O jovem Izael Brito de Bezerra, de 18 anos, foi assassinado a tiros na noite de sábado (5) no km 23 da BR-317, em Epitaciolândia. O rapaz andava de bicicleta com o irmão quando foi morto.

À polícia, o irmão da vítima contou que estava a cavalo e Bezerra de bicicleta quando passou um homem em uma motocicleta preta. Os dois continuaram a caminhada, mas acabaram encontrando o motorista parado mais a frente.

Ainda segundo o relato da testemunha, o suspeito sacou um revólver e atirou contra Bezerra e tentou atirar contra ele, que fugiu.

Uma pessoa foi conduzida para a delegacia suspeita do crime, mas negou o crime. Contudo, a polícia falou que após algumas conversas o suspeito confessou que matou Bezerra.

O delegado responsável pelas investigações, Luiz Tonini, diz que o irmão de Bezerra foi até uma comunidade próxima, pediu ajuda aos moradores e chamou a polícia.

“Segundo o irmão dele, que já foi ouvido, o suspeito falou ‘agora você vai ver’, sacou a arma e disparou. Ele fugiu, o rapaz ainda tentou persegui-lo, tentou atirar contra ele, mas acredito que não tinha mais munição. Pediu ajuda aos conhecidos, mas quando voltaram no local o rapaz estava morto. Fizemos diligências, detemos uma pessoas, mas, a princípio, não foi esse rapaz”, destacou.

Suspeito de furtos e roubos

Ainda segundo a polícia, Izael Bezerra já tinha sido preso por roubo e furtos. As investigações apontam que o jovem era envolvido em diversos furtos de animais, em fazendas nas região.

“Não sabemos se ele tinha envolvimento com facções, frequentava lugares de facções, mas não sabemos já tinha ligações estreitas com elas. Ele era criminoso na área de furtar patrimônio, fazia pequenos furtos de animais, mas temos que ouvir mais pessoas”, avaliou.

Ainda segundo a polícia, o suspeito alegou que matou o rapaz porque ele tinha furtado alguns objetos da fazenda dele. A testemunha não tinha reconhecido o suspeito com medo de ser morto.

“Pessoal saiu em diligência e trouxe esse cara. A princípio acharam que não era porque é um cara direito, trabalhador na região e de bem. Mas, em conversei com ele achei a situação muito frágil, algumas informações desencontradas e ele resolveu confessar. Pessoal foi buscar a arma do crime, estamos fazendo o flagrante dele”, concluiu.

Por Aline Nascimento, G1 Acre