Desde que a rodovia 364 deixou de cortar a cidade de Rodrigues Alves e os veículos passaram a utilizar a estrada da Variante para chegar em Cruzeiro do Sul, o município sofreu uma decadência econômica incalculável.

A Ponte construída sobre as duas margens do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul, isolou a cidade de quem por lá adentrava e acabava contribuindo com o crescimento da economia. Ali as pessoas paravam em restaurantes, bares e lanchonetes, fazendo da cidade de Rodrigues Alves uma parada quase obrigatória na chegada ao Vale do Juruá.

Com uma demanda grande pessoas que saem e chegam na cidade, a travessia da balsa virou uma dor de cabeça para quem dela precisa. São trabalhadores de localidades afastadas da cidade, que somam centenas e até milhares todos os dias. Apenas uma balsa de médio porte mantida pelo governo do estado faz a travessia de graça, mas outros mais de 20 particulares bem menores atuam no local.

No período de inverno o sofrimento com a descida escorregadia é um tormento para quem precisa se deslocar ou chegar por lá, o que faz com que o sentimento e a luta para que a ponte de Rodrigues Alves seja construída.

Na cidade até um movimento intitulado Pró-Ponte foi levantado e através das autoridades tenta convencê-las da importância da obra.

A esperança que se tem na cidade é que a Rodovia interoceânica sai do Papel e que possa ter Rodrigues Alves como Rota, sendo o município contemplado com a tão sonhada ponte.

Até lá, o povo vai se virando como pode, horas melhor, horas com transtorno.