Passada as disputas municipais, chegou a hora do governador Gladson Cameli (PP) tentar juntar os cacos da vidraça que se partiu em muitos pedaços. O desafio é recompor uma base dividida.

O MDB foi quem mais perdeu depois das eleições de 2018, sendo empurrado para fora do Palácio Rio Branco pela postura do deputado Roberto Duarte, o glorioso perdeu quase todos os espaços na gestão. O que restou foi o DEPASA, que era apadrinhado pelo senador Márcio Bittar, mas depois de tantos escândalos de corrupção sofreu intervenção do próprio governador, que exonerou os indicados MDBistas.

Para piorar, o empenho do governador nas eleições de Cruzeiro do Sul foi fundamental para derrotar o candidato do MDB, Fagner Sales, filho da deputada Antônia e do ex-prefeito Vagner Sales e que ainda tem sua Irmã Jéssica como deputada federal.

Sempre bem informada, a colunista Angélica Paiva trouxe um furo importante na sua coluna desta terça-feira (1), detalhando como estão as tratativas para que o MDB volte a ser base do governo e reate as pazes com governador Gladson Cameli.

Segundo Angélica, o MDB ganhará a maior secretaria do governo a Educação, essa de porteira fechada. Com estrutura em todos os 22 municípios, a SEE seria o espaço perfeito para o MDB agraciar seus quadros e se posicionar com Gladson na disputa de 2022.

Bittar não goza de prestígio dentre os trabalhadores em educação, isso por fazer inúmeras críticas à política educacional do País.

O governador também já se movimenta para retorno ao PP e busca diálogo com o prefeito eleito Tião Bocalon. Nos bastidores as conversas já estão sendo feitas, tendo inclusive uma sinalização de repactuação entre o governador e seu partido o PP.

Gladson já parabenizou Bocalon pela vitória nas urnas e ambos e acenaram para uma parceria entre prefeitura e estado.

Com senador Petecão se saindo fortalecido do processo eleitoral deste ano, Gladson busca recompor sua base, tendo que administrar a guerra de bastidores com seu vice Major Rocha, que estar no PSL, mas tem influência direta no PSDB, da irmã Mara Rocha, que dificilmente caminhará junto com PP em 2022.