Um homem de 29 anos suspeito de atrair para uma casa abandonada e depois estuprar uma menina de 10 anos foi preso, na manhã desta terça-feira (25), pela Polícia Civil de Feijó, mesma cidade onde ocorreu o crime na última semana.

O homem fugiu após o crime e foi encontrado quase uma semana depois escondido na zona rural do município, no Km 24 da BR-364, sentido Manoel Urbano.

O pai da criança, que preferiu não se identificar, contou que a menina foi atraída para uma casa abandonada na noite do dia 19 de agosto e disse que o suspeito fugiu após o crime. Ele estava sendo procurado pela polícia desde então.

A Polícia Civil informou que os exames médicos comprovaram que a menina foi violentada sexualmente, o que levou ao pedido de prisão preventiva do suspeito. A prisão ocorreu após algumas diligências.

Nesta terça, o pai da menina disse que preferia não se manifestar. Falou apenas que espera que “a justiça seja feita”. Além disso, ele ainda informou que a filha está mais tranquila, menos assustada e eles aguardam para iniciar o tratamento psicológico. A advogada do caso também disse que não vai se pronunciar.

A menina de 10 anos foi levada ao hospital da cidade após ser estuprada por um homem. Quando o crime ocorreu, o pai da criança explicou que a filha brincava na casa de um coleguinha, que é vizinho da família. A mãe do menino pediu para ele sair para comprar pão e a menina ficou sozinha por alguns instantes.

Nesse momento, o suspeito, que estava do outro lado da rua observando, se aproveitou que a menina estava só na varanda da casa para atraí-la até uma casa abandonada. Segundo o pai, o suspeito chamou a menina, mostrou o celular e pediu que ela se aproximasse para mostrar uma foto no aparelho.

“Ela disse que não ia, mas ele falou: ‘vem cá, deixa eu te mostrar uma foto’. Até que ela se aproximou, ele a agarrou pela cintura e levou para dentro de uma casa que fica em uma invasão. Ela detalhou tudo, tampou a boca dela e disse que ia matá-la”, lamentou.

Após o sumiço da criança, a família começou a procurar por ela na rua. Dentro da casa, o suspeito tapou a boca da menina para que ela não gritasse e a ameaçou de morte caso fosse descoberto.

“Ele não bateu nela porque sentimos falta e fomos para rua atrás. Ficamos gritando o nome dela, não sabíamos que estava dentro da casa, e assim que nos afastamos ele soltou ela e empurrou para rua”, explicou.

Ainda segundo o pai, a menina correu para encontrar a família chorando e assustada. Os pais perguntaram o que tinha acontecido, mas, com medo, a menina não relatou de imediato o estupro.

“Ficou muito nervosa, meio pálida e assustada. Não queria contar porque ele tinha dito que ia matá-la se contasse para alguém. Quando se acalmou, contou o que houve, chamamos a Polícia Militar e fomos para o hospital”, disse.

Sobre o suspeito, o pai revelou que ele é irmão de um vizinho que mudou recentemente do bairro. A família da vítima nunca teve contato com ele.

Por Alcinete Gadelha, G1 Acre