A concentração de partículas poluentes no ar atinge números alarmantes neste período de estiagem no Acre. Dados dos sensores de monitoração mostram que atualmente a qualidade do ar está quase cinco vezes acima da qualidade ideal para a respiração.

Conforme os dados do relatório da sala de situação de monitoramento hidrometeorológico do Acre, nessa sexta-feira (18), o índice de materiais particulados inaláveis chegou a 108.00 μg/m³, na capital Rio Branco.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que a quantidade de material particulado por metro cúbico aceitável é de 25 microgramas. Acima disso, a qualidade é ruim para a saúde humana.

As leituras são feitas por equipamentos de monitoramento da qualidade do ar instalados na Universidade Federal do Acre (Ufac) e na sede do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), no Centro da capital.

Ainda segundo os dados, às 21h hora da última quinta-feira (17), foram encontradas concentrações de poluição chegando a 172,69 µg/m³, ou seja, quase sete vezes acima da qualidade de ar ideal para a respiração.

O relatório traz ainda que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos alerta que a concentração de partículas superiores a 89 µg/m³ por um período de uma a três horas já é considerada nociva a grupos de risco, como pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas, idoso e crianças.

Por Iryá Rodrigues, G1 Acre