Assessoria – Prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB), divulga uma pesquisa de doutorado que se transformou em um meio de divulgação da dança cênica do Estado do Acre.  A Profa. Dra. Ma. Valeska Alvim desenvolveu no doutorado o projeto Cartografia da Dança do Acre a partir da tese que ela estava elaborando A Dança Cênica no Acre: por uma inserção na cartografia nacional. O objetivo era colocar a dança cênica que existe nesta região no mapa, porque esse tipo de cartografia existe em quase todos os estados, e no Acre ainda não havia.

O Cartografia da Dança do Acre é um acervo online, que não abrange toda a produção de dança, é voltando somente à dança cênica. A pesquisa envolveu os 22 municípios, muitos deles com a participação de povos indígenas. A catalogação de espetáculos foi a partir de 1997, com o levantamento de material gráfico como: vídeos, fotos, sinopse e ficha técnica. Esse registro está disponível no site com a devida autorização das pessoas que realizaram.

No acervo é possível encontrar os registros e as memórias da dança cênica do estado do Acre, para referência futura que os pesquisadores, estudantes e artistas possam utilizar. “A importância de existir uma memória da dança registrada em um lugar de fácil acesso, podendo ser um canal de discussão de políticas públicas voltadas para dança é o maior objetivo desse acervo”, enfatizou a criadora do acervo, Profa. Dra. Ma. Valeska Alvim.

O presidente da Associação de Dança do Acre (ASDAC), Christian Moraes, destaca que o acervo Cartografia da Dança do Acre, não é um benefício só para a ASDAC, mas sim para o movimento de dança como um todo. “ O site e esse trabalho de acervo traz uma garantia de tirar a dança do Acre da invisibilidade e mostrar para todo o país. É um registro de vários grupos e espetáculos que foram produzidos nessa última década aqui no nosso estado. Uma fonte de consulta e pesquisa, que é de grande valia para termos esse diálogo com as outras capitais. A ASDAC e o movimento de dança são eternamente agradecidos pela disponibilidade e pela pesquisa da Profa. Dra. Ma. Valeska Alvim que vai deixar um legado muito importante para as artes e principalmente para o seguimento da dança”.

O bailarino, coreógrafo e diretor, Maycon Coelho, é um dos artistas que tem o reconhecimento do seu trabalho no site Cartografia da Dança do Acre. “A meses estava procurando alguém que tivesse alguma gravação ou dvd dos primeiros espetáculos que dancei e ninguém tinha esses registros, até que me mandaram o site Cartografia e consegui baixar todos. Achei incrível como tem outros espetáculos, assisti outros que não consegui assistir na época. Achei a ideia da Valeska Alvim genial, reunir todos os espetáculos daqui do Acre em um site aberto para todos acessarem. Excelente trabalho e de fundamental importância o reconhecimento dos artistas que vieram antes de mim e poder mostrar para quem virá”.

“A principal importância do site cartografia é a conservação da memória da dança no estado, pois acredito ser fundamental para desenvolvimento de qualquer expressão artística o resgate histórico de sua trajetória. Além disso, acho muito valioso termos a disposição essa ferramenta que nos proporciona um acervo tão extenso e organizado da dança acriana. Acredito que, como bailarina e professora, sinto-me valorizada ao ver a maior parte dos meus trabalhos serem perpetuados neste site”, destacou a professora de dança, Raquel Pinheiro.

O site Cartografia da Dança do Acre segue sendo alimentado, com previsão de novos projetos vinculados a área de conhecimento da dança. Além disso possui a página no facebook Dança no Acre, que não é um acervo, mas é um meio de divulgação de tudo o que acontece de dança no Acre.

A Profa. Dra. Ma. Valeska Alvim, curadora do site, pretende manter o acervo e continuar publicando os próximos espetáculos de forma que mantenha a memória da dança no Acre viva e também pretende entrar com pesquisas só para artistas que não tem produtos finais, mas que trabalham com dança, como professores, bailarinos que são artistas, mas não produzem espetáculos.