O homem de 34 anos achado com marcas de espancamento a 50 metros do corpo da indígena Vita Kulina, de 21 anos, foi preso nessa quinta-feira (29) em Santa Rosa do Purus, no interior do Acre., após pedido do Ministério Público do Estado (MP-AC).

Ele é suspeito de ter matado a jovem, que foi encontrada às margens do rio da cidade no último dia 27 de maio.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Frank informou que se trata de mandado de prisão temporária de 30 dias e que já ouviu duas testemunhas, mas que ainda vai fazer a oitiva do suspeito.

As investigações apontam que a causa da morte da jovem seria o afogamento e, segundo o delegado, a indígena passou por um exame que deve confirmar se ela foi também vítima de estupro.

“A investigação está se encaminhando, ainda não posso confirmar, mas, a princípio, ele praticou o homicídio dela afogando. Do abuso ainda não posso confirmar, porque ele negou e foi colhido o material biológico do cadáver, que vai para o IML ainda para fazer análise. Vamos pedir urgência para o resultado desse exame”, disse o delegado.

O homem teria sido espancado por outros indígenas após verem a situação da jovem. O delegado afirmou que não se sabe ainda se eles viram o momento em que ela foi agredida ou se já a encontraram sem vida. O suspeito já teria histórico de violência contra mulher.

O Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Purus informou que está acompanhado o caso juntamente com a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Vítima de estupro coletivo

A indígena Vita Kulina já tinha sido vítima de estupro coletivo no ano de 2015 na cidade de Santa Rosa do Purus, segundo informou o delegado. Na época, quatro homens foram presos e dois adolescentes, de 14 e 16 anos, foram apreendidos suspeitos de estuprar a jovem após uma bebedeira. Na época, ela tinha apenas 16 anos.

À polícia, todos confessaram o crime. Em seguida, os quatro maiores de idade foram levados para Rio Branco e os adolescentes para o centro socioeducativo do município de Sena Madureira. Do G1 Acre