Nas redes sociais uma foto com os 14 vereadores empossados para câmara municipal de Cruzeiro do Sul, passou despercebida por quase toda população. Assusta ver o baixo interesse das mulheres nas disputas dos espaços políticos e nesta eleição elas não terão nenhuma dentre os que foram eleitos.

Nas últimas legislaturas, sempre figuravam representantes femininas, por exemplo em 2016, foram eleitas Lucila Bruneta, que se elegeu pelo MDB e depois se filiou se no (PP), além da Professora Mariazinha (PHS), depois migrando para o PP. Falta de opção não foi, tinham dezenas de mulheres disputando a eleição em 2020, a grande maioria qualificada e preparada para representar bem, mas a preferência machista levou a melhor.

As estatísticas do IBGE de 2020 mostra que, a população de Cruzeiro do Sul tem 89.072 habitantes, sendo destes 50,14% homens e 49,86% de mulheres.

Já quando se trata do eleitorado, as mulheres representam 51,7% dos eleitores, contra 48,3% de homens, em um total de 55.787 no geral.

O patriarcado e o machismo nos circundam e guiam nossas relações sociais. É preciso estar em constante desconstrução de práticas opressoras, pois nem sempre é fácil perceber que estamos vivendo situações de machismo. Alguns homens sequer permitem suas companheiras de estar em posição de destaque social e profissional, quanto mais em disputa de espaços políticos de representação coletiva da sociedade.

O Acre é um dos três estados com maior incidência de violência contra mulheres, fator que deveria servir de estímulo e muita Luta por parte das mesmas.

Por fim, cabe lamentações e reflexões acerca do papel da mulher na sociedade e a vergonha do que aconteceu nas eleições de 2020, com um quadro totalmente desfavorável para a mulherada.