir que tudo saia conforme o planejado”, destacou a presidente do Depasa, Waleska Dessotti.

A construção de uma nova subestação permitirá desativar a que foi afetada pela erosão. A obra de contenção é feita com estacas cravadas a mais de 20 metros de profundidade, para conter o avanço do movimento de terra. As intervenções incluem obras de drenagem e construção de canal para desviar a água do tanque de decantação, para que possa ser realizada a limpeza e manutenção da única célula do tanque,  hoje em operação. “Todas as intervenções emergenciais ocorrem simultaneamente”, explicou o secretário-adjunto da Seinfra, Jamerson Lima.

Ação definitiva

A solução emergencial não invalida a captação de recursos para um novo tanque de decantação e nova estação de bombeamento.  Nesse sentido, o Depasa já tem projeto para construção de um novo sistema de captação em local alto,  próximo à área onde está instalada a ETA II. O próximo passo é fechar a planilha orçamentária e captar recursos. A meta e tirar a captação da área de risco.

“Após o mapeamento das áreas de risco da capital, hoje sabemos que toda captação encontra-se em área de risco de movimentação de terra. Quando foi construída a captação funcionava no meio do rio, hoje está praticamente fora. Com as intervenções ganhamos uma estabilidade, mas a meta é tirar a captação da área de risco, evitando assim o comprometimento da casa de bombas”, lembra Jamerson Lima.