Presença constante nas imagens de prisões efetuadas pela força-tarefa, ele ganhou o apelido de Japonês da Federal. A sentença é do juiz Sérgio Luis Ruivo Marques, da 1ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu.

Em 2003, a PF identificou um total de 28 envolvidos em um esquema de facilitação de contrabando pela fronteira Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu, por meio da Operação Sucuri. No total, foram 22 agentes da PF, 4 servidores da Receita Federal e 2 policiais rodoviários federais.

Dos 28 réus, 24 foram condenados, incluindo Ishii. Dois foram excluídos, e dois, absolvidos. O Japonês da Federal foi condenado a perder sua função na PF e a pagar uma multa civil de 40 vezes a renda média autodeclarada, perfazendo um valor de R$ 200 mil.

“Há que se ressaltar que o réu Newton Hidenori Ishii é determinado, quando o assunto é cobrar propina para facilitar o contrabando/descaminho. No caso, Newton Japonês escolheu o tipo de mercadoria que aceitaria facilitar e, ainda, fixou o preço da propina a ser cobrada pela omissão na atribuição de combater o crime que lhe foi conferida pelo Estado”, diz trecho da sentença.