Em duas postagens feita pelo líder do Movimento no Acre, ele relata a crise de identidade que grande parte dos LGBT tem de se auto assumir e defender a luta por igualdade e menos preconceitos. Germano diz que foi abordado por um jornal local, para que faça um relato sobre o quantitativo de candidatos LGBT em Rio Branco e que infelizmente não tem como saber.

“O Jornal está me pedindo a relação de nomes de todos os candidatos LGBT à vereadores de Rio Branco. O problema é que têm alguns, mesmo o planeta inteiro sabendo que são LGBT, posso correr o risco de ser processado. Eles não querem nesse período eleitoral serem vistos como candidatos ou candidatas LGBT. Preferem o Armário como de costume. Peço desculpas ao Jornal, por não poder ajudar. Uma dica, é só ir no YouTube é digitar PARADA GAY do Acre é lá em vários vídeos, saberão quem são os candidatos e candidatas”, disse Germano em uma das postagens.

Já no segundo post, o líder LGBT fez um extenso desabafo e detalhou os fatores que fazem com que mesmo sendo um grande número, a comunidade LGBT não se unifica. Segundo ele os fatores vão desde questões culturais, intolerância e ódio crescente e medo.

Germano afirma que a homofobia não vem de fora para dentro e que muitos gays são homofóbicos e alimentam o preconceito e a intolerância.

Saíram do armário 

Gays conservadores e a homofobia internalizada dos próprios gays.

Não é porque uma pessoa é homossexual que ela não pode ser homofóbica. Uma das facetas mais claras de como a homofobia social deturpa o meio gay é quando homossexuais ou gays assumidos são contra um beijo gay na novela, contra o casamento gay, a adoção gay ou ainda andar de mãos dadas nas ruas. Para eles, é uma provocação à sociedade – colabora contra a imagem do gay – e aumento da violência. Oi?

Alguns também são contra os afeminados, as paradas gays e a militância. Repartem a mesma mentalidade de religiosos fundamentalistas e conservadores de ultra direita. Para estes, homossexuais devem viver no armário. E se ousarem sair de lá para provocar a “maioria” merecem pagar o preço por isso. Lembram da repercussão do beijo lésbico da novela “Babilônia” que gerou protestos de evangélicos e adjetivos de “apelativo” e “desnecessário” de alguns gays na internet? Que teve o famoso ex casal de estilistas italianos Dolce e Gabanna se declarando que a adoção, inseminação, casamento gay e afins por ser algo antinatural, segundo eles. Note, o mesmo preconceito, mas vindo da própria comunidade.

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