Após a prisão de seis iranianos que tentavam entrar no Acre com passaportes falsos, dois homens foram presos na manhã deste sábado (5) no município de Epitaciolândia.

Os homens foram presos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Chacal, por serem integrantes de uma organização criminosa internacional que falsifica documentos e promove a entrada ilegal de estrangeiros no Brasil e em outros países.

A PF informou que foram expedidos um mandado de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva pela 3ª Vara Federal de Rio Branco em desfavor dos dois estrangeiros que atuaram no contrabando de pessoas no Brasil, usando como porta de entrada a cidade acreana de Assis Brasil. A polícia disse que há tempos eles promoviam a entrada ilegal de iranianos nos EUA e Canadá.

No dia 30 de agosto, seis iranianos foram presos ao tentar entrar no Brasil com passaportes falsos. O flagrante ocorreu após uma denúncia de que o grupo entraria no estado. Uma barreira foi montada pela Polícia Federal no posto de Assis Brasil, na fronteira com o Peru.

Os estrangeiros estavam em três táxis. Na abordagem, eles apresentaram passaportes como se fossem dois canadenses, cinco israelitas e um dinamarquês, de acordo com a PF. Entre os imigrantes estava uma criança com menos de dez anos. Dos seis presos, dois são homens e quatro mulheres. Do grupo de oito pessoas, apenas um deles não estava com documento falso.

O grupo foi conduzido para a delegacia da PF em Epitaciolândia, onde foi feita a análise dos documentos e constatada a adulteração.

Após a prisão do grupo, a PF iniciou as investigações e informou que eles tinham como objetivo chegar ao Canadá, mas, devido às fronteiras internacionais estarem fechadas, acabou dificultando o trajeto e eles foram presos no Acre.

A PF ainda informou que já conseguiu identificar os verdadeiros nomes dos iranianos e que entre eles havia um “coiote”, que seria a pessoa responsável por garantir a entrada ilegal do grupo no país.

Além disso, a polícia ainda acrescentou que um dos presos é investigado e monitorado pelas autoridades dos EUA por envolvimento em contrabando de pessoas do Oriente Médio para as Américas e Europa nos últimos doze anos.

A PF não informou o que deve ocorrer com o grupo a partir de agora.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão foram apreendidos um celular, um notebook, chips telefônicos de países diferentes, cartões de crédito em nome de várias pessoas e documentos diversos.

O nome da Operação ‘Chacal’ foi dado porque o contrabandista de pessoas recebe o nome de ‘coiote’, animal chamado de chacal americano.

Do G1 Acre