A frente parlamentar da reforma administrativa lançou, nesta quinta-feira, uma série de propostas para incluir no projeto enviado pelo governo ao Congresso em setembro. Os deputados e senadores que fazem parte do grupo defendem a inclusão dos atuais servidores na proposta, já que o texto do governo trata apenas dos futuros servidores.

Os parlamentares também querem incluir os chamados “membros” de poder, como juízes, promotores e procuradores do Ministério Público na proposta. O governo argumenta que não tem competência legal para mudar regras para esses servidores e que isso caberia ao Congresso.

As propostas da frente foram apresentadas nesta quinta-feira, com a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Nossa reforma não vem para perseguir, atacar, condenar. Pelo contrário. Nosso desafio é que todos tenham as mesmas oportunidades em relação à qualidade do serviço público”, disse Maia.

O presidente da Câmara voltou a defender a regulamentação dos chamados “gatilhos” do teto de gastos, para cortar despesas públicas:

“Não é na receita que a gente vai resolver a renda mínima e o equilíbrio fiscal. É na despesa. Nosso problema é que nossas despesas crescem mais que a inflação. Nós estamos indo para o precipício todos juntos, se não tivermos coragem de enfrentarmos esse problema.”

Fonte: EXAME