Um grupo de pelo menos 790 alunos do Instituto Federal do Acre (Ifac) começou a receber, nesta semana, chips de internet com 20 GB mensais para terem acesso às atividades remotas durante o período de calamidade pública por causa da pandemia de Covid-19.

A retomada gradual das aulas na instituição ocorreu no dia 14 de setembro. As atividades presenciais ficaram suspensas por um período de seis meses, a contar de março quando o governo anunciou os primeiros casos de Covid-19 no estado.

Quase dois meses depois de retomar as atividades de forma gradual, a instituição começou a distribuição dos chips que deve alcançar pelo menos 918 alunos no total. O primeiro grupo a ser contemplado é de 790, entre os campi da capital acreana Rio Branco e os do interior do estado.

“Essa ação é extremamente importante visto que ela possibilita fazer com que aquele estudante que não tem acesso à internet e, com isso, ele fica impossibilitado de participar das atividades mediadas por tecnologia e eles passam a fazer parte desse público. Então, ele tem um aspecto também de inclusão muito significativo”, disse o diretor Sistêmico de Assistência Estudantil do Ifac, Edu Gomes.

A entrega dos chips com o pacote de dados móveis faz parte do projeto Alunos Conectados do Ministério da Educação (MEC) e tem como objetivo possibilitar ao aluno desenvolver suas atividades acadêmicas remotas, fora do campus de sua instituição de ensino, de forma emergencial, em adaptação e inclusão, no contexto da pandemia da Covid-19.

A iniciativa é voltada aos estudantes de baixa renda matriculados em universidades federais e nas instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Veja como fica a distribuição dos chips por campus:

Baixada do Sol: 54;

Cruzeiro do Sul 270;

Rio Branco 200;

Sena Madureira 70;

Tarauacá 113;

Xapuri 83

O Ifac informou que vai ocorrer outra distribuição para os demais estudantes inscritos na segunda chamada do edital.

O programa tem duração prevista de 12 meses, mas, pode ser interrompido a partir do sexto mês pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) ou a qualquer tempo, caso cessem os efeitos da declaração de calamidade pública.

“Esse público que a gente está atendendo agora são estudantes com renda per capita inferior a meio salário mínimo [R$ 522]. Então, por esse recorte de renda a gente já entende a necessidade e a importância desse projeto para que os alunos permaneçam vinculados ao Ifac e assim consiga ter o seu êxito ao final do curso”, concluiu.

Por Alcinete Gadelha, G1 Acre