Assessoria – O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em parceria com a BVRio, organização que promove o uso de mecanismos de mercado para facilitar o cumprimento de leis ambientais e apoiar a economia verde, realizam, entre os dias 1º e 3 de setembro, capacitações em comercialização e marketing para jovens que confeccionam artefatos de madeira a partir de resíduos do manejo floresta do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Porto Dias, localizado em Acrelândia e outras três cooperativas do Juruá.

A atividade integra o termo de cooperação técnica firmado entre Sema e BVRio em março deste ano, que visa desenvolver treinamentos e capacitações de marcenaria a populações tradicionais e ribeirinhas, para melhor utilização da madeira, assim como atrair possíveis compradores de outras regiões do país.

A gestão da Sema, por meio do financiamento do Programa de Desenvolvimento Sustentável de Estado do Acre (PDSA/BID), tem dado visibilidade ao projeto da ASPD e permitido incrementos importantes como as parcerias firmadas com a BVRio. “Estamos apoiando todas as cooperativas a buscarem meios de desenvolvimento econômico, social e ambiental. Essa capacitação é importante pra eles, já que o marketing digital vai ampliar os horizontes desses projetos”, disse o secretário de Estado de Meio Ambiente, Israel Milani.

A jovem artesã Daiane Correia ressaltou que o projeto não beneficia somente uma família, mas várias dentro do PAE Porto Dias. “É o lugar de onde a gente veio, é o lugar onde a gente se sente bem. Esse projeto foi maravilhoso porque nos deu um emprego, nos deu uma oportunidade de fazer coisas lá dentro da comunidade que nós saíamos para fazer fora”, relatou.

Com a pandemia da Covid-19, a alternativa para que as capacitações não fossem canceladas foi a realização de forma online. Segundo a coordenadora do Núcleo de Manejo Florestal Madeireiro, Luciana Rôla, a realização virtual dos cursos possibilitou que outras comunidades participem das capacitações.

“Como é online, a gente pensou em inserir outras comunidades da região do Juruá que têm atividades relacionadas a produtos florestais não madeireiros e que também têm problema em comercialização e marketing: a Coopermogno, que trabalha com cocão, a Coopercintra, que trabalha com a produção de óleo de murmuru, e a Coopfrutos, que trabalha com a produção de óleo de buriti”, declarou Luciana.

Além dos representantes das três cooperativas do Juruá e da associação de Acrelândia, servidores da Secretaria de Meio Ambiente que trabalham com assistência técnica agroflorestal também participam das capacitações para serem multiplicadores em outras comunidades em que a Sema atua.