O denunciante explicou que, além de não ser permitido o uso de celular dentro do leito de internação, os pacientes só podem fazer apenas 3 ligações para familiares durante a semana, com a duração de, no máximo, 3 minutos cada uma – tendo o paciente a possibilidade de escolher o dia da chamada.

“Uma forma desumana de tratarem as pessoas. Eu só poderia falar com minha mãe 3 vezes por semana e sem ultrapassar os 3 minutos. Foi a pior parte de todo o processo de internação”, salientou.

O paciente passou 10 dias no hospital por conta das complicações da doença e contou que em alguns momentos, quando falava com a sua mãe ao telefone e ultrapassava os 3 minutos, o aparelho era rapidamente tomado por um dos técnicos.

“Eu tinha que escolher o dia em que eu mais iria precisar falar com minha família. Tinha que me humilhar para uma assistente social para conseguir a ligação. Eu só queria ouvir a voz da minha mãe. Chegaram a tomar o telefone da minha mão, quando ultrapassei os 3 minutos”, continuou.

Quando questionado sobre o impacto que isso teve no seu processo de recuperação, respondeu que se sentia desmotivado, com saudade e raiva.

“Imagina a minha situação. Eu precisava de apoio naquele momento, das pessoas que eu amava, e não podia ter, pelo único meio que era possível. Quando estamos em um hospital, por um problema físico, não é apenas o corpo que adoece, mas a mente também. Eu estava, além de fisicamente acometido por um vírus e com dificuldades para respirar, com meu psicológico abalado”, destacou.

Durante a entrevista, o paciente disse que um banho de sol também é sugerido aos confinados, desde que, com a escolha, uma das três ligações seja renunciada. “Se eu optasse pelo banho de sol, perdia uma ligação. Preferia falar com minha mãe e ficar sem o banho de sol”, finalizou.

Nossa reportagem tentou entrar em contato com Antônio Carlos, pelo (68) 98112-****, mas não obteve resposta sobre o assunto.

Por ContilNet