A deputada Perpetua Almeida (AC), líder do PCdoB, pediu na noite desta segunda-feira (24) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que a própria mesa diretora da Casa tome a iniciativa de encaminhar ao Conselho de Ética o caso da deputada Flordelis (PSD-RJ).

Flordelis se tornou ré em ação penal, apontada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, executado com mais de 30 tiros em 16 de junho de 2019. Após o crime, ela relatou em depoimento e à imprensa que o pastor teria sido morto em um assalto. Outras 11 pessoas foram denunciadas pelo MP do Rio.

A deputada responderá pelos crimes de homicídio, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ela não foi presa em razão da imunidade parlamentar — somente flagrantes de crimes inafiançáveis são passíveis de prisão.

Antes de decidir sobre o envio do caso ao Conselho de Ética, Rodrigo Maia deverá aguardar a chegada à Câmara do inquérito policial. Se o caso for enviado ao conselho e o órgão decidir instaurar um processo, a deputada poderá ter o mandato cassado.

Pelo menos dois deputados tiveram os mandatos cassados por envolvimento com homicídios, ambos em 1999 — Talvane Alburquerque, apontado como mandante do assassinato da deputada Ceci Cunha, e Hildebrando Pascoal, por participação em um suposto esquadrão da morte. Por Gerson Camarotti G1 Rio