Os seis iranianos presos no dia 30 de agosto tentando entrar no Brasil usando o Acre como rota devem voltar ao país de origem, Irã, em 15 dias. O grupo foi flagrado pela polícia com passaportes falsos. A informação foi confirmada pelo Ministério Público Federal (MPF) que propôs um acordo de não persecução penal. Assim, os iranianos podem retornar ao país de origem sem punição.

O acordo já foi homologado pela Justiça Federal, segundo o MPF.

Pela regra da Lei Anticrime, acusados de crimes, com penas de até 4 anos de reclusão, deixam de responder a processo e não serão julgados, se confessarem a prática do delito ainda durante a fase inicial de investigação policial. O acordo faz com que o criminoso não possa mais ser punido pelo que fez.

O MPF informou que o crime de falsificação de documentos se enquadra nesse quesito, o que permite o acordo de não persecução penal, mas os estrangeiros precisam voltar ao país deles. Além disso, também foi incluído no acordo autorização para reaver a guarda da criança, que estava com o grupo e permaneceu no Conselho Tutelar de Brasileia (AC), até quarta-feira (9).

Ainda conforme o MPF, a embaixada iraniana providencia o retorno do grupo ao Irã.

Quando foram presos, os estrangeiros estavam em três táxis. Na abordagem, eles apresentaram passaportes como se fossem dois canadenses, cinco israelenses e um dinamarquês.

Entre os imigrantes estava a criança. Dos que foram presos, dois são homens e quatro mulheres. Do grupo de oito pessoas, apenas um deles não estava com documento falso.

O grupo foi conduzido para a delegacia da Polícia Federal de Epitaciolândia, no interior do estado, onde foi feita a análise dos documentos e constatada a adulteração.

As investigações apontam que o grupo queria ao Canadá, mas, com as fronteiras internacionais fechadas, acabou sendo descoberto e preso no Acre. Do G1 Acre.