A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Escola do Servidor Penitenciário do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), realizou nesta quarta-feira, 26, a certificação dos profissionais participantes do primeiro Curso de Habilitação de Instrutores de Sobrevivência Policial. O evento ocorreu no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública (Cieps).

A capacitação foi direcionada a 20 profissionais da Segurança estadual entre quarta-feira, 19, e sábado, 22. Foram 40 horas de instruções de atendimento pré-hospitalar tático, sobrevivência policial, armamento e tiro e fundamentos legais da ação policial.

Com a formação, os instrutores concluíram a complementação que os habilita a atuar na capacitação de profissionais na área de sobrevivência policial. Participaram do curso policiais civis, militares e penais.

O secretário de Justiça e Segurança Pública, Paulo Cézar Santos, destacou que, independente da farda, o objetivo dos profissionais de segurança é o mesmo, o combate ao crime. Ele lembrou que, no ano de 2006, teve a oportunidade de participar de um curso semelhante no Rio de Janeiro, e que visualizou na ocasião a necessidade de todo profissional de segurança ter esse preparo.

Os instrutores que passaram pelo treinamento farão parte do corpo de instrutores do Curso Operacional Integrado (COI). O secretário apresentou, também, as perspectivas com a formação dos profissionais. “Neste ano 1.300 policiais devem passar pela capacitação e, no ano que vem, nós alcançaremos mais 2.700, totalizando 4.000”, disse.

O secretário explicou que a capacitação de forma integrada passará a ser rotineira para a formação de servidores certificados e preparados a exercer a sua atividade com primazia. “Nós condicionamos, entre recursos diretos e indiretos, R$ 1,8 milhão, sendo R$ 600 mil em recursos próprios, para que nós consigamos atingir esse objetivo”, afirmou.

Para o presidente do Iapen, Arlenilson Cunha, a certificação dos profissionais é singular: “Essa certificação e o COI representam avanço e integração. É disso que precisamos, porque o crime a cada dia tem se especializado, e, quando nós temos essa troca de experiências, nós avançamos”, disse.

Instrutora da Escola do Servidor Penitenciário e aluna certificada pelo curso, Edlian Oliveira representou a turma e afirmou ser uma honra poder fazer parte do corpo de instrutores do COI. “O curso nos trouxe uma visão da nossa função. Nós não somos policiais apenas em serviço, nós somos policiais todo o tempo, 24 horas, sete dias na semana”, destacou.

“Num passado recente, cada força tinha seu centro de formação. Mas as autoridades perceberam que precisávamos ter algo mais”, lembrou o chefe de departamento do Cieps, Dalzeny Silva. Ele destacou que o Cieps é o braço da segurança pública no que diz respeito à capacitação e que a integração veio para ficar, com cada um mantendo a sua independência, a sua peculiaridade, mas com um só objetivo, o bem comum da sociedade acreana.

O coordenador do COI, tenente-coronel Otoni Miranda, ressaltou que o empenho e a dedicação de cada aluno para dar o seu melhor nas instruções se refletem muito na qualidade do curso. Segundo ele, alguns alunos que tiveram experiências fora do estado disseram que nunca viram algo parecido com a formação de instrutores de forma integrada. “O COI tem sido pioneiro nessa metodologia de integrar as forças. Com isso, quem ganha é a segurança pública e a sociedade acreana”, afirmou.

Curso Operacional Integrado

Um novo treinamento se apresenta na capacitação dos servidores, com o surgimento do Curso Operacional Integrado (COI), que tem a finalidade de aperfeiçoar os operadores de segurança pública do Acre, com ênfase na integração das forças e operacionalidade voltada à realidade policial.

Será realizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública (Cieps), com início no próximo dia 31.

O curso terá duração de 60 horas-aula, será ministrado de segunda a sábado, e terá como público-alvo integrantes de todas as forças de segurança, tanto da capital como do interior.

“O curso COI exige humildade, no sentido de que não há policiais civis, policiais penais, militares, bombeiros. Existem ali os policiais. Todos nós somos policiais, independente da área em que atuamos”, afirmou a instrutora Edlian.

De acordo com Miranda, técnicas de algemação, armazenamento munição e tiro, sobrevivência policial e abordagem a veículos e pessoas serão ministradas durante a capacitação.