O prefeito e o vice de Santa Rosa do Purus, interior do Acre, Francisco de Assis Fernandes da Costa e Francisco das Chagas Domingos, o nego Kaxinawá, respectivamente, são alvos de uma investigação do Ministério Público do Acre (MP-AC) por campanha eleitoral antecipada e ainda usar um prédio público como comitê.

Com isso, o MP-AC instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para investigar a denúncia e encaminhou ofícios para a Polícia Federal para apuração dos fatos. O MP pediu ainda que a Fundação Nacional do Índio (Funai) apure irregularidades por parte de um servidor público do órgão federal.

“Estariam, possivelmente, realizando campanha eleitoral antecipada, em suma, agindo visando suas reeleições para o presente ano, com a prática de ações como, por exemplo e dentre outras, utilização de servidores públicos para realização de campanha eleitoral, uso de bem imóvel público destinado a hospedar indígenas como comitê eleitoral”, ressalta a publicação do MP-AC.

O vice-prefeito Nego Kaxinawá disse que só vai se posicionar sobre o caso quando for notificado pelo MP-AC. A reportagem não conseguiu contato com o prefeito da cidade até a última atualização desta reportagem.

Nomeação de parentes

O MP-AC informou também de que há relatos da nomeação de parentes dos gestores para trabalharem como ‘cabos eleitorais’ na campanha de reeleição.

“O suposto delito aconteceu nas dependências da casa denominada “Palácio Indígena”, a qual é destinada para hospedar os indígenas, ou seja, possui ligação direta com a Fundação Nacional do Índio (Funai), que é o órgão indigenista oficial do Estado brasileiro”, reafirma.

Ainda segundo o MP-AC, os gestores são investigados também por improbidade administrativa. É que a denúncia relata existir quatro indígenas no quadro de servidores contratados pela prefeitura, mas que não exercem as funções. Do G1 Acre.