Durante a última sessão na câmara municipal, o vereador Eduardo Farias (PCdoB) que também é médico infectologista, relatou reclamações de familiares e disse que ele mesmo tem dificuldades de ter acesso aos prontuários dos seus próprios pacientes.

Segundo o Dudu, as pessoas estão tendo dificuldades para ter informações sobre seus familiares internados, muitas das vezes recebendo apenas uma ligação fria, sem detalhes do quadro em que se encontra. Outa grave acusação, diz respeito a troca de medicação sem de internos, sem que esta tenha segurança clínica. Segundo Dudu cerca de 60% dos médicos que atuam no INTO são residentes, sem muita experiência para lidar com uma doença tão perigosa e letal como o COVID-19.

“Essa relação está muito ruim com a sociedade, as pessoas colocam seus pacientes lá dentro e não tem como saber como estão medicadas, não tem acesso ao prontuário. Eu mesmo fui visitar pacientes que acompanho não tive acesso ao prontuário, por isso essa caixa preta precisa ser aberta, mesmo como médico infectologista eu tenho dificuldades de ter acesso”, disse Dudu.

O infectologista afirmo que a relação do INTO com os familiares precisa melhorar.

“As pessoas estão recebendo uma ligação fria, não sabem exatamente como seu ente querido está, estamos lidando com vidas e ali tem dinheiro público”, desabafou.

Nos últimos dias a população vem fazendo diversas reclamações do atendimento no INTO, que é a maior unidade de referência da capital Rio Branco.