Ao dar para seu vice-governador Major Rocha (PSL), antes no PSDB, quase metade do governo, Gladson fez um gesto que nunca se viu em outras administrações. Acontece que quanto mais poder dado, mas o vice empurrava a porta e quis dividir o poder com o comandante.

Alguns partidos quiseram fazer dos espaços que dirigiam um local para esquemas, basta ver as operações policiais que foram feitas até aqui, algumas ainda em curso.

Colocar as coisas no lugar, mostrar que você é apara auxiliar e não comandar, foi primordial para que o governador mostrasse quem é o protagonista da história. Trouxe para si a responsabilidade das pastas que antes estavam sob comando de Rocha, retirou as indicações da deputada Mara (PSDB), que lhes acusou de diversas coisas e tenta aprumar o governo para o 3º ano.

Ainda tem o MDB, que é um dos partidos que mais ajudou na eleição de 2018, mas que desandou na relação e acabou desembarcando do palácio Rio Branco. Restou os cargos de indicação do senador Márcio Bittar, que não entrou na briga e que permanece alinhado com Gladson, mas perdeu o DEPASA, pasta que era sob seu comando.

Dizem que o governador busca uma repactuação com o Glorioso e que será definitiva, pois tem a ver com a disputa de 2022, ainda não se sabe qual pasta os MDBistas terão para se contemplar; alguns dizem que será a SEE. Por enquanto só especulações.

Quanto ao PSD de Petecão, este de olho na disputa de governo em 2022, pode ser até mais tranquila de resolver. O PSD tem diversos cargos dentro do governo, Marfisa virou vice-prefeita da capital e cabe perfeitamente uma aliança que estejam juntos com Gladson em 2022.

Por último, Gladson foi convidar pessoalmente a prefeita de Rio Branco Socorro Neri (PSB), que entrega o cargo para Bocalon em poucos dias e pode caso aceite reforçar o governo Gladson.

Rocha terá que procurar novos ares, nessa ceara não tem espaço mais para aliança com Cameli, nem com PP.

Com a caneta na mão e centenas de cargos, fica fácil juntar e formar o time a entrar em campo.