Quatro dias após sofrer um acidente grave na Avenida Castelo Branco, em Senador Guiomard, no interior do Acre, o pastor Raimundo Nonato Brito, de 41 anos, morreu nessa sexta-feira (1), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do pronto-socorro de Rio Branco.

O pastor foi atropelado ao tentar atravessar a avenida. Um vídeo gravado por câmera de segurança mostra o momento exato do acidente. Nas imagens, é possível ver que o pastor corre para tentar atravessar antes de um carro que vinha na mão da direita, mas não vê que uma motocicleta que estava no mesmo lado que ele.

Em poucos segundos, o pastor é atingido pela moto. Com o impacto, o motociclista também é arremessado do veículo e cai quase embaixo de um carro. O pastor bateu com a cabeça e teve um traumatismo craniano. O motociclista também ficou ferido, mas com menor gravidade, foi levado para o hospital da cidade e teve alta.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a levar Brito para o hospital de Senador Guiomard, mas devido a gravidade de seu quadro clínico, ele foi transferido para o pronto-socorro da capital.

O amigo do pastor, o bombeiro Gileudo Galvão, contou que ele chegou a passar por uma cirurgia no PS, mas não resistiu. O corpo de Brito foi levado ainda nessa sexta para sua cidade natal, Tarauacá, no interior do Acre, onde foi velado e enterrado neste sábado (2).

Galvão disse ainda que o amigo estava morando há cerca de um ano na cidade de Acrelândia e tinha ido até Senador Guiomard naquela segunda (28) para buscar a filha que estava na casa da mãe desde o Natal, e acabou sofrendo o acidente.

“O pastor é um cara muito bom, carismático e muito amigo e uma pessoa muito caridosa. É uma perda muito grande para todos nós. Ele lutou todos esses dias, mas infelizmente não resistiu”, lamentou o amigo.

Segundo a Polícia Militar da cidade, como a motocicleta que atropelou o pastor estava com licenciamento vencido, o motociclista foi multado e o veículo foi recolhido para o pátio do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC) na cidade.

Por Iryá Rodrigues, G1 Acre