O Acre tem um dos dez maiores índices de mortalidade infantil do país, segundo a Tábua de Mortalidade, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (26) com dados de 2019.

O estado apresentou taxa de 15,3 mortes para cada mil nascidos vivos, superior à média do Brasil de 11,9.

Conforme o IBGE, a tábua de mortalidade tem sido utilizada como um dos parâmetros necessários à determinação do chamado fator previdenciário para cálculo dos valores relativos às aposentadorias dos trabalhadores que estão sob o Regime Geral de Previdência Social.

O Acre aparece na 10ª posição no ranking das maiores taxas. Com índice de 22,6 óbitos a cada 1 mil nascidos vivos, o Amapá lidera o ranking, seguido de Rondônia, com 18,8.

Em 2018, o estado acreano também ocupava a décima posição no ranking, com taxa de 15,8, um pouco inferior ao índice de 2017, que naquele ano ficou em 16,3.

Dados nacionais
No país, a probabilidade de um recém-nascido não completar o primeiro ano de vida era de 11,9 para cada mil nascimentos no ano passado, ficando abaixo da taxa de 2018 quando a taxa era de 12,4. Esse índice caiu 91,9% desde 1940, quando chegava a 146,6 óbitos por mil nascimentos.

A mortalidade na infância – crianças menores de 5 anos – também declinou no país. Saindo de 14,4 por mil em 2018 para 14,0 por mil em 2019.

Das crianças que vieram a morrer antes de completar os 5 anos de idade, 85,6% teriam a chance de morrer no primeiro ano de vida e 14,4% de vir a falecer entre 1 e 4 anos de idade.

Por Iryá Rodrigues, G1 Acre