Com um grupo de 369 imigrantes que são acompanhados pelo governo do Acre, a Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (Seasdhm) criou um grupo de trabalho que vai atuar na linha de frente nas ações referente à situação migratória no estado.

O objetivo do grupo é prestar auxílio principalmente na segurança e saúde dos imigrantes. Além disso, a ação vai contribuir para o fortalecimento das políticas de direito destinadas a esse público.

“Nossa principal preocupação é porque o fluxo migratório no estado tem aumentado bastante. Temos hoje 369 imigrantes e nós, o estado e o município, a gente assegura acolhimento temporário a eles, com provisão de materiais, psicólogo e fazemos encaminhamento conforme as necessidades deles”, disse a secretária da Seasdhm, Ana Paula Lima.

Desse total de imigrantes que entram no Acre, a maioria é venezuelano. Eles vêm por meio da fronteira do estado com o Peru. Atualmente, em Rio Branco, a Seasdhm contabiliza um número de 81 imigrantes sendo que 71 são indígenas venezuelanos da etnia Warao e uma família de nove pessoas que estão abrigadas no Centro Dias.

Já no interior do estado, Brasileia tem 56 estrangeiros; 49 em Epitaciolândia e outros 183 em Assis Brasil. Esse número de quase 370 imigrantes são aqueles que recebem algum tipo de acompanhamento feito pelo estado.

O grupo é formado por pelo menos oito secretarias e mais uma representação do Acre em Brasília.

Boa parte dos imigrantes usa o estado apenas como porta de entrada no país. No dia 1º de outubro, por exemplo, o Centro Dias tinha um grupo de 22 venezuelanos. E, nesta semana, mais da metade já tinham seguido viagem.

“Eles chegam aqui muito fragilizados, a situação de vulnerabilidade social deles é grande. Estão longe das suas famílias, do seu país. E esse grupo nós vamos organizar internamente para tratar destas questões mais específicas do fluxo migratório.

Imigrantes no Acre

Fugindo da crise, os venezuelanos buscam refúgio no Brasil por causa da crise que atingiu o país nos últimos anos. Com a entrada, é comum encontrá-los nos semáforos pedindo ajuda financeira para bancar as despesas pessoais.

Os dados mais recente da Seasdhm são de que de janeiro a julho deste ano pelo menos 392 imigrantes já tenham passado pelo estado e procuraram a secretaria para algum tipo de atendimento. Também aguardamos levantamento da Polícia Federal que deve apontar o número total de estrangeiros que deu entrada no estado este ano. Do G1 Acre.