O motorista do caminhão envolvido no acidente grave que deixou o auxiliar administrativo Antônio José Nascimento de Lima, de 47 anos, morto e um jovem de 18 anos ferido se apresentou, nesta quarta-feira (4), na delegacia de Brasileia, junto com um advogado.

O acidente ocorreu na segunda (2) no quilômetro 8 da BR-317, em Assis Brasil. Conforme a polícia, as duas vítimas estavam em uma motocicleta quando o caminhão que seguia na mesma direção na estrada reduziu a velocidade para entrar no Parque Industrial, mas como a moto estava em alta velocidade, não conseguiu reduzir a tempo e acabou batendo na traseira do veículo.

Antônio Lima estava na garupa da motocicleta no momento do acidente. Ao chegar no hospital de Brasileia ele não resistiu aos ferimentos. Já o jovem de 18 anos que pilotava a moto foi transferido para o pronto-socorro de Rio Branco por conta dos ferimentos.

O motorista do caminhão, que não teve o nome revelado, foi ouvido e liberado em seguida, já que não estava mais em período de flagrante. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Carla Ívane ele disse que fugiu do local sem prestar socorro às vítimas por medo de ser linchado.

“O acusado informou em interrogatório que saiu do local por medo de ser linchado. Afirmou que familiares da vítima ainda estiveram na residência dele, que soube por vizinhos. Segundo ele, quando saiu [do local do acidente] as vítimas estavam sendo socorridas por terceiros e populares. Estamos instruindo o procedimento ainda, lavrado por portaria, em razão da ausência do flagrante neste momento”, disse a delegada.

“Ele se apresentou voluntariamente na delegacia, foi ouvido pela autoridade competente e posteriormente liberado enquanto aguarda o trâmite do processo. Ele está muito abalado com o ocorrido e se coloca totalmente à disposição da Justiça”, disse o advogado do motorista, Thallis Felipe Brito.

Em reportagem publicada nessa terça (3), a direção da unidade informou que o jovem estava na sala de emergência, sendo acompanhado por uma neurologista.

A delegada afirmou que ainda não ouviu o jovem por ele permanecer hospitalizado. “A depender da sua alta ou permanência por mais tempo no hospital, ele será ouvido no hospital, mediante autorização médica”, concluiu Carla.

Por Irya Rodrigues, G1 Acre