O acusado de matar Maria Auxiliadora Gomes Cruz com um tiro no olho no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, em julho de 2018, José Ribamar Alves de Souza, foi condenado a mais de 74 anos de prisão em regime fechado. Souza foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, quatro tentativas de homicídio e organização criminosa.

Maria Auxiliadora foi assassinada com uma bala perdida no conjunto habitacional Cidade do Povo. Dois adolescentes ficaram feridos com tiros em um dos braços e pernas. A suspeita, segundo a polícia na época, é que os alvos eram os adolescentes e não a mulher. Os menores foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Os crimes ocorreram em uma noite violenta na região. Tentamos contato com a defesa de Souza, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Júri popular

José Ribamar Souza foi julgado por júri popular no último dia 11, na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco. Os jurados acataram a tese do Ministério Público do Acre (MP-AC) de que a morte de Maria Auxiliadora teve motivo torpe e com recursos que dificultaram a defesa da vítima.

Maria Auxiliadora foi atingida quando andava de bicicleta na rua. O juiz de Direito responsável pela sentença, Alesson Braz, negou o direito do acusado de recorrer do resultado em liberdade.

Segundo a denúncia do MP-AC, o acusado estava em uma motocicleta e após os disparos encaminhou áudios em um aplicativo se orgulhando do crime. Ele confessou o crime quando foi preso, na cidade de Sena Madureira, onde estava escondido. Do G1 Acre.