Delegada Elenice Frez ressaltou que a campanha Agosto Lilás ajuda no encorajamento da vítima em relatar a violência – Foto: Marcos Vicentti

A Direção-Geral de Polícia Civil (DGPC) e a Delegacia Especializada de Proteção à Mulher (Deam), participa da campanha nacional Agosto Lilás, criada para marcar a data da criação da Lei Maria da Penha, nº 11.340, e reforçar o compromisso com a luta para reduzir a violência contra a mulher.

Este ano a campanha teve ações de conscientização de forma virtual em razão da pandemia da Covid-19 e da necessidade do distanciamento social. Entretanto, a campanha, que é realizada em todo país, traz balanço das ações desenvolvidas pela equipe da Deam.

No Acre foram registrados 8 casos de feminicídio este ano, casos apurados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por se tratar de feminicídio consumado.

A Deam também registrou 9.726 boletins de ocorrência durante o mesmo período, além da instauração de 605 inquéritos e cumprimento de 169 medidas protetivas. Vale ressaltar que os boletins de ocorrência dizem respeito a todos os registros na Deam, independente do crime.

Para a coordenadora da Delegacia de Proteção à Mulher, delegada Elenice Frez, “a Deam ocupa um papel de protagonismo no combate à violência contra a mulher e esse papel é de investigar e materializar todas as violências ocorridas contra a mulher no contexto doméstico dentro de um inquérito policial que, ao final, será relatado e encaminhado à Justiça pra que seja possível na fase processual a condenação do agressor”, ressaltou Frez.

A delegada ressaltou também que a campanha Agosto Lilás ajuda no encorajamento da vítima em relatar a violência. “Temos uma equipe treinada para realizar esse trabalho, para dar suporte e acolhimento às vítimas de casos de violência, porém, é necessário, que a autoridade policial tenha conhecimento do caso e isso muitas vezes só é possível com a denúncia chegando ate nós”, explica Elenice.

A campanha Agosto Lilás termina em 31 de agosto, mas os canais de denúncias, como também as delegacias, permanecem como fonte de acolhimento para mulheres vítimas de violência.