Composta por policiais militares capacitados, a Patrulha Maria da Penha constitui uma nova forma de atuar no enfrentamento da violência contra a mulher – Foto: Pedro Devani

A violência contra a mulher é um problema social e de saúde pública que atinge todas as etnias, religiões, escolaridades e classes sociais. Por isso, não pode ser ignorado ou disfarçado. Precisa ser denunciado por toda a sociedade. Mas, na maior parte das vezes, costuma ficar encoberto pelo silêncio.

Com a finalidade de combater e enfrentar a violência doméstica, familiar e o feminicídio, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM), em parceria com a Patrulha Maria da Penha, realizou nesta quinta-feira, 20, a divulgação dos canais de denúncia, como o Ligue 180 e o 190, apresentando as campanhas Nenhuma Mulher a Menos, Um Homem a Mais para Apoiar, Vigilância Solidária e Sinal Vermelho, no município do Bujari.

Em estabelecimentos comerciais, farmácias e supermercados, as técnicas da Diretoria de Políticas para as Mulheres e policiais militares levaram orientação sobre as campanhas, firmando a parceria para denúncias de qualquer caso de violência contra a mulher.

Divulgação das campanhas de proteção à mulher no Município de Bujari – Foto: Pedro Devani

De acordo com a chefe da Divisão de Gestão e Monitoramento do Plano Estadual de Políticas para as Mulheres, Paloma Sales, trata-se de uma ação de fortalecimento das campanhas nos municípios, realizada também  nas secretarias do governo.

“Estamos levando informações aos municípios, orientando os comerciantes, farmacêuticos e a população sobre as campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher. Já visitamos Capixaba, Sena Madureira e Acrelândia e continuaremos a visitar as demais cidades”, explicou.

A divulgação das campanhas Nenhuma Mulher a Menos, Um Homem a Mais para Apoiar, Vigilância Solidária e Sinal Vermelho  também foi realizada para as mulheres feirantes no bairro Rui Lino nesta quinta-feira, com entrega de máscaras. Na sexta-feira, 20, a divulgação será para as mulheres feirantes do bairro Santa Inês, às 8 horas.

O proprietário de uma drogaria no Bujari, NOME Cordeiro, disse que conheceu as campanhas por meio das redes sociais. “Esse trabalho é muito importante, pois o Bujari é a terceira cidade com o maiores índices de violência contra a mulher e fico feliz de ser parceiro e ajudar nesse combate”, afirmou.

Proprietário de drogaria é parceiro das campanhas de proteção à mulher – Foto: Pedro Devani

Segundo dados da Central de Atendimento à Mulher, embora tenha a maior taxa de feminicídio do país, o Acre é o estado com menos registros de denúncias de violência contra a mulher pelo Ligue 180.

Conforme o levantamento, o estado apresentou a menor taxa do país com relação aos atendimentos, chegando a 17,26 para cada 100 mil habitantes. Das ligações, 13,92 são diretamente relacionadas à violência doméstica.

Além do número 180, o Acre disponibiliza um canal local no 181, que também recebe denúncias e oferece os esclarecimentos sobre os casos de violência contra mulher. Outro canal é um número de WhatsApp, em que as mulheres recebem atendimento psicológico e de outros profissionais.

Sargento Nayara Araújo da Patrulha Maria da Penha – Foto: Pedro Devani

Os canais de atendimento são pelo telefone (68) 99247-7989; e-mail: diretoria.mulheres.ac@gmail.com. Em caso de necessidade da intervenção da polícia, o 190 direciona para a Patrulha Maria da Penha. As mulheres também podem ligar para o 180 ou 181, que são as centrais de atendimento para a mulher em situação de violência.

Patrulha Maria da Penha

Composta por policiais militares capacitados, a Patrulha Maria da Penha constitui uma nova forma de atuar no enfrentamento da violência contra a mulher e é voltada para vítimas em situação de medida protetiva, com o objetivo de prevenção do crime de feminicídio. A proposta é ir além do atendimento da ocorrência, ou seja, fazer o acompanhamento periódico dessas vítimas.

“Nós trabalhamos com o acolhimento e a fiscalização das medidas protetivas e estamos em parceria com a SEASDHM, para firmar a divulgação sobre esse tipo de violência. Muitas mulheres não denunciam por medo. Por isso, esse trabalho de divulgação é tão importante”, explicitou a sargento Nayara Araújo.

Folder da campanha Sinal Vermelho – Foto: Pedro Devani