O Diário Oficial do Estado (DOE) trouxe, na sua última edição, decreto assinado pelo governador em exercício Wherles Rocha decreto com a exoneração do açougueiro Ruy Birico, que exercia cargo de confiança na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

Duvidando da autoridade do vice-governador, o açougueiro e taxista nas muitas horas vagas de sua vida chegou a dizer que a demissão assinada por Rocha não vale nada e que ele está esperando o retorno de Gladson Cameli ao Acre para tratar do assunto. Espera que Gladson Cameli anule o decreto de seu vice-governador.

Birico, ao se achar importante, quis se meter na briga de grandes e não olhou para a sua monumental insignificância de um açougueiro desempregado, taxista sem passageiro e político sem voto. É o típico caso de um tipo de ser humano cujo fracasso lhe subiu à cabeça.

Não sabe o inocente do açougueiro que se julga político que sua demissão foi acertada em São Paulo, durante visita do governador a Rocha, que estava em tratamento de saúde na capital paulista.

Dias antes, Rocha anunciara que, mesmo sendo governo, iria para a oposição face ao que ele chama de “petização” do governo e ainda em função do bate-boca entre o governo e sua irmã, a deputada federal Mara Rocha. Gladson foi a Rocha propor um armistício entre ambos e tudo voltou às boas, conforme já havia anunciado em Rio Branco o articulador político do governo, ex-deputado Moisés Diniz. Birico não sabia disso e, querendo mostrar serviço e aparecer bem na foto com o governador, detonou o Rocha nas redes sociais.

Frio como uma lâmina, Rocha fingiu que aceitou as provocações e os ataques do açougueiro à sua autoridade mas, na conversa com o Gladson, na primeira oportunidade, disse que não poderia ser aliado de um governador ou de um Governo cujos subalternos – e pode subalterno nisso – o atacavam daquela. Foi aí que o cabeção do açougueiro foi à guilhotina. Hoje, a situação está assim: é mais fácil o Rocha renunciar o mandato do que o Ruy Birico voltar ao governo.

Por Tião Maia – Amazônia Agora