O detento Valber de Aguiar Morais, de 21 anos, um dos 26 fugitivos da fuga em massa registrada em janeiro deste ano do Complexo Penitenciário Francisco D´Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, foi preso novamente dia 22 de junho deste ano pelo crime de receptação. Mas, no momento da prisão, ele usou um nome falso.

Ao ser preso novamente, o detento fugitivo apresentou o nome de Edson Freitas Mendonça e, por ter cometido desta vez um crime de menor potencial, acabou recebendo o alvará de soltura da Justiça dois meses depois de cometer o novo crime. Só na hora em que ia ser liberado como sendo Mendonça, nessa terça-feira (25), a coordenação do regime fechado descobriu a verdadeira identidade dele, que ele era, na verdade, Morais, um detento de alta periculosidade e que havia fugido da unidade prisional.

“Ele é um dos presos que empreenderam fuga em janeiro desse ano, dentre os 26 presos ele era um que estava foragido. Porém, ele foi preso novamente por receptação, no dia 22 de junho desse ano, com o nome de outra pessoa, então, essa gafe foi na delegacia. Chegando aqui, nós já recebemos ele com esse nome e, quando ele ia pegar o alvará de soltura por conta dessa receptação, nosso pessoal do regime fechado identificou ele pela aparência”, contou o diretor do FOC, Fagner Souza.

Após a coordenação identificar o preso, ele foi levado até o diretor do presídio, que também reconheceu Morais, e ele acabou confessando o novo crime.

“Conversamos com ele que acabou confessando tudo e posterior a isso demos encaminhamento para a Delegacia de Flagrantes (Defla) para lavrar o boletim por falsidade ideológica”, contou.

Após ser levado para a delegacia onde foi feito o flagrante, o diretor do FOC informou que o preso retornou para o presídio, onde ele agora cumpre o isolamento cautelar.

Tentamos falar com a assessoria de comunicação da Polícia Civil para tentar mais informações sobre a prisão de Valber Aguiar com o nome de outra pessoa, e também o que teria levado ao erro, mas, não conseguiu contato até a última atualização desta reportagem.

O Iapen informou que Edson Freitas Mendonça nunca deu entrada no sistema penitenciário, e que a primeira vez que ocorreu foi quando teve o nome usado de forma indevida por Morais.

Prisão

Morais estava preso desde 2017 pelo crime de latrocínio. Ele é um dos envolvidos na morte de Rodrigo Nascimento Alves, de 28 anos, morto em outubro de 2016, no Ramal Bom Jesus, em Rio Branco. O corpo de Alves foi encontrado queimado e a motocicleta foi roubada pelos criminosos.

Agora, além de responder pelo crime de latrocínio pelo qual ele já cumpria sentença, o detento também deve responder por receptação e falsidade ideológica, segundo informou o diretor do FOC.

Fuga

Morais ficou cinco meses foragido, após a fuga registrada em janeiro deste ano. Ele e mais 25 detentos fugiram do pavilhão L, onde cumpriam pena em regime fechado.

Na época da fuga em massa, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) disse que os detentos fizeram um buraco na parede da cela e, com lençóis, fizeram cordas escapando pela muralha.

Após a fuga, pelo menos 15 foragidos foram recapturados até o mês de março deste ano, quando a polícia prendeu Sebastião Weverton Lima de França, no bairro Recanto dos Buritis, na região do Segundo Distrito de Rio Branco. Porém, a direção do presídio informou que com a prisão de Morais, apenas quatro seguem foragidos. Do G1 Acre.